Flavia Sobral

O que as mudanças no mercado de jornalismo têm para nos dizer sobre o futuro da comunicação?

Editorial aboutCOM

Notícias recentes sobre o futuro de uma das maiores editoras do Brasil, a Editora Abril, geraram uma nova onda de preocupações com relação ao mercado de jornalismo no País. As grandes mudanças servem para refletirmos sobre o que vem depois delas: o que está acontecendo? O que vai ser do jornalismo? O que são novas mídias? Para onde está indo a relação das pessoas com a informação? O que será da comunicação corporativa nesse novo cenário?

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Como a inteligência artificial e a tecnologia estão mudando o mercado de jornalismo e comunicação

Editorial aboutCOM

O curta-metragem The Last Ice Merchant, mostra como a exploração de gelo nas montanhas faz parte da cultura popular do Equador e é um ofício passado de geração a geração, que está com os dias contados. Pode parecer uma visão apocalíptica, mas fazendo um  paralelo com a realidade do mercado de comunicação, vemos o quanto a área evoluiu até os dias de hoje e, com a entrada de tecnologias como IA e Big Data nesse universo, quantos paradigmas mais estão mudando e devem seguir se modernizando. Imaginando, então, um dia olhar para trás, observando um ‘comerciante de gelo’ (do mercado de comunicação),  te convidamos a refletir sobre o quanto o setor se desenvolveu e agora é dominado pela presença de dados para a tomada de decisão. Entenda como a tecnologia está conversando com o campo da comunicação, que sempre foi mais intuitivo e menos racional, e qual a opinião de especialistas sobre de como unir o melhor de cada um.

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Qual imagem sua empresa está deixando na internet?

Editorial aboutCOM

Você já digitou o nome da sua empresa no Google hoje? Caso não, faça isso antes mesmo de seguir lendo esse post e veja se o conteúdo que encontra lhe satisfaz. Esteja ele nos seus próprios canais, nas redes sociais ou nas notícias que saem na imprensa. Feito isso (e, principalmente, se você não ficou feliz com o que viu), reflita sobre a imagem que sua companhia anda deixando na internet. A primeira coisa que você precisa saber é que o que você viu é diferente do resultado de buscas que outras pessoas terão em seus computadores. Isso torna a situação ainda mais complexa e delicada (dependendo das histórias que andam sendo compartilhadas sobre seu negócio).

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O tal H2H no universo B2B

por Flavia Sobral (publicado originalmente no AdNews)

A H2H ou Human to Human é a nova expressão da vez do universo da comunicação. Prova disso, é que vemos cada vez mais empresas dando mais foco em divulgar suas causas, do que efetivamente, sua marca. Um exemplo disso é o movimento que vimos em Junho, mês da diversidade sexual, e a enxurrada de novos produtos no mercado, e anúncios, coloridos. Uma pesquisa feita pela Hornet/Nielsen, mostrou que as propagandas feitas para o público LGBT+ são até mais efetivas que as demais, já que as pessoas passam a ver aquela determinada marca como ‘inclusiva’.

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Hitachi Vantara gera leads de negócios com o serviço de monitoramento de mídia inteligente da aboutCOM

Editorial aboutCOM

Já está mais do que provado que o monitoramento de mídia de uma empresa e de seus concorrentes é fundamental para direcionar os negócios e adequar a comunicação com o público-alvo. Mas como ir além dos serviços de clipping tradicionais para gerar mais leads de negócios?

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aboutCOM entre as três agências que mais cresceram em 2017

por Flavia Sobral

Que os números estavam bons, nós já sabíamos. 2017 foi um ano importante na história da aboutCOM – conseguimos nos firmar como uma consultoria de comunicação especializada no universo da tecnologia e, mais do que isso, crescemos dentro dos nossos clientes, oferecendo a eles soluções (digital, conteúdo, redes sociais, treinamentos) para um alinhamento completo de suas estratégias de comunicação. Mas a surpresa de olhar o Ranking das Agências de Comunicação e chegar à conclusão de que a aboutCOM está entre as três empresas que mais cresceram em 2017*, é muito gratificante.

