about being aboutCOM #5: América Latina: um jeito diferente de fazer comunicação

Por editorial aboutCOM

Na quinta parte de uma série de vídeos, Flavia Sobral Faccioni mostra como montar uma estratégia que seja integrada com a visão global, mas sem perder a atuação local

Muitas multinacionais, ao trazerem um projeto de comunicação para o Brasil, não pensam no País isoladamente, mas na América Latina, esquecendo que os países da região são completamente diferentes e demandam estratégias distintas. Dessa forma, manter um diálogo aberto com o cliente é fundamental para gerenciar a expectativa e mostrar qual o melhor cenário em cada país e o que ações funcionam melhor.

Uma grande demanda, por exemplo, é a coletiva de imprensa – ação que não tem o mesmo retorno no Brasil como tem em outros países da Região. “Assim, como cada local tem suas especificidades, é essencial contar com uma agência local que entenda profundamente o mercado”, diz Flavia Sobral Faccioni, fundadora da aboutCOM.

Não perca, no próximo mês, o último vídeo da série #aboutbeingaboutCOM .

Saiba mais:
about being aboutCOM #1: como tudo começou
about being aboutCOM #2: informação não é diferencial
about being aboutCOM #3: os tão esperados KPIs
about being aboutCOM #4: Alinhado com a estratégia, sempre. Engessado, nunca

Assessores de imprensa, uni-vos!

Por Flavia Sobral Faccioni

Está na hora de educarmos os nossos clientes sobre o que fazemos

Já discuti por aqui algumas vezes a necessidade de adequarmos estratégias para as necessidades de cada cliente, de personalizarmos mailing de atuação para realmente mostrar resultados eficientes, até mesmo sobre as tecnologias que têm prometido por aí substituir o trabalho do assessor de imprensa. Chegou a hora de falarmos sobre o que efetivamente fazemos. Chegou a hora de sentarmos com nossos clientes e explicar (desenhar, se preciso for) para o mercado qual é o nosso papel, o que realmente fazemos, como funciona a mídia e tantas outras coisas.

Meu apelo é para que paremos de receber aquelas perguntas do tipo: em que veículo (e quando exatamente) a minha notícia vai sair? Ou ainda, quanto de resultado vocês garantem? Toda vez que um cliente me pergunta isso, um periquito-rosa-do-himalaia cai duro no chão – ou eu mesma caio.

E lá vamos nós para mais uma vez repetir o discurso de que nós fazemos de tudo para a sua empresa sair nos veículos que mais têm a ver com o seu público-alvo, que buscamos notícias de relevância para tentar (vejam TENTAR) pautar as mídias e que ‘vendemos’ a sua pauta para que tudo dê certo….MAS, ainda não viemos ao mundo com bolas de cristal acopladas ou uma máquina do tempo que preveja o futuro para saber EXATAMENTE em que publicação a sua notícia vai sair.

Por favor, meus amigos, lhes suplico! Vamos explicar melhor para os nossos clientes o que fazemos. Vamos escrever artigos no LinkedIn, criar discussões em grupos do whatsapp e no Facebook, vamos até dar media training no pacote de nossos serviços, mas, por favor, vamos educar nossos clientes, vamos educar o mercado, vamos nos unir para mostrar que nós podemos fazer e fazemos a diferença, mas que, pelo menos por enquanto em nossa escala evolutiva, não temos como saber de coisas que não dependem de nós. E mais, que fazemos sempre a nossa parte e que, quando bem feita, normalmente traz resultados excelentes – a não ser que a sua pauta caia junto com um avião ou uma nova resolução do Trump que vai causar a próxima guerra mundial.

Eu estou indo nessa onda! Quem está comigo?

Saiba mais
A tecnologia pode substituir o trabalho do assessor de imprensa?
Quanto vale uma estratégia de comunicação?

Imagem: Depositphotos

 

Jornalistas e assessores de imprensa: acompanhar entrevistas ou não?

por Editorial aboutCOM

As atribuições de trabalho são muito bem definidas, mas há limites de atuação

Recentemente, o mercado de comunicação foi palco de uma acalorada discussão entre jornalistas e assessores de imprensa sobre quais atribuições competem a cada função. De um lado, alguns repórteres eram contrários a ter representantes da agência de comunicação acompanhando entrevistas; a outra parte se defendia, afirmando que esse era seu papel.

Apesar de ter havido uma inequívoca evolução na relação jornalista-assessor de imprensa –  situação comprovada exatamente pela existência desses grupos de discussão no Facebook e em outras redes sociais – ainda há uma linha tênue que separa o que é, ou não, invasivo nessa relação.

