about being aboutCOM #2: informação não é diferencial

por Editorial aboutCOM

Na segunda parte de uma série de vídeos, Flavia Sobral Faccioni fala sobre a importância de uma boa estratégia de comunicação para a empresa saber o que dizer, quando dizer e como dizer

No cenário atual, no qual há um alto volume de compartilhamento de informação e todos têm acesso a tudo, ter informações não significa muito, mas saber como usá-la é essencial para firmar uma empresa no mercado e, mais importante, atingir as pessoas certas.

Segundo Flavia Sobral Faccioni, fundadora da aboutCOM, isso significa realizar um estudo completo de como aquela informação pode ajudar na estratégia de negócios da empresa, e como fazer com que chegue em seu público-alvo. “Para isso a comunicação tem que ser um propósito da companhia”, diz.

Com o objetivo de negócio bem definido, a estratégia de comunicação vira uma sustentadora e apoiadora do objetivo final da marca, que é crescer atendendo bem o cliente. “A estratégia de negócios está, intimamente, ligada a de comunicação”, afirma Flavia.

Assista o primeiro about being aboutCOM #1: como tudo começou e não perca, nos próximos meses, os quatro vídeos restantes da série.

 

Relação com a mídia: quais os direitos do jornalista e do entrevistado?

Por Editorial aboutCOM

Solicitar as perguntas antes da conversa e pedir para ler a matéria antes de ser publicada são atitudes que podem arruinar o relacionamento – e o espaço da empresa na mídia

Alcançar bons espaços na mídia vai além de uma estratégia de comunicação bem estruturada. Com cada vez menos veículos especializados e um número expressivo de demissões de jornalistas, a maneira que a fonte se porta em uma entrevista, o conhecimento sobre como funciona o trabalho do repórter e o que fazer (ou não) em uma entrevista, são aspectos que ganham mais relevância para uma divulgação de sucesso. Esse relacionamento passa a ser complementar – e essencial –  ao trabalho da agência de comunicação.

De nada adianta criar uma proposta incrível e conseguir contatar as melhores mídias se, na hora, da entrevista, o porta-voz não souber o que dizer e der voltas em um mesmo assunto, sem fornecer nenhuma novidade ou perspectiva diferente. Claro que, muitas vezes, algumas informações não podem ser abertas por políticas da companhia, como faturamento e planos a longo prazo. Mas, se o executivo não puder responder uma pergunta, por exemplo, deve explicar por que não e fornecer outro ponto de vista, que seja relacionado ao assunto da pauta.  

O jornalista é treinado para fazer perguntas, escuta diversas fontes (do porteiro ao presidente da empresa) e pode, sim, blefar em alguns momentos. Existem alguns direitos – para jornalistas e entrevistados – que ajudam no direcionamento de qualquer pauta e amparam a relação entre ambos os lados.

Direitos dos jornalistas

  • Acesso à informação;
  • Respeito aos limites de horário e data estabelecidos para a entrevista;
  • Ser respondido sobre sua solicitação de entrevista em tempo hábil;
  • Obter respostas concisas, relevantes e que abranjam as informações essenciais;
  • Acesso às informações do setor, obtidas em concorrentes ou institutos de pesquisa;
  • Receber correções de informação, se necessário;
  • Avaliar e obter a entrevista de seu ponto de vista. Cabe ao jornalista escolher a maneira como vai usar a informação. Muitas vezes, não são utilizados todos os dados e informações fornecidos na entrevista; também pode acontecer de uma conversa longa render apenas algumas aspas do entrevistado no conteúdo final de uma matéria;
  • A intenção de uma matéria é ser imparcial, por isso, é normal que em um mesmo texto apareçam duas empresas de um mesmo setor. É dever dele ouvir mais de uma fonte para uma matéria.

