Media Tech Tour: um momento de total dedicação aos jornalistas

Dar uma atenção especial aos jornalistas é sempre bom e pode fazer toda a diferença na cobertura de um grande evento. Foi o que aconteceu durante o Media Tech Tour, visita guiada para a mídia, horas antes da abertura oficial da TecnoMultimídia InfoComm, a maior feira dedicada à indústria AV da América Latina. Os jornalistas puderam conhecer as novidades de cada expositor em primeira mão, com uma pequena apresentação dedicada exclusivamente a eles. Mais de 24 jornalistas participaram da visita e aprovaram a ideia.

Assessoria de imprensa: o risco dos erros de português no release

Equívocos no press release ou na ‘venda’ de uma pauta podem manchar a imagem da assessoria e do cliente

 

Editorial aboutCOM

 

Saber escrever bem é obrigação para quem trabalha com comunicação, quer manter uma boa relação com jornalistas e, sobretudo, quer ser lembrado como uma fonte de credibilidade. Um erro de concordância ou de digitação da assessoria de imprensa em uma pauta, no press release ou mesmo em um comunicado, por mais simples que pareça, pode resultar na queda de confiabilidade da marca.

Parece exagero, mas basta uma olhada rápida em páginas de troca de releases e de anúncios de vagas para ver uma sucessão de erros escritos por profissionais da área que soam farto desconhecimento da forma culta da língua. “Assesoria” (sic); “possuir experiência”; boilerplate com informações erradas do cliente… e por aí vai.

Colocar a culpa na língua portuguesa, que tem fama de ser difícil devido à riqueza de vocabulário e de gramática, não é uma boa desculpa, especialmente no caso do assessor de imprensa e do jornalista, já que se pressupõe que eles dominam o idioma.

Além disso, os assessores são considerados a “cara” do seu cliente para mídia, para o bem e para o mal. Colher os louros de um trabalho bem feito é a meta. Mas veicular um press release com erros gramaticais é o mesmo que dizer que a empresa não se compromete com o que escreve e publica, descuido que torna a marca alvo fácil de chacota de repórteres e editores e que pode acabar com um relacionamento já difícil de manter. São organizações como essas, inclusive, as primeiras a serem descartadas pelos jornalistas, cuja principal função é checar informações e desconfiar de tudo que recebe.

Se preocupar em produzir um material eficiente, com todas as informações necessárias e, sobretudo, sem erros linguísticos, é o papel fundamental do assessor de comunicação. Quando a mensagem não chega de forma clara e concisa, complica o trabalho do jornalista ou não desperta seu interesse. Assim, aquela possível pauta que poderia dar visibilidade ao cliente pode se perder.

E não é só do lado da assessoria que podem acontecer os erros. Ter o domínio total da língua portuguesa é também fundamental para os porta-vozes da empresa e um item essencial a ser abordado em media trainings.

Mas, lembre-se, se você cometeu um errinho de digitação, ou mesmo deixou escapar uma falha da gramática, vale mandar um e-mail ou uma errata para corrigir. De longe, não é o melhor caminho e definitivamente um que deve ser evitado, mas se a ocasião for rara e seu relacionamento com a mídia for bom, vale a máxima de que todos nós estamos sujeitos a errar.

É por isso que o português correto é fundamental, mas ter um relacionamento bom com os jornalistas é crucial para o trabalho do assessor. Afinal, nunca faltarão concorrentes para lhes mostrar o caminho para outras fontes.

Por isso, triplicar a atenção no material veiculado em nome do seu cliente pode fazer a diferença na atenção que ele ganha na mídia e na imagem que a empresa pretende passar para seu público-alvo.

Por que sua empresa não vai sair na capa da Exame? (ou é muito provável que não saia)

Por Flavia Sobral Faccioni

De um tempo para cá, tenho participado de reuniões com empresas em busca de uma assessoria de imprensa que, à princípio, tem uma boa ideia dos seus objetivos de comunicação – aumentar a visibilidade e, por sua vez, a confiança em sua marca por meio da exposição em veículos lidos por seus possíveis compradores. Enfatizo aqui o ‘à princípio`, porque não me assusto quando depois de parecermos alinhados com esse objetivo, vem aquela pergunta: “e o que preciso fazer para sair na capa da Exame?”. E, daí para frente, eu paro de acreditar completamente que as pessoas realmente sabem como a comunicação pode auxiliar nos negócios.