Em um momento em que o H2H (Human to Human) aparece como uma grande tendência do mercado (acompanhe nosso Blog e saiba mais sobre isso em Junho), vejo que nós sempre fizemos assim. A aboutCOM só é o que é hoje pelas relações de confiança que criei ao longo de minha carreira e que continuamos criando como empresa com uma equipe eficiente, dedicada, apaixonada pelo que faz e, claro, totalmente focada em trazer os melhores resultados para os nossos clientes.

Obrigada por estar conosco nessa jornada! Para o alto, e além! 🙂

*Ranking por faturamento – pequenas e micro: Faturamento Bruto entre 500 mil e 3,6 milhões de Reais. Pesquisa Mega Brasil Comunicação e Instituto Corda.

Projetos pontuais X Projetos recorrentes de comunicação: qual caminho seguir?

Editorial aboutCOM

É fato que uma estratégia de disseminação de conteúdo bem-feita amplia a visibilidade de uma empresa junto ao seu público-alvo. Mas, para ter resultados eficientes, tanto na mídia quanto no mercado, é fundamental ter um plano de comunicação recorrente e de longo prazo. Dificilmente, um trabalho de comunicação apenas pontual trará o resultado esperado.

Um projeto recorrente feito em conjunto com uma consultoria de comunicação auxilia na geração de um relacionamento de qualidade da empresa com a mídia, e consequentemente, inserções de notícias espontâneas (em revistas, sites e blogs). Nesse contexto, é possível fazer uma análise aprofundada da companhia para entender quais são os assuntos que podem gerar notícias e como tratá-los nos diferentes veículos de comunicação e suas editorias.

Muita gente não entende muito bem como os projetos de comunicação funcionam e acredita que uma ação de divulgação pontual pode ser suficiente para engajar a audiência. “Num job ou num projeto pontual é impossível construir um relacionamento com o público de interesse e, o mais importante, esse modelo não estabelece uma estratégia de divulgação dos conteúdos”, comenta Flávia Sobral, CEO da agência de comunicação aboutCOM.

Para encontrar a forma correta de divulgar as notícias de uma empresa é preciso definir os melhores canais de comunicação com o público-alvo e desenvolver um relacionamento de fidelização a longo prazo. Nesse contexto, entram em cena trabalhos de pesquisa de mercado para oferecer conteúdos direcionados e atrair um maior número de interessados – toda a estratégia deve ser desenvolvida de acordo com as necessidades de cada canal de comunicação, tanto para o mercado, quanto para a imprensa. É preciso mapear os temas que estão em destaque e montar um perfil direcionado para cada mídia ou mercado, com uma linguagem impactante e atrativa.

Numa estratégia de comunicação recorrente é possível ainda reconhecer boas oportunidades para divulgar a empresa – em projetos pontuais, isso fica em segundo plano.

Enfim, projetos de comunicação recorrentes permitem estabelecer uma imagem de longo prazo de uma companhia com o seu mercado. Esse tipo de trabalho também é bem mais interessante do ponto de vista financeiro, já que as mensalidades são mais atrativas. “Uma divulgação pontual tem um custo maior do que um fee recorrente. Isso porque cada vez que uma empresa quer divulgar algum conteúdo é preciso envolver uma equipe maior e gastar muito mais tempo para entender o seu negócio, o contexto da notícia, entre outras ações”, finaliza Flavia.

O ônus da ‘comunicação interrompida’ (ou…quando santo de casa não faz milagre)

por Flavia Sobral

Parece que foi ontem que disparamos a última newsletter da aboutCOM… mas, infelizmente, não foi. Nós, que vivemos dizendo para os nossos clientes que é importante manter um contato constante com seus públicos, por meio de ações de comunicação recorrentes, paramos agora para fazer um ‘mea culpa’. Nós sumimos.

