Dizer não é preciso!

por Flavia Sobral

Quantas vezes o seu cliente te pediu uma coisa que, com toda a sua experiência de mercado, você sabia que não daria resultado? Quantas vezes te pediu para divulgar aquele release com cara de propaganda? Ou mesmo, para divulgar uma notícia que só era interessante para ele? E qual foi a sua atitude? Você fez o trabalho? Muitas vezes, eu entendo, a coisa vem top down e fica muito difícil de não fazer – mas emitir a nossa opinião, baseada em conhecimento é uma obrigação!

Calma! Ninguém está falando em dizer não para tudo isso! Eu aposto que bons comunicadores e consultores conseguem ajudar qualquer empresa a encontrar a melhor notícia, a melhor estratégia ou mesmo o melhor uso de uma determinada informação. Dizer não é preciso, mas que tal dizer “talvez este não seja o melhor caminho – e se tentarmos por aqui?”.

Eu sei que, do lado do cliente, ouvir um não da agência pode ser frustrante e, às vezes, até causar um certo estranhamento. Mas lembre-se, quando você contratou uma agência, contou com a expertise e o conhecimento de causa daquelas pessoas, do seu atendimento. E nós, que estamos no dia a dia das agências, às vezes, percebemos uma mudança de aceitação no mercado que a empresa ainda não absorveu – é uma questão de confiança.

Do nosso lado, também é preciso abrir a cabeça. As nossas ideias diferentes podem não ter sido aprovadas no passado, e podem ser aprovadas agora. Nossos insights podem ser nossos melhores amigos na hora de bolar uma saída para um não. Lembre-se, o seu não pode ser o que vai fazer a diferença na hora de entregar um bom resultado para o seu cliente e pode fazer você ganhá-lo para sempre!

Saiba mais:
Quanto vale uma estratégia de comunicação?
No que apostar – e o que evitar – na hora de se comunicar

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5 dicas cruciais para emplacar um artigo na mídia

Apostar em listas e abordar pontos de vistas diferentes de um assunto em voga no mercado são duas delas

Conquistar espaço editorial em veículos de comunicação, como sites, revistas e jornais, não depende só do potencial da empresa e da gama de produtos que oferece, mas de conteúdo relevante e de interesse público. Quanto mais inovadora for a sua ideia, maior o potencial de ganhar destaque. Os artigos, que há dez anos eram uma das peças mais difíceis de emplacar na mídia, hoje com as redações cada vez mais enxutas, ganharam relevância – desde que sejam bons, claro.

O primeiro passo para elaborar um artigo de qualidade e chamativo é fugir do lugar comum, dos pontos de vistas apontados por todos. Se todo mundo está falando sobre realidade aumentada, por exemplo, tente abordar um aspecto diferente do assunto, chamando a atenção do jornalista para um ponto que ainda não foi debatido. Com o tema definido, algumas dicas podem ajudar a estruturá-lo:

  1. Aposte nas listas. Defina o ponto de vista que será abordado e elabore cinco passos para alcançar um resultado, sempre pensando nos aspectos relevantes e diferentes do que tem sido abordado;
  2. Tome cuidado para não puxar sardinha para a empresa, dizendo o quanto ela é boa e diferenciada no mercado, por exemplo. Prefira falar do sucesso a partir de números reais e de mercado;
  3. Junto com a sua assessoria, escolha um veículo para mandar o texto com exclusividade. Isso valoriza o seu texto – se o editor souber que o artigo foi enviado para outras três mídias, dificilmente vai usá-lo;
  4. Escreva sobre algo que domine e, caso o jornalista queira fazer uma matéria sobre o assunto, saiba acrescentar outras informações e pontos de vistas. Nada pior que o executivo não conseguir responder perguntas sobre o tema central do artigo. É fácil perceber quando o papo é apenas enrolação;
  5. Se o assunto do texto estiver amparado com uma pesquisa nova, use os números para contextualizá-lo e compare com os resultados de outros anos.

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No que apostar – e o que evitar – na hora de se comunicar

As dicas valem para todos os profissionais, e não somente para estratégias de comunicação

Pode até parecer um processo simples, mas a comunicação exige cuidados. Uma palavra mal colocada em uma reunião com o chefe ou um erro de português em um e-mail para um cliente pode comprometer o andamento dos relacionamentos profissionais e, às vezes, até pessoais. Comunicar-se com eficiência está além de ter um vocabulário refinado. É saber transmitir ideias claramente e, quando preciso, argumentar com clientes e gestores para manter ou estruturar um novo projeto.

Não importa quem é seu interlocutor, o importante é sempre ter em mente que a conversa deve ser clara – sem tropeços no idioma – e calma, sem alterações na voz ou discussões. O recomendado é seguir os quatro pilares da comunicação eficaz: clareza, controle, confiança e consistência. Veja, a seguir, algumas dicas selecionadas pela aboutCOM que podem ajudar nesse processo:

  1. Aposte!

– Relaxe;
– Diga a verdade;
– Esclareça pontos e opiniões;
– Seja conciso e fale o essencial;
– Em uma conversa sobre a empresa que trabalha, fale em nome dela, não como “nós” ou “eu”;
– Projete autoridade – afinal, você sabe o que está fazendo ali;
– Seja amigável.

  1. Evite!

– Tentar adivinhar o que o outro vai dizer;
– Ser evasivo;
– Dar opiniões pessoais;
– Comentar sobre rumores;
– Falar mal da concorrência;
– Falar em voz baixa;
– Perder a paciência.

