about being aboutCOM #1: como tudo começou

por Editorial aboutCOM

Na primeira parte de uma série de vídeos, Flavia Sobral Faccioni conta sobre a inspiração do avô, piloto da FAB, e a ideia de criar uma agência de comunicação

Desde pequena, Flavia Sobral Faccioni sonhava em ser jornalista. As tramas que ouvia na infância de seu avô, piloto da FAB, sobre os treinamentos da equipe de resgate e salvamento de cientistas perdidos na floresta amazônica, a estimularam a escolher uma profissão que lhe permitisse contar histórias. Assim que ingressou na Faculdade de Campinas (Facamp), foi paixão à primeira vista.

Essa é uma das memórias retratadas no primeiro vídeo da série “about being aboutCOM”, que narra a trajetória de Flavia e sua percepção sobre estratégias de comunicação, que resultaram na criação da agência aboutCOM.

Após dez anos atuando nas principais agências de relações públicas nacionais e internacionais, Flavia percebeu que na maioria das vezes a solução mais adequada para um desafio de negócio não é encontrada em modelos estratégicos engessados. A partir dessa percepção criou em 2014 a aboutCOM, agência de diagnóstico e soluções de comunicação especializada em customizar o planejamento de acordo com o perfil e realidade da empresa.

“Sou apaixonada por comunicação e acredito que ela pode fazer a diferença não só nas empresas, mas na vida”, diz.

Não perca, nos próximos meses, os cinco vídeos restantes da série.

À espera de uma notícia (ou de um milagre, mesmo): o tempo da mídia é diferente do seu

por Flavia Sobral Faccioni

Saber esperar e manter um bom relacionamento com o jornalista são pontos essenciais para emplacar notícias. Acredite: dá certo

Imagine se fosse com você ou com sua empresa: uma grande marca de TI – com destaque no mercado e notícias sempre divulgadas por mídias importantes – esperou nada menos do que nove meses para que uma matéria emplacasse. Sim: n o v e  m e s e s. Praticamente uma gestação.

Acredite ou não, esse foi um resultado de sucesso. E minha explicação tem mais lógica e metodologia do que você imagina.

Muitos imprevistos ocorreram nesse tempo. Começou com um problema de agenda – primeiro do jornalista, depois do porta-voz. Depois, mudanças estruturais na organização impediram a conversa. Quando tudo estava preparado – e a companhia tinha, inclusive, novidades para compartilhar – houve nova incompatibilidade de horário. A alternativa foi bater um papo por videoconferência. Talvez dessa forma, sem a necessidade de deslocamento, a conversa desse certo. Nada.

Todo esse desencontro não teve relação alguma com o assunto ser desinteressante ou o jornalista não estar aberto – simplesmente, outras questões falaram mais alto. O fato é que, nove meses depois, a entrevista rolou. O jornalista não havia perdido o interesse e mandou algumas perguntas por e-mail. Mesmo não sendo a melhor – e mais produtiva – forma de entrevista, o porta-voz da empresa respondeu com todo cuidado e detalhe e ganhou o espaço de entrevista do mês, tendo sua empresa como case de destaque.

Três lições podem ser tiradas dessa história: tenha paciência, bom humor para levar o assunto de forma leve e respostas às perguntas com toda atenção e cuidado – seja pessoalmente ou por e-mail.

Não adianta: o cenário atual do mercado é composto por redações com equipes pequenas e poucos jornalistas escrevendo sobre os mesmos assuntos; menos veículos de comunicação; e, por fim, mais  empresas em busca de espaço na mídia. O resultado dessas variantes, nem sempre, é a resposta positiva (e rápida) que a companhia espera depois de enviar uma sugestão de pauta. Mas quando o trabalho de relacionamento é bem-feito, pode ter certeza: o retorno chega. Nem que seja nove meses depois.

Saiba mais:
Jornalismo de negócios: os sete segredos de uma boa fonte de TI
5 dicas cruciais para emplacar um artigo na mídia

Imagem: Pixabay

Top 10: os erros de português mais comuns no mundo corporativo

Por Editorial aboutCOM

Profissionais ainda deslizam quando o assunto é o nosso idioma e correm o risco de manchar a imagem de uma empresa ou atrapalhar o andamento dos negócios

Comunicação corporativa vai além de posicionar a marca ou ter uma notícia emplacada na mídia: apesar de não ser vista assim pela maioria das empresas e líderes, ela está em tudo: nos trejeitos do executivo em uma entrevista ou em um e-mail interno que ele redige, pedindo que uma tarefa seja executada. Uma pesquisa feita pelo Project Management Institute Brasil (PMI) com 300 companhias nacionais e multinacionais mostrou que em 76% delas os projetos não dão certo porque os profissionais não sabem escrever nem falar bem.

Erros de português podem manchar a imagem de uma empresa e atrapalhar o andamento de parcerias por demonstrarem amadorismo e falta de preparo. Especializar-se em uma área ou ingressar em um curso de inglês ou espanhol são ações relevantes que ajudam na construção de um formador de opinião, mas, antes disso, é essencial dominar as regras do português e saber se expressar com clareza, sem precisar recorrer a jargões como “agregar valor ao negócio”, “sinergia” ou “proatividade” – termos batidos que, em vez de transmitir conhecimento, mostram que o executivo tem um repertório pobre.