Diretos do porta-voz

  • Saber do que trata a entrevista, a identidade do jornalista e o veículo que representa. Mas, nunca, solicitar as perguntas antes da conversa. Entrevista não segue roteiro, acontece naturalmente;
  • Pedir que repita as perguntas, se necessário;
  • Terminar de falar sem ser interrompido;
  • Definir os pontos-chave do discurso e repeti-los sempre que necessário;
  • Incluir temas e pontos relevantes e importantes (ainda que não lhe perguntem sobre eles);
  • Saber como a informação que está fornecendo será utilizada: qual o tema da matéria, se sairá na revista ou no site. Mas isso não quer dizer pedir para ler a matéria antes de ser publicada;
  • Responder a acusações;
  • Corrigir informações incorretas ou imprecisas;
  • Direito de resposta: quando provado que o jornalista cometeu um erro ou agiu de má-fé, a Lei 13.178, de 11 de novembro de 2015, garante que a fonte tenha o mesmo espaço para uma réplica que a matéria em questão.

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aboutCOM Live: a importância de dizer não

Por Editorial aboutCOM

Adriele Marchesini, cofundadora da essense, conversa com Flavia Sobral, fundadora da aboutCOM, agência de relações públicas e assessoria de imprensa, no primeiro aboutCOM Live. O assunto girou em torno de um tabu para as agências de comunicação e – para os fornecedores em geral: dizer não ao cliente! Veja aboutCOMlive #1: sobre dizer não para o cliente

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Imagem: Pixabay

Relacionamento não se constrói com cara-crachá

por Flavia Sobral Faccioni

Maior evento de telecomunicações da América Latina rolando. Sala de imprensa lotada. Uma divisória separa a área comum do espaço e as bancadas para trabalho dos jornalistas. Uma porta, um único ponto de contato entre os assessores sedentos e os jornalistas – que, às vezes, só querem mesmo é tomar um cafezinho ou comer alguma coisa. Mas eles sabem o que vão enfrentar se colocarem uma unha que seja para fora daquela portinha. Respira fundo, abre a porta, e que comece a batalha.

Pode parecer uma versão um tanto cinematográfica de uma coisa que faz parte da rotina de assessores e jornalistas. Mas, a realidade não é tão diferente. Basta entrar na sala de imprensa da Futurecom esta semana para perceber. São 10 assessores tentando ‘laçar’ três jornalistas – e o pior, muitas vezes sem ao menos saber quem eles são.

Me lembro de uma vez que identifiquei uma jornalista com quem falava sempre, e não, eu não tinha nenhuma pauta interessante. Só queria dizer a ela: “oi, tudo bem? A gente se fala sempre pelo telefone, só queria me apresentar”. Foi o que fiz. E, para minha surpresa, tomamos um café, e ela me agradeceu por não oferecer nenhuma pauta para ela. Por quê? Simples! Relacionamento não se constrói com cara-crachá. Não basta ver a cor diferente do crachá e atacar.

Uma boa estratégia de comunicação durante um evento é planejada com antecedência. É muito importante sempre saber com quem você está falando, sobre o que aquele jornalista costuma escrever e que informação do seu cliente pode interessá-lo. Ficar plantado na sala de imprensa, ‘caçando jornalista’ é tão eficaz quanto ligar numa redação para perguntar se fulano recebeu seu release. Mas isso é papo para um próximo post.

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aboutCOM é a nova agência de comunicação da ZTE no Brasil

A aboutCOM é a nova agência de assessoria de imprensa da ZTE, uma das maiores líderes no mercado de telecomunicações, provedora de soluções de tecnologia para operadoras e diversos segmentos como ISPs, Governo, Enterprise e Utilities.

A ZTE é uma das líderes globais em telecomunicações e tecnologia da informação. Como parte da estratégia da ZTE para os mercados de tecnologia da informação e comunicação (M-ICT) móveis, a companhia é comprometida com a oferta de inovações integradas de ponta a ponta para entrega de valor e excelência aos seus consumidores, operadoras, empresas e setor público ao redor do mundo, com o objetivo de aumentar a conectividade e a produtividade. Fundada em 1985, a ZTE está listada tanto na bolsa de Hong Kong quanto na de Shenzhen. Em 2015, a ZTE alcançou um resultado de mais de ¥100 bilhões, com um aumento do lucro líquido de 21,8% para ¥3,21 bilhões, impulsionado pelas novas operações incluindo semicondutores e Internet das Coisas (IoT).