Pode parecer simples, mas este é o princípio de qualquer conversa, reunião ou mesmo encontro produtivo. E lembre-se, seja você mesmo e coloque-se sempre no lugar de quem está sentado do outro lado da mesa – isso pode fazer toda a diferença na hora de passar a sua mensagem.

E então? Você já segue alguma dessas dicas?

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Em quais redes sociais sua empresa tem que estar?

Não é preciso estar em todas as redes sociais e, sim, naquela que atenda o objetivo da empresa – melhor estar apenas em uma, do que em várias sem contar com uma estratégia consolidada

Que a presença das empresas nas redes sociais é importante no cenário atual não se discute mais. Porém, isso não significa estar em todas elas e encher o público de imagens e informações a todo instante – isso não é estratégia e, sim, falta de foco. Não é porque o Snapchat está em voga, que você tem de criar uma conta para sua companhia. O importante é construir reputação naquelas que são positivas para o seu negócio, pois cada mídia possui características próprias e ajudam, de maneira diferente, a alcançar objetivos.

Em 2012, quando o Twitter chegou ao Brasil, por exemplo, todas as empresas queriam estar na rede social. Parecia algo prioritário. Hoje, a ferramenta funciona mais como um meio de comentar programas de televisão ou reclamar, do que para gerar negócios e posicionar uma marca.

Por isso, antes de criar uma conta, análise o perfil de cada rede, pesquise em quais estão seus concorrentes, saiba exatamente o público que deseja atingir e defina qual retorno espera da iniciativa: posicionamento de marca, geração de negócio ou grupo de discussão?

Para o mercado B2B, as mais indicadas ainda são Facebook e LinkedIn. Veja as características principais das duas e como se posicionar:

Facebook
Com mais de um bilhão de usuários em todo o mundo, a rede tem um perfil mais leve e é usada pela maioria das pessoas tanto para interagir com amigos, quanto para acompanhar notícias ou empresas. Muitos a utilizam como fonte de informação. A rede permite uma linguagem mais informal e a utilização de imagens é quase obrigatória. É interessante para criar um relacionamento mais próximo com o cliente, graças às páginas corporativas e grupos. No Facebook, o ideal é mesclar os posts entre conteúdo relevante para seu público e a divulgação de produtos e serviços.

LinkedIn
Focado em carreira, novos negócios e parcerias. Aqui, diferentemente do Facebook, o contato é só profissional, o que o torna muito interessante para o mercado B2B. Uma das vantagens da rede é a possibilidade de criar grupos de discussão segmentados. Por meio do dele, é possível fechar negócios e parcerias, encontrar profissionais e especialistas de todo o mundo e posicionar a marca como referência em um mercado. Aqui, o conteúdo é mais denso.

Mas, lembre-se: seja qual for sua escolha, o mais importante é que a página seja ativa. Poste com frequência, interaja com seu público e participe de grupos de discussão. Sem isso, não há estratégia que se sustente.

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Quanto vale uma estratégia de comunicação?

por Flavia Sobral

Pense comigo. Você entra em uma lanchonete, não daquelas do tipo fast food, aquelas de bairro, gostosas que tem aquele x-tudo animal. Pede um lanche, um refrigerante, batata frita e aquele sundae de chocolate para arrematar. No fim, como sempre, pede a conta. Mas você resolve, mesmo sem conhecer a cozinha, sem saber a quantidade de funcionários, os gastos com aluguel, gás, eletricidade, impostos, e tudo mais que precisou ser pago para que você comesse o seu lanche quentinho e gostoso, que, desta vez, você vai pagar só a metade do preço. Posso apostar que quando o dono do restaurante souber da sua ideia, no mínimo, a polícia será chamada.

Pois bem. Por que você acha que pode fazer isso com a sua agência de comunicação? Por que acredita que pode pedir um escopo maior, mais foco, equipe mais sênior e pagar somente aquilo que você quer?

A precificação em comunicação é um dos principais motivos de perdas de clientes por aí. Aliás, muitas empresas escolhem suas agências pelo preço da proposta, e não pelos entregáveis. E o preço pode sim ser um diferencial – sempre digo que cada panela tem sua tampa, que cada empresa tem o fornecedor ideal (em termos de equipe, custos e necessidades). Mas vira e mexe ouço propostas indecorosas – quero pagar metade do que paguei da última vez e ampliar o escopo em três vezes. Ou mesmo – tenho X para gastar e isso para fazer, você consegue me atender?

É importante deixar claro: nós, donos ou administradores de agência de comunicação, não definimos uma precificação com base em sonhos e imaginação. Se estivéssemos sonhando com números, jogaríamos na Mega-Sena.

O preço de uma proposta de comunicação é construído com base na hora-homem que o seu trabalho vai demandar para alcançar os resultados que almeja. É feito com base na estrutura da agência, na qualificação dos profissionais que vão te atender, na complexidade do seu projeto. Tudo isso é precificado, contabilizado, para que você pague uma quantia justa pelo trabalho.

Pense nisso quando for procurar a sua próxima agência de comunicação. Pense se você gostaria que alguém chegasse na sua lanchonete e pagasse metade da conta, ou na sua empresa e oferecesse uma pequena parte do que vale o seu produto ou serviço. E não se engane, você ser quem é, ter os contatos que tem ou mesmo responder por uma marca conhecida, não vai fazer com que meus custos diminuam, ou que eu pague menos impostos – portanto, nada de jogar a carta do ‘prestígio’ por aqui.

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