A bem da verdade, tenho em nossa defesa que dizer que, para quem acompanha nossas redes sociais, nós não estamos lá tão sumidos. Mas, nossa newsletter mensal, que trazia os últimos conteúdos desse blog para vocês, essa deixou de chegar às suas caixas de entrada. Exatamente por isso, esse mês vocês viram por aqui um texto especial sobre projetos de comunicação recorrentes – ou porque os pontuais são menos efetivos e mais custosos.

Mas, como disse lá em cima, ainda que nossa newsletter não tenha saído, ficamos bem ocupados. Foram meses de novos projetos dentro de clientes que já são da casa – vamos contá-los para vocês nos próximos posts  – ou mesmo cruciais para os eventos que atendemos.

Também aproveitamos esse ‘tempo off’ para repensar os conteúdos que vocês encontram aqui. Agora, além de ouvir nossos clientes, nas entrevistas ping-pong, e conhecer um pouco mais as ferramentas de comunicação, vamos apresentar a vocês nossos casos de sucesso e também aprofundar as discussões em temas que tem sido discutidos tanto no mercado de comunicação (causas, H2H, Inbound, Conteúdo) como no de tecnologia (Big Data, Analytics, Inteligência Artificial) e como eles se cruzam, claro.

Enfim, we’re back! E esperamos seguir contando não só com a sua leitura, mas com sua participação nas discussões que vamos levantar por aqui.

O passo a passo para mudar de assessoria de imprensa

Ter paciência e estar aberto para novos processos fazem toda a diferença nessa jornada

Ao procurar uma assessoria de imprensa para um projeto de comunicação, é essencial se dedicar aos processos de avaliação e optar pela agência que mais se adapte ao seu negócio. Mas, nem sempre isso é o suficiente: por mais que você se esforce para encontrar a “tampa da sua panela” (veja mais em: Troquei de assessoria, e agora?), nem sempre os resultados saem como esperado. O que acontece, nesses casos, é a busca por uma nova agência – que consiga trazer um novo olhar para a estratégia do cliente ao mesmo tempo em que, paralelamente, trabalha conceitos já vistos antes.

Pensando nisso, separamos quatro dicas práticas para esse momento complexo que é a troca da agência de assessoria de imprensa, especialmente em se tratando de comunicação B2B:

  • Dedique tempo

Lembre-se que a partir de agora, a sua nova agência não conhece tão bem o seu negócio como a antiga – o que demanda imersão, reuniões e alinhamentos constantes. Por isso, dedique um tempo para esse processo, alinhando suas expectativas e descobrindo – junto à assessoria de imprensa –  a melhor forma de colocá-las em prática.

  • Não se preocupe com os resultados logo de cara

Com a imersão do início de trabalho, pode ser que, em um primeiro momento, os resultados não sejam iguais – em termos de quantidade – aos que você estava acostumado. E isso não é ruim. Durante um período, a agência precisa alinhar as expectativas, preparar novos materiais e fazer com que a mídia entenda que sua empresa está com uma assessoria de imprensa diferente e que os contatos e abordagem mudaram.

  • Tenha paciência

Trocar de assessoria de imprensa significa se adaptar a uma rotina diferente e aos processos que estão por vir. Existe um tempo para que o atendimento se adeque – tanto por parte da agência quanto do cliente. É fundamental ter paciência e entender quais os processos antigos que vocês podem abrir mão – já que não são mais ideais para a empresa – e outros que facilitarão o dia a dia de trabalho.  

  • Esteja aberto para o novo

Por fim, ao escolher uma nova agência, é preciso estar aberto a novos atendimentos, experiências e outros relacionamentos com a mídia. Por exemplo: se você tinha muito contato com um jornalista de uma revista, uma nova assessoria de imprensa pode continuar posicionando sua empresa nesse mesmo veículo, mas com um jornalista diferente. E isso faz toda a diferença, já que diversifica as pessoas que tem sua marca como referência de informação.

