O que é preciso para ‘vender’ uma matéria?

por Editorial aboutCOM

Quando o jornalista dá atenção ao assessor de imprensa, há pouco tempo para fazer com que ele se interesse pelo assunto. Qual a melhor abordagem?

Quantas vezes quem trabalha com comunicação não ouviu a pergunta: quanto custa para sair em uma reportagem no veículo X? A pergunta, comum para algumas empresas, não faz sentido algum no mundo editorial. Matérias pagas são chamadas de publieditoriais, textos feitos para anunciar ou divulgar algum serviço ou produto da companhia – bem diferente de uma matéria, na qual se debate sobre um tema, abordando a visão de vários especialistas.

Participar de notícias e reportagens requer outro tipo de venda. Nesse caso, a agência de comunicação trabalha como uma consultora na definição de uma estratégia que alcance a mídia espontânea e traga o melhor discurso para tornar informação relevante para o jornalista. O objetivo é fazer com que as notícias fiquem interessantes, para que o jornalista, do seu lado, ‘compre’ a ideia.

Não há um modelo pronto para vender uma pauta que garanta a sua publicação. Por isso, a estratégia da agência se baseia em alguns pilares: abordagem do tema, relevância do assunto no cenário atual e relacionamento do repórter com o assessor de imprensa, sempre.

Uma pesquisa da Business Wire Media, agência de distribuição de notícias americana, com o tema Journalism and Media Relations (Jornalismo e Relações com a Mídia, em tradução livre), mostra que 75,3% dos profissionais que recebem releases querem novos ângulos da história e fatos que enriqueçam o acontecimento. Além disso, a fotografia é o recurso preferido para ilustrar a matéria para 82,2% dos entrevistados, com gráficos em segundo lugar e vídeos em terceiro. Veja outros pontos importantes nessa “venda”:

  • Conheça o veículo e o jornalista com quem está falando. Esse é o ponto de partida para identificar a editoria certa, aquela em que a pauta terá mais chance de ser publicada;
  • Forneça informações relevantes e atuais. Se possível, com números ou pesquisas exclusivas;
  • Pense em personagens e casos de sucesso. Matérias com personagens são muito mais atrativas, pois demonstram o que você quer abordar com tema. Quanto menos o jornalista precisar procurar pessoas que se encaixem em sua pauta, mais chances de publicação;
  • Use um gancho jornalístico. Se possível, vincule o tema de sua pauta a um acontecimento atual ou ao cenário do segmento de sua empresa;
  • Domine o assunto. É preciso estar preparado, com todas as informações sobre o assunto para conseguir responder possíveis dúvidas do jornalista.

Sim. Todo assessor precisa ser um bom vendedor. Mas a venda, nesse caso, é de conhecimento.

Saiba mais:
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5 dicas cruciais para emplacar um artigo na mídia

Imagem: Pixabay

aboutCOM é a nova assessoria do artista ‘Nénão’

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Gustavo ‘Nénão’

A aboutCOM é a nova assessoria de imprensa do Nénão, grafiteiro mundialmente reconhecido por seus trabalhos artísticos e sociais. Com técnicas e identidade própria, agregadas ao realismo, participou de projetos em diversas galerias ao redor do mundo.

Recentemente contemplado com o prêmio ‘Anamatra de Direitos Humanos 2016’, na categoria Programa TJC (Trabalho, Direito e Cidadania), o artista participou de projetos em 11 países e, a convite da primeira-dama norte americana, Michele Obama, foi o único brasileiro a integrar o WAT-AAH! Taking Back the Streets – campanha que visa combater a obesidade infantil, em 2015. Além disso, ele é embaixador da Casa Ronald McDonald Campinas, que hospeda crianças e acompanhantes durante o tratamento contra o câncer, foi campeão do concurso Viracopos Grafitti e já desenvolveu trabalhos com grandes marcas como a Red Bull, BlackBerry, Cultura Inglesa e o Festival Lollapalooza.

Graduado em Publicidade e Propaganda, Nénão desenvolve trabalhos pelas ruas desde 1994, a partir de um hobby. Profissionalmente, sua carreira como artista ganhou reconhecimento em 2003, quando já dividia seu tempo entre o graffiti temático, quadros encomendados e design de decorações, mais tarde passando a atender também demandas internacionais. Nos anos anteriores, já trabalhava como arte educador e, aos fins de semana, oferecia cursos de graffiti, em que propunha oficinas que ensinassem Arte, Cultura e Cidadania no período inverso às aulas para crianças carentes e em situação de risco.

O atendimento de Nénão na aboutCOM é do Douglas Cruz (douglascruz@aboutcom.com.br), (11) 5096-5401 ramal 205.

Será que você ouviu, de fato, o que o outro disse?

Pode parecer simples, mas comunicar-se é uma das grandes dificuldades da vida.

Por Flavia Sobral

Quando alguém diz algo que – na sua avaliação – é uma ofensa, o que você faz? E quando alguém ‘cisma’ – sob seu ponto de vista – em não entender o que você já disse “mil vezes”, qual a sensação?  Essas questões têm  a ver com os significados que construímos COM nossa comunicação.

Parece complexo, e é. Comunicar-se não é simples. Por mais que a gente o faça até mesmo quando não está literalmente falando, por meio de gestos e expressões faciais, trazemos para os diálogos parte de quem somos e de como vivemos até aqui. O que acontece em nossa vida antes de uma reunião, por exemplo, tem tudo a ver com a forma como vamos agir durante a conversa e como perceberemos a comunicação do nosso interlocutor.

Isso é só uma pequena parcela de um estudo de comunicação que se chama CMM (Cordinated Management of Meaning, ou, em português, gestão coordenada de significados). Há pouco mais de duas  semanas, assisti a um workshop da Linda Blong, uma das maiores especialistas nessa teoria e me apaixonei completamente.