Veja, a seguir, os dez erros mais comuns de português no mundo corporativo que vemos por aqui:

  1. A/há
    Erro: Atuo no setor de controladoria a 15 anos.
    Forma correta: Atuo no setor de controladoria há 15 anos.
  1. A longo prazo/ em longo prazo
    Erro: A longo prazo, serão necessárias mudanças.
    Forma correta: Em longo prazo, serão necessárias mudanças.
  1. A nível de/ em nível de
    Erro: A nível de reconhecimento de nossos clientes, atingimos nosso objetivo.
    Forma correta: Em relação ao reconhecimento de nossos clientes atingimos nosso objetivo.
  1. À partir de/ a partir de
    Erro: À partir de novembro, estarei de férias
    Forma correta: A partir de novembro, estarei de férias.
  1. A pouco/ há pouco
    Erro: O diretor chegará daqui há pouco.
    Forma correta: O diretor chegará daqui a pouco.
  1. Anexo/ anexa/ em anexo
    Erro: Segue anexo a carta de apresentação.
    Formas corretas: Segue anexa a carta de apresentação. Segue em anexo a carta de apresentação (sempre concordado com plural ou singular)
  1. Aonde/onde
    Erro: Não sei aonde fica a sala do diretor
    Forma correta: Não sei onde fica a sala do diretor
  1. Houveram/houve
    Erro: Houveram rumores sobre um anúncio de demissão em massa.
    Forma correta: Houve rumores sobre um anúncio de demissão em massa.
  1. Através/ por
    Erro: Fui avisada através de um e-mail de que a reunião está cancelada.
    Forma correta: Fui avisada por e-mail de que a reunião está cancelada.
  1. Seja/seje
    Erro: Tomara que eu seje a primeira pessoa a chegar o escritório.
    Forma correta: Tomara que eu seja a primeira pessoa a chegar o escritório.

Saiba mais:
Ninguém gosta de admitir que se comunica mal – mas precisa
No que apostar – e o que evitar – na hora de se comunicar

Imagem: divulgação

Jornalismo de negócios: os sete segredos de uma boa fonte de TI

Por Editorial aboutCOM

Assessoria de imprensa é construção de relacionamento. Para que esse contato com o jornalista seja realmente efetivo, é essencial seguir alguns passos

Não é preciso ser especialista em comunicação para saber que o jornalismo passa por uma forte transformação: as notícias sobre o fim de veículos e demissões em massa dão o tom. As redações estão mais enxutas, as equipes são formadas por profissionais mais jovens e dificilmente há divisão de repórteres por editorias e especialização. Como resultado, é árduo o trabalho de emplacar notícias sobre empresas de todos os setores, com destaque para TI, cujo conteúdo é extremamente específico; e de gerar relacionamento entre fonte e jornalista, que tem cada vez menos tempo para apurar devido ao tamanho reduzido das equipes.

O número de assessorias de imprensa é muito maior hoje do que no passado, o que faz com que os jornalistas sejam bombardeados diariamente com sugestões de pauta e de entrevistas. Tornar-se uma fonte diferenciada, parceira do repórter, é tarefa tão difícil quanto fundamental. E, apesar de não haver receita de bolo para isso, há alguns aspectos que o bom senso e a experiência já comprovaram. Conheça, então, sete dicas para empresas e líderes de TI se tornarem boas fontes.

  1. Entenda o interlocutor: saiba exatamente qual o nível de entendimento do jornalista sobre tecnologia para, assim, definir a melhor forma de sugerir um tema. Lembre-se de que a equipe, na maior parte das redações, é composta por profissionais jovens, com menos vivência;
  2. Comente o praticável: foque no mercado de TI do Brasil. Não adianta inovar e falar de uma terminologia em voga nos Estados Unidos se, por aqui, ninguém nunca ouviu falar: tudo chega a seu tempo e mais vale uma temática consistente do que uma novidade ainda impraticável;
  3. Conheça o perfil da mídia: além de se inteirar sobre o jornalista, é essencial entender bem o veículo do qual sua empresa pretende se aproximar. Para isso, é importante responder algumas perguntas: qual o foco de abordagem? Quais os últimos temas debatidos? Qual o perfil do leitor? Só dessa forma, é possível elaborar um material relevante, que tenha mais chance de virar matéria;
  4. Fale o mesmo idioma do jornalista: siglas e nomenclaturas devem ser usadas com cuidado: sempre explique o que elas significam. Também é importante verificar como a mídia se refere a elas, como, por exemplo, se são traduzidas, caso sejam originais de outro idioma, como o inglês. Certifique-se de entender o contexto no qual são utilizadas;
  5. Torne-se referência: seja uma fonte de mercado, e não apenas da empresa na qual trabalha. Obviamente, a mídia pode querer conversar, eventualmente, sobre a companhia na qual atua, mas isso não ocorrerá sempre. Entendimento sobre o mercado posiciona o executivo como alguém que ajuda na construção global da pauta e na descoberta de outros temas para serem abordados em reportagens futuras;
  6. Além do genérico:  tenha sempre um exemplo prático daquilo que está falando, de preferência com um caso real de uso de produto. Conceitos abstratos não ajudam e podem confundir o jornalista;
  7. Seja parceiro: esteja disponível para tirar dúvidas. Pensar apenas em falar com um jornalista para sair em uma matéria não é uma boa estratégia. Fonte confiável é aquela para quem o repórter pode ligar ou mandar um e-mail apenas para tirar uma dúvida de mercado, por exemplo, sem precisar citar na matéria. Isso é construção de relacionamento, o grande objetivo de um trabalho de assessoria de imprensa. Claro que é importante seguir as regras do assessor, mas, às vezes, é preciso quebrá-las. Com muito bom senso, sempre.

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Imagem: Divulgação