A assessoria de imprensa nasceu para unir empresas e marcas à mídia. Assessorar significa ajudar, facilitar o trânsito de informações e a comunicação entre esses dois pólos. Sob o ponto de vista estratégico, é imprescindível que o assessor conheça profundamente seu cliente e entenda como uma estratégia de comunicação pode facilitar seus objetivos de negócio. A segunda etapa passa pela necessidade de entender, também com riqueza de detalhes, o perfil dos veículos de comunicação, para que sejam sugeridos releases, entrevistas e encontros somente a redações que tenham interesse no assunto do cliente. A falta de atenção a esse ponto é um dos motivadores do ranço entre os dois lados do balcão: jornalistas se cansam de receber sugestões que nada têm a ver com o que cobrem ou são abordados em momentos cruciais e extremamente atarefados do seu dia, e assessores de imprensa se sentem menosprezados pela postura como são tratados pelos colegas.

No campo operacional, cabe ao assessor de imprensa fazer media training com os porta-vozes de seus clientes; pautas, entrevistas e encontros; agir de forma receptiva, respondendo a dúvidas e solicitações dos jornalistas, fazer follow-up em casos que fizerem sentido, não de forma mecânica; checar as publicações relacionadas a seus clientes e a concorrentes, por exemplo. E, por mais que haja uma visão contrária sobre isso, deve acompanhar as entrevistas de seus clientes, sejam elas presenciais ou não. Isso não significa interferir na conversa, fazer perguntas ou cercear a atuação do jornalista, mas se certificar de que as informações passadas pelo executivo estão corretas. O assessor de imprensa é o guardião da comunicação. Nesse momento, ele está lá pelo seu cliente, para garantir que o porta-voz atenda às políticas de comunicação, e não para verificar ou gerir o entrevistador. O papel dele aqui também é importante para garantir que informações que ficam pendentes sejam enviadas ao jornalista após a conversa. São posturas bem diferentes.

Se a ação comprometer, de alguma forma, a entrevista – como é o caso de problemas com sistema de conference call – o assessor deve entender como proceder: o tema permite que o porta-voz esteja sozinho? Se sim, que a conversa siga sem interrupção. Se não, é preciso encontrar uma alternativa que não comprometa o bom funcionamento da transferência de informação.

No final das contas, jornalista precisa do assessor e o assessor precisa do jornalista. Se o trabalho continuará conjunto, que seja em paz.

Saiba mais:
aboutCOM Live#2: DR entre assessor e jornalista
Assessoria de imprensa: 5 regras do follow-up burro

Imagem: Depositphotos

Compromisso renovado: aboutCOM & ZTE

Depois de assumir, por um período, a comunicação da ZTE no Brasil, a aboutCOM anuncia a conquista da conta.

Sob a coordenação da Maria Eugênia Lucci, o trabalho da aboutCOM para a ZTE vai incluir ações estratégicas de PR e conteúdo.

Contatos:

Maria Eugênia Lucci – mariaeugenialucci@aboutcom.com.br – (11) 99686-9618

 

Três anos de aboutCOM

Por Flavia Sobral Faccioni

Sou de uma época em que o movimento empreendedor estava começando no Brasil. Lembro-me de diversos momentos em que falávamos que as startups eram clientes potenciais.

Sou de uma época em que não se sabia justificar ao certo porque as empresas que lidam com clientes corporativos tinham que estar nas redes sociais – o Facebook já era a maior, mas não tinha um público tão definido como hoje.

Sou de uma época em que já eram necessárias mudanças drásticas na forma como a comunicação era vista nas companhias – a mídia já estava em mutação e o peso dos blogs como canais de informação já estava crescendo.

Não faz tanto tempo assim.

Meus amigos ditaram os meus caminhos – posso dizer que muitos, senão todos os meus clientes, surgiram por indicação de um e de outro.

Logo no primeiro ano, descobri o mundo – fiz parte de projetos com o Reino Unido, Espanha, Itália, Inglaterra, Singapura (!); mas, percebi rápido que sou mesmo latino-americana e comecei a trabalhar com argentinos, colombianos, mexicanos, chilenos, costa-riquenhos, uruguaios. Da terra do Tio Sam, também vieram muitos de meus clientes – empresas que queriam ganhar mais visibilidade para os seus negócios no Brasil. E hoje, meu trabalho é global: para chinês, francês, inglês e, claro, para brasileiro ver.

Como uma criança aos 3 anos de idade, agora estou cada vez mais autônoma e sociável. Minha identidade já está formada e já não dependo mais de um só nome para sobreviver.

Dos clientes, foram ao menos 30; dos funcionários, 15; dos parceiros, 5; e inúmeros amigos.

Me fiz assim: apoiada no conceito de comunicação como propósito, trabalhando com ferramentas digitais, analógicas ou relacionais para aqueles que acreditaram e ainda acreditam nos meus profissionais.

Alguns ainda pensam que existe em mim um ponto (afinal, porque não ‘.com’ se estamos na era digital), mas não. Por aqui, somos sobre comunicação, sobre relacionamentos, somos sem ponto, somos aboutCOM.

Saiba mais:
about being aboutCOM #1: como tudo começou
Assessoria de imprensa: quando e como contratar
Quanto vale uma estratégia de comunicação?