Afinal, vou perder ou não meu emprego de RP para uma máquina?

Por Maria Eugênia Lucci

Uma das maiores vantagens de ser jornalista e trabalhar com assessoria de imprensa na área de tecnologia é poder acompanhar a evolução e as discussões sobre esse universo tão vasto e que está se expandindo como nunca antes. É particularmente prazeroso poder dedicar alguns momentos do meu dia para ler notícias e artigos sobre IoT, Big Data, Blockchain, Transformação Digital, Cidades Inteligentes, entre outros assuntos que, pouco a pouco, passam a fazer parte da nossa vida. Há um deles que tenho acompanhado com mais atenção, por se tratar de uma tecnologia que pode transformar para sempre a forma como trabalhamos: a Inteligência Artificial.

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Como a inteligência artificial e a tecnologia estão mudando o mercado de jornalismo e comunicação

Editorial aboutCOM

O curta-metragem The Last Ice Merchant, mostra como a exploração de gelo nas montanhas faz parte da cultura popular do Equador e é um ofício passado de geração a geração, que está com os dias contados. Pode parecer uma visão apocalíptica, mas fazendo um  paralelo com a realidade do mercado de comunicação, vemos o quanto a área evoluiu até os dias de hoje e, com a entrada de tecnologias como IA e Big Data nesse universo, quantos paradigmas mais estão mudando e devem seguir se modernizando. Imaginando, então, um dia olhar para trás, observando um ‘comerciante de gelo’ (do mercado de comunicação),  te convidamos a refletir sobre o quanto o setor se desenvolveu e agora é dominado pela presença de dados para a tomada de decisão. Entenda como a tecnologia está conversando com o campo da comunicação, que sempre foi mais intuitivo e menos racional, e qual a opinião de especialistas sobre de como unir o melhor de cada um.

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Qual imagem sua empresa está deixando na internet?

Editorial aboutCOM

Você já digitou o nome da sua empresa no Google hoje? Caso não, faça isso antes mesmo de seguir lendo esse post e veja se o conteúdo que encontra lhe satisfaz. Esteja ele nos seus próprios canais, nas redes sociais ou nas notícias que saem na imprensa. Feito isso (e, principalmente, se você não ficou feliz com o que viu), reflita sobre a imagem que sua companhia anda deixando na internet. A primeira coisa que você precisa saber é que o que você viu é diferente do resultado de buscas que outras pessoas terão em seus computadores. Isso torna a situação ainda mais complexa e delicada (dependendo das histórias que andam sendo compartilhadas sobre seu negócio).

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O tal H2H no universo B2B

por Flavia Sobral (publicado originalmente no AdNews)

A H2H ou Human to Human é a nova expressão da vez do universo da comunicação. Prova disso, é que vemos cada vez mais empresas dando mais foco em divulgar suas causas, do que efetivamente, sua marca. Um exemplo disso é o movimento que vimos em Junho, mês da diversidade sexual, e a enxurrada de novos produtos no mercado, e anúncios, coloridos. Uma pesquisa feita pela Hornet/Nielsen, mostrou que as propagandas feitas para o público LGBT+ são até mais efetivas que as demais, já que as pessoas passam a ver aquela determinada marca como ‘inclusiva’.

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Entenda por que o B