Os mitos e as verdades dos resultados em comunicação

Por Editorial aboutCOM

O que levar em consideração para saber se a estratégia é eficaz; se a empresa passou a ser mais procurada pela mídia é sinal de que o caminho está certo

O Retorno sobre o Investimento (Return On Investment, ou ROI) é um indicativo importante para qualquer negócio, pois representa a relação entre o retorno obtido e o capital investido em um projeto. Na área de comunicação, essa medição não é tão simples quanto em outros setores. Isso porque, a comunicação em si, é algo intangível. Não dá para saber, por exemplo, quantas pessoas procuram sua empresa após ler uma matéria. A análise precisa ser um pouco diferente.

Aparecer em uma mídia (revista, jornal, site ou televisão) que tenha relação com seu público-alvo é uma estratégia importante para a construção de uma marca, assim como o aumento de “compartilhamentos” em sua página nas redes sociais, se seu objetivo for aumentar o alcance de sua empresa.

Para simplificar, já que números exatos são difíceis de obter, veja a seguir uma lista de mitos e verdades sobre os resultados em comunicação.

– Se eu pagar mais para uma agência, tenho garantia de resultados
MITO! Cuidado com o que te oferecem. Os valores podem variar, sim, de uma agência para outra, mas isso tem a ver com o tempo de trabalho, estrutura da empresa, senioridade da equipe e escopo de serviços, não com o fato de a companhia aparecer ou não. Sair em mídias que alcancem o público de interesse do negócio é o papel e o dever de uma assessoria de imprensa.

– O que importa é fazer minha marca aparecer
MITO! Sua marca é o ativo intangível mais importante, por isso, você não quer que ela saia em qualquer lugar, certo? Parte da estratégia de comunicação é exatamente identificar em quais veículos sua empresa pode e deve aparecer, e qual mensagem deve passar para o público. Aparecer em qualquer lugar é um dos principais erros de comunicação.

– Já que saí em uma reportagem economizei em propaganda
MITO! Inserir uma propaganda em um veículo de comunicação e ser citado como fonte em uma matéria do mesmo veículo são situações totalmente diferentes. Basta pensar em sua postura ao ler uma revista. Você dá mais atenção à propaganda ou à matéria escrita? Cada uma tem sua função. O ideal é que estejam alinhadas na estratégia do negócio.

– Conseguimos rastrear a venda e ver que ela surgiu de uma publicação
Verdade! São poucas as empresas que conseguem fazer este caminho e realmente entender de onde veio uma determinada venda, mas é possível. Se a sua consegue, parabéns! Você provavelmente está à frente de muitos no que tange à maturidade da comunicação. Isso sim é um resultado contabilizável.

– Com uma matéria, a empresa passou a ser mais procurada e mais ouvida
Verdade! Outra forma de medir os resultados de uma comunicação eficaz é traçando uma meta inicial (que não esteja baseada em números de publicações, mas especialmente em percepções do mercado) e acompanhá-la durante um determinado tempo. Se sua empresa estava esquecida entre os concorrentes e passou a ser ouvida ou, melhor, se passou a ser referência sobre o mercado em que atua, é sinal de que a estratégia de comunicação está surtindo o efeito esperado.

Lembre-se: resultados em comunicação são, na maioria das vezes, difíceis de medir de forma exata. Mas, se olhar os resultados alcançados no decorrer do tempo estabelecido, como mais convites para entrevistas, mais contato de clientes ou mais visibilidade de marca, verá que a estratégia está no caminho certo.

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Imagem: divulgação

A mídia também tem crise!

Por Flavia Sobral

Que as marcas passam por dificuldades quando cometem um erro, todo mundo sabe. Mas, o que acontece quando um meio perde a credibilidade?

Já discutimos muito por aqui os erros e acertos das marcas, dos relacionamentos e dos assessores. Chegou a hora de falar do outro lado da moeda. Afinal, o que fazer quando a mídia perde a credibilidade? Ainda que pesquisas apontem que os veículos de comunicação são fontes confiáveis de informação, eles erram – às vezes, mais do que deveriam. E quem quer ter a sua marca em uma mídia tida como sensacionalista? Pois é, os veículos também passam por crise de imagem.