A maioria dos nossos clientes por aqui, são empresas que vendem para empresas, ou, como costumamos chamar, B2B. Muitas vezes, o diferencial de um trabalho de assessoria de imprensa para essas empresas é alcançar as mídias de indústrias, para as quais eles fazem soluções. Simplificando: se a empresa faz uma solução para o agronegócio, sair nas revistas que os empresários desse setor leem. Isso tem sido visto no mercado como um grande diferencial do nosso trabalho.

E não é porque trabalhamos com as ‘verticais’, que vamos desconsiderar a grande mídia – especialmente as de negócios. Mas, para que uma empresa B2B saia em uma das consideradas grandes mídias, é preciso uma notícia realmente relevante para o mercado (uma nova estratégia corporativa, grande investimento no Brasil ou assuntos afins). E não é porque tecnologia (principal assunto de muitos de nossos clientes) é um assunto de interesse geral, que todos os temas dentro da tecnologia podem alcançar as grandes mídias.

As perguntas a serem feitas aqui vão até um pouco além disso: o que a sua empresa realmente vai ter de retorno se sair na capa da Exame? O público que compra a sua solução ou que convence alguém na empresa a comprar lê a Exame? Pode ser que a resposta seja sim. Não é raro e há pouco tempo tivemos um exemplo assim: uma organização de certificações em tecnologia de informação traçou o perfil do executivo de TI procurado no mercado brasileiro em conjunto com líderes do setor – e lá estava a nossa ‘home’ (afinal, foi na capa online da Exame).

Acredito que o melhor conselho aqui seja, como sempre, educar o cliente. Às vezes, a capa ou mesmo a grande mídia vai vir, às vezes não. Mas pode ser que a visibilidade nos demais veículos pode ter – e normalmente, na nossa experiência tem – um impacto positivo muito maior nos negócios. É uma questão de fazer o trabalho de apuração e encontrar as notícias certas dentro dos nossos clientes, para cada tipo de mídia. E, claro, ter uma boa dose de paciência para educar e reeducar nossos clientes sempre que for preciso.

Saiba mais
A tecnologia pode substituir o trabalho do assessor de imprensa?
Quanto vale uma estratégia de comunicação?

 

 

about being aboutCOM #6: O cliente não precisa de tudo em comunicação

Por editorial aboutCOM

No sexto e último vídeo da série #aboutbeingaboutCOM, Flavia Sobral Faccioni aborda a necessidade de ter um plano estratégico de comunicação antes de atuar ativamente nas redes sociais.

Antes de se aventurar pela web a empresa deve, sobretudo, ter definidas suas missões e valores, seu público-alvo e a importância do uso das redes sociais na hora de se comunicar com seus clientes. Tal estratégia também deve ser levada em conta por empresas estrangeiras que pretendem montar uma estratégia de comunicação voltada para o Brasil.

Com todo esse processo bem definido, o próximo passo da empresa é estabelecer qual linguagem usar de acordo com o público que pretende atingir, assim como quais redes sociais vale a pena trabalhar ou não. “Estar nas redes sociais é importante? Sim, mas em quais estar?”, questiona Flavia.

Contar com uma equipe capacitada para pôr em prática um planejamento de comunicação eficaz e trabalhar nessa estratégia é o que faz a marca ganhar espaço onde realmente interessa e fazer a empresa crescer.

Reveja os outros vídeos da série #aboutbeingaboutCOM no nosso site.

Saiba mais:
about being aboutCOM #1: como tudo começou
about being aboutCOM #2: informação não é diferencial
about being aboutCOM #3: os tão esperados KPIs
about being aboutCOM #4: Alinhado com a estratégia, sempre. Engessado, nunca
about being aboutCOM #5: América Latina: um jeito diferente de fazer comunicação