 

Atendimento aboutCOM ZTE:

Maria Eugênia Lucci – (11) 5096-5401 / (11) 9686-9618

mariaeugenialucci@aboutcom.com.br

Flavia Sobral – (11) 5096-5401 / (11) 97688-8013

flaviasobral@aboutcom.com.br

 

 

aboutCOM se une à essense para abordagem integrada de comunicação

por Editorial aboutCOM

Parceria chega para a construção de planejamentos de comunicação 360°, que gerem mais resultados aos clientes por meio da distribuição de informação de forma integrada

Um planejamento de comunicação eficiente passa por uma abordagem 360°, metodologia pela qual a informação é distribuída de forma integrada, passando por todos os aspectos de comunicação da marca: marketing, publicidade, relações públicas e compartilhamento de conhecimento, amparado por técnicas de jornalismo e storytelling. Diante disso e tendo como principal pilar criar estratégias de comunicação personalizadas de acordo com a real necessidade de cada cliente, a aboutCOM oficializou na última quarta-feira (05/10), uma parceria com a agência essense, especializada em compartilhamento de conhecimento, que auxilia empresas e líderes a se posicionarem como formadores de opinião.

A decisão é uma resposta a um movimento que ganha força no mercado de comunicação: o entendimento de que já não basta, apenas, informar os clientes e consumidores sobre os produtos ou atuação da empresa. A companhia precisa, agora, ir além, influenciando todos os processos e pessoas envolvidas em seu negócio, por meio da geração de conteúdo relevante e de qualidade, e que ajude a posicioná-la como referência em conhecimento de seu mercado. “Compartilhar conhecimento é fundamental nos dias de hoje e aliar essa prática ao compartilhamento de notícias de dentro das empresas nos ajuda a realmente posicionar negócios e pessoas, trazendo mais visibilidade para as marcas que atendemos”, diz Flavia Sobral Faccioni, fundadora da aboutCOM.

A aboutCOM segue com o seu propósito de fazer a comunicação da forma que o cliente precisa, atuando com assessoria de imprensa, redes sociais, marketing direto (catálogos e auxílio para participação de feiras) e treinamentos em comunicação. E a essense chega para auxiliar em toda a estratégia de conteúdo – seja por meio do Branded Content (conteúdo patrocinado para plataformas próprias de parceiros de mídia e educação), seja Business Content (projetos estratégicos para brand awareness e geração de leads) e Personal Content (posicionamento de líderes influentes e inspiradores).

Imagem: Depositphotos

 

aboutCOM assume a assessoria de comunicação do IT Forum Expo 2016

Pelo segundo ano consecutivo, a aboutCOM assume as ações de assessoria de comunicação do IT Forum Expo 2016, principal evento B2B de TI que ocorre durante a SP TechWeek, nos dias 8 e 9 de novembro. Este é o segundo ano que a aboutCOM assessora a IT Mídia para a divulgação interna e externa deste evento.

O IT Forum Expo 2016 reúne os principais executivos de TI do Brasil. Este ano, o evento trará debates sobre o uso e o futuro das tecnologias nas empresas, centrado em Coisas, Transformação e Gente. O objetivo da agenda é instigar o setor a entender, discutir e se preparar para todas as mudanças que acontecem e acontecerão em TI e por causa da TI.

Para inscrever-se para o evento, basta acessar este link.

Para saber mais, acesse: www.itforumexpo.com.br

Contatos do atendimento ao IT Fórum Expo:

Douglas Cruz – douglascruz@aboutcom.com.br

Flavia Sobral – flaviasobral@aboutcom.com.br

A pressa é inimiga da comunicação!

por Flavia Sobral Faccioni

Quarenta e cinco minutos do segundo tempo – quem nunca ouviu essa expressão? Pois bem, são nesses minutos finais que muitas empresas decidem mudar o rumo de suas divulgações. Imagine. Você tem uma estratégia de PR (Public Relations) desenhada para o lançamento de uma pesquisa superbacana. O levantamento foi feito nos países para os quais você deseja expandir os seus negócios (e isso já deveria estar no plano de PR, já que está no plano de negócios, correto?). Os dados são muito bons e vão, com certeza, chamar a atenção da mídia local. Você investe em pesquisa, prepara um press release para o seu país de origem e outros nos quais já tem agência e pum! Esquecemos do Brasil!