Essa nova visão também pode proporcionar contatos e relacionamentos com outros veículos.  Além disso, é importante estar preparado para revisar sua estratégia de comunicação – o que pode incluir mudanças para atingir um público diferente, um novo posicionamento da empresa ou até mesmo pequenas alterações na dinâmica de trabalho.

Imagem: Depositphotos

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Troquei de assessoria, e agora?

Por Flavia Sobral

Muitas vezes eu já discuti no aboutCOM Blog os primeiros passos que devem ser tomados quando empresas contratam uma assessoria de imprensa. Já falamos dos processos, tempo de dedicação e muitos outros aspectos que envolvem a imersão em uma nova conta, tanto do lado do cliente, como do lado da própria agência. Mas, existe um cenário recorrente e para o qual considero que vale uma reflexão: o de empresas que já tiveram experiências com agências anteriormente e decidem trocar de fornecedor. Há todo um lado ‘cultural’ para se adequar.

Desculpem-me pela repetição, mas quando falamos da relação entre agências de RP e assessoria de imprensa e cliente, cada panela tem sua tampa. E sim, pode acontecer de um budget encolher e você (cliente) ter de procurar uma outra tampa para a sua, ou mesmo essa troca ser uma readequação do perfil da agência que te atende ou ainda, a necessidade de um novo olhar. Como toda mudança, essa merece cuidados.

Um novo olhar

É muito comum que empresas de diferentes portes troquem de agências de tempos em tempos, para ganharem um novo olhar sobre o trabalho da comunicação. É por isso que a manutenção e a atualização são fundamentais quando falamos em retenção de clientes. A estratégia de comunicação deve ser revisitada sempre, para que a agência trabalhe constantemente com o olhar sobre os objetivos de negócios do cliente. É natural que as empresas passem por transformações, mudanças de foco, adições de produtos e soluções em seu portfólio. As agências precisam fazer o mesmo.

É possível entregar esse ‘novo olhar’ para um cliente antigo, desde que a agência se desprenda dos “isso não funciona”, “já tentamos uma vez e não deu” ou mesmo do “já sugerimos uma vez e eles não toparam”. Contextos mudam tanto quanto os negócios.

Os vícios

Mas não é só do lado dos atendimentos que os ‘vícios’ acontecem. Mesmo que uma empresa decida mudar de fornecedor por não estar muito satisfeita com os resultados que vem obtendo, quando chega no novo modelo de atendimento, é possível que também tenha um olhar viciado sobre sua estratégia de comunicação. São os “eles me disseram que isso não funciona” ou “já tentamos no passado e não rolou” ou ainda, “decidimos focar nesse mailing porque me disseram que era o que funcionava”. Na hora da mudança, é preciso se preparar e se abrir realmente, para o que um novo olhar pode acontecer.

A paciência

Uma troca de agência de comunicação requer paciência. É preciso estar aberto para preparar bem a equipe que vai receber sua conta, muni-la de informações e esperar. Sim, toda nova conta requer imersão, entendimento, planejamento. Pode ser que você já esteja acostumado com a rotina de assessoria de imprensa, mas a sua nova agência ainda não está acostumada com você. Ter paciência é fundamental nesse processo. Entender que os resultados podem passar por uma quebra, até que tudo se estabilize e estar preparado para falar com pessoas diferentes e mídias diferentes também é fundamental – afinal, você estava em busca desse novo olhar.

O melhor dos cenários

É preciso preparar-se. Agência e cliente precisam fazer seus ‘deveres de casa’, estudando – do lado da agência – o negócio do cliente, os concorrentes, os resultados que vinham obtendo, os porta-vozes, os assuntos de interesse; e, do lado do cliente, quanto mais cedo acontecerem as reuniões de imersão, o alinhamento de expectativas e processos, mais rápido todos estarão prontos para trabalharem juntos.

Vale lembrar a máxima de que, como seres humanos, somos naturalmente resistentes à mudanças. Por isso, preparar-se para elas e entender exatamente quais são suas novas expectativas pode render um excelente novo relacionamento – de preferência, duradouro.

Imagem: Depositphotos

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