Veja um vídeo da Linda sobre esse tema:

E tem mais conteúdo aqui – desta vez, do papa do CMM, Barnett Pearce:

Por agora, quero apenas deixar uma reflexão: se qualquer fato da vida, como bater o carro, pode influenciar o seu humor de um dia – e às vezes até de uma semana – será que este mesmo fato não influencia na forma como você constrói os significados nos seus diálogos durante esse tempo?

Assessoria de imprensa: 5 regras do follow-up burro

por Editorial aboutCOM

Considerado o grande terror do assessor – e do jornalista – o follow-up pode arruinar o relacionamento da empresa com a mídia se mal conduzido

Conseguir destaque (positivo) na mídia: esse é um dos principais objetivos das empresas ao buscar uma assessoria de imprensa. Para isso, manter um canal aberto com os veículos de interesse é de suma importância e parte de uma estratégia de comunicação eficaz. O chamado follow-up, expressão americana para o termo ‘fazer o acompanhamento’, é uma das ferramentas mais utilizadas, seja antes ou depois de uma sugestão de pauta.

Apesar de parecer algo simples –  afinal, trata-se “apenas” de uma ligação para o jornalista – é uma das atividades mais críticas do trabalho de PR e, se mal conduzido, pode arruinar o relacionamento da empresa com a mídia, encerrando as chances de emplacar uma matéria. E, acredite, isso é mais comum do que parece. Veja, a seguir, cinco regras do follow-up burro:

  1. Ligar para um jornalista sem conhecer a linha editorial do veículo no qual trabalha nem, sequer, já ter lido alguma matéria dele;
  2. Mandar o release para deus@terra e telefonar cinco minutos depois para
    t-o-d-o o mailing, apenas para checar o recebimento. O que adianta só saber se o email chegou, se você nem sabe direito com qual veículo está falando? Há grande risco de enviar um material sobre “como cuidar de seu jardim” para uma revista que cobre economia e política;
  3. Pedir para o funcionário mais novo da empresa entrar em contato com o jornalista. Vai ser muito eficaz, afinal, ele já sabe tudo sobre o cliente e a pauta, não é? Não!;
  4. Não conhecer a rotina da mídia e escolher o dia e hora exatos do fechamento para ligar;
  5. Telefonar depois de uma semana e perguntar: você recebeu o release que enviei no dia 2 de outubro, às 14h54?. Assim como você, o jornalista recebe milhares de mensagens no decorrer de uma semana e passar detalhes do momento exato que enviou um material, não adianta em nada e, certamente, ele não vai checar.

Preste atenção nessas regras para não transformar o follow-up em uma experiência desastrosa para você e para o jornalista.

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Relacionamento não se constrói com cara-crachá
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Imagem: Dpositphotos

O fim do press release, da assessoria de imprensa, do jornalismo… do que mais?

por Flavia Sobral Faccioni

Desde que opinião virou moda – vide a quantidade de textos opinativos, publicado por qualquer pessoa (inclusive este) – os profissionais de comunicação no Brasil estão praticamente em guerra. O FIM, como muitos colocam em seus textos, de ferramentas, papéis e pessoas do ciclo de entrega do trabalho de comunicação, nunca foi tão amplamente discutido.

Isso me lembra meus anos de faculdade – quando a discussão primordial era se a internet iria acabar com o jornalismo, ou com a televisão; e antes disso, se a TV ia acabar com o rádio, que por sua vez decretaria o fim da mídia impressa. Ora, chega de radicalismos. A grande prova disso tudo está aí, sob os nossos olhos comunicadores, para quem quiser enxergar: hoje a TV, o rádio e a internet não só coexistem, como complementam-se, trazendo uma experiência ainda mais rica para quem estiver interessado.

E por que com a comunicação deveria ser diferente? Press releases não vão deixar de existir – e digo mais, continuarão a ser importantes fontes oficiais de informações sobre empresas, governos, pessoas. O jornalista, então, nem se fala. Afinal, enquanto houver pessoas interessadas em acessar determinados assuntos, lá estarão as mídias e seus jornalistas para lhes contar uma ‘quase’ imparcial história. Pode ser que os veículos mudem, que a forma de fazer jornalismo mude – como já está mudando há muito tempo – mas os jornalistas não deixarão de exercer seu papel importante na construção das notícias e, por conseguinte, no ciclo de comunicação.

Ilude-se quem acha que o ‘branded content’ (nome bonito para conteúdo patrocinado) vai acabar com as assessorias de imprensa. Ora, se as empresas vão precisar escrever sobre temas interessantes – e não apenas comprar espaços supostamente relevantes – quem melhor para fazê-lo do que bons jornalistas? E mais: engana-se quem acha que sair por aí fazendo ctrl C + ctrl V em press releases, pagando espaços em mídias, vai trazer algum resultado decente para um cliente. Isso é comprar espaço – branded content é outra coisa! E aí entra o papel do assessor de imprensa, que deve encontrar a melhor forma de tirar vantagem de um conteúdo para um cliente.

Acho que está na hora de pararmos de querer “matar” as coisas, as profissões, os meios. Que tal pensarmos em estratégias eficientes, que usam as ferramentas atuais – sejam elas quais forem no momento – para gerar resultados efetivos para nossos clientes? Que tal pararmos de brigar tanto e unirmos conhecimento e bom senso para fazermos uma comunicação mais focada, e mostrarmos por aí que uma boa comunicação pode fazer a diferença? Talvez esse seja o caminho. Mas, de novo, é só a minha opinião.

Saiba mais:
Quanto vale uma estratégia de comunicação?
O press release não morreu; o que morreu foi a falsa estratégia

Imagem: Depositphotos