Pois é! Muitas vezes por aqui recebo solicitações assim de parceiros internacionais: temos um press release e uma pesquisa ótimos e precisamos fazer tradução/adaptação, ‘vender’ uma exclusiva e trabalhar posteriormente a notícia com os demais veículos – tudo isso, entre segunda (no fim do dia) e quarta-feira.

Pergunta número 1: Qual é a estratégia por trás deste plano de ação?
Definitivamente chegar para um parceiro local com a estratégia pronta deve ser um dos piores erros que se comete em comunicação regional (América Latina, ao menos). Você sabe se esse plano de ação funciona igual para o Brasil, o México, a Colômbia? Você sabe se dá tempo de vender uma exclusiva que é boa, não estamos discutindo, mas não é SENSACIONAL para rolar aquele “Parem as máquinas! …. e falem comigo”? Afinal, você sabe como funciona a mídia no Brasil?

Pergunta número 2: Quando foi decidido que a pesquisa englobaria o Brasil, ninguém pensou em divulgá-la por aqui?
Muito me intriga saber se a primeira agência (a original de todas, aquela que atende a sede da empresa) não se perguntou ou não perguntou ao cliente como seria feita a divulgação nos demais países englobados pela pesquisa. Ora, se o estudo foi feito no Brasil, no México ou nas Arábias é porque faz parte da estratégia de negócios entender algo sobre esses mercados, não? E se vamos divulgar a pesquisa, a quem vai interessar, na Inglaterra, ter um dado comparado com o do Brasil? As empresas, às vezes, se esquecem da máxima de comunicação: ela deve estar alinhada aos negócios. Isso é o básico. Ela serve para apoiar as estratégias de negócios. Existe um planejamento (ou deveria existir). Nada que é divulgado é em vão.

Pergunta número 3: Por que as pessoas acham que agência de comunicação é igual a um misto de pastelaria com varejista “quer pagar quanto”?
Um release, uma entrevista e muitos resultados, com urgência, pelo que eu posso pagar. É essa a proposta de muitos ‘parceiros’ por aí. Será que a crise no Brasil faz com que as pessoas entendam que aceitamos qualquer negócio? Ou porque vão pagar em dólar podem pagar pouco? Sempre ouvi do meu pai: se você faz em cinco minutos, meia hora ou um dia, não é porque você faz rápido – é porque estudou o suficiente para conseguir fazer rápido. No caso de comunicação, além disso, você ainda tem o relacionamento correto para conseguir bons resultados. E tudo isso tem um valor. É por isso que existem agências mais adequadas para cada cliente. As empresas podem ser especializadas em um determinado segmento ou, ainda, ter um tamanho proporcional ao investimento que você está apto a fazer – cada panela tem a sua tampa! E, posso apostar, mesmo a melhor agência do mundo, com pressa, não faz um trabalho tão bom como faria se tivesse tempo de elaborar a melhor estratégia para cada notícia.

A pressa é inimiga da comunicação. Da comunicação regional, internacional, mais ainda. É preciso mais que vontade de aparecer e fazer uma divulgação em um país, é preciso entender qual é a estratégia de negócios da empresa, qual é o objetivo, quem ela quer atingir. E isso demanda tempo, estudo, calma. Tudo para conseguir o melhor resultado, com o melhor custo-benefício para o cliente, sempre, mas sem se esquecer que, afinal, estamos aqui porque somos consultores de comunicação, e não disparadores de releases – para isso, já existe até gente dizendo que não precisa de gente (mas essa discussão fica para um próximo texto)!

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Jornalismo de negócios: os sete segredos de uma boa fonte de TI
À espera de uma notícia (ou de um milagre, mesmo): o tempo da mídia é diferente do seu

Imagem: Pixabay