Prova disso aconteceu durante a cobertura do acidente do time da Chapecoense, no fim de novembro. Um só veículo de comunicação, que resolveu ressaltar a tragédia de um ponto um tanto sensacionalista (outros acidentes, fotos antes de grandes tragédias e mais matérias do gênero) perdeu em suas redes sociais mais de 10 mil curtidas por hora. Você aconselharia seu cliente a ter uma matéria publicada lá? Ou gostaria de ver a sua marca em meio a uma cobertura assim?

Mas não é apenas de mídias sensacionalistas que estamos falando. Uma tendência (infeliz, eu penso) de grandes veículos é o empréstimo de seu nome para publicações feitas por terceiros. A chamada mídia paga – que alguns profissionais de assessoria por aí vendem como ‘resultado garantido’ de publicação – também podem mexer com a credibilidade de um veículo. Afinal, se uma equipe de redação não viu relevância em um determinado conteúdo e, ainda assim, ele está na página da mídia (escondido em uma aba qualquer, não encontrável pela sua busca interna) e aparece em seu nome em mecanismos de busca, algo deve estar errado, não?!

Enfim, do lado de cá da mesa, cabe uma reflexão: em que mídias vale realmente a pena que o meu cliente saia? Do lado do cliente: onde quero ver minha marca? E, mais do que isso, se eu preciso pagar para aparecer, será que não tem algo errado na notícia?

A minha velha ladainha de que devemos atuar como consultores de comunicação e sermos vistos assim por nossos clientes, pode ser uma boa saída quando é necessária uma reavaliação de objetivos. Como comunicadores temos que acompanhar muito de perto quais realmente são as veículos estratégicos para posicionarmos nossos clientes. Lembrando sempre que é preciso analisar quem eu quero atingir, para saber onde quero ver minha marca. A seleção das mídias foco para um cliente ou daquele clipping dos sonhos tem tudo a ver com o fit da marca, com os ângulos das notícias da publicação. Ética e valores morais podem contar muito também e devem ser levados em consideração.

Resultado de mídia, não é qualquer resultado e, assim como uma marca pode demorar um certo tempo para reconstruir sua reputação, uma mídia pode perder não só leitores ou fontes, mas patrocinadores, que não querem mais estar ligados a ela. No meio de comunicação, usamos muito a expressão #RIPjornalismo. Mais do que deveríamos, afinal, cada vez mais mídia apela para conteúdos ‘chama-cliques’ e duvidosos.

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Imagem: Depositphotos

about being aboutCOM #3: os tão esperados KPIs

por Editorial aboutCOM

Na terceira parte de uma série de vídeos, Flavia Sobral Faccioni fala sobre como mensurar resultados em projetos de comunicação

Medir o retorno das ações é algo esperado por todas as empresas. No mercado de comunicação, o KPI (Key Performance Indicator), que são os indicadores de performance da agência, estão entre os principais desafios e precisam ser alinhados junto com o cliente e à estratégia de comunicação. Isso porque, como explica Flavia Sobral Faccioni, fundadora da aboutCOM, os resultados podem ser medidos de formas diferentes.

O primeiro passo é definir qual o objetivo da empresa: criar um novo conceito ou vender mais? “A comunicação como um propósito, que é a forma que acreditamos, deve atingir o objetivo do negócio. E nem sempre a empresa quer vender mais. Às vezes, é uma marca que quer se posicionar”. diz Flavia.

Assista os primeiros about being aboutCOM #1: como tudo começou  e about being aboutCOM #2: informação não é diferencial e não perca, nos próximos meses, os dois vídeos restantes da série.

 

aboutCOM Live#2: DR entre assessor e jornalista

Por Editorial aboutCOM

Flavia Sobral, fundadora da aboutCOM, conversa com Flavio Sartori, jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura do setor de tecnologia, no segundo aboutCOM Live. O assunto girou em torno de um tema delicado: o relacionamento entre assessores e jornalista. Quando bem feito, pode abrir muitas portas para a empresa, mas quando não pode acabar com as chances de emplacar uma matéria. Mas, afinal, o que pega bem e o que pega mal na construção dessa relação?


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Assessoria de imprensa: 5 regras do follow-up burro

Imagem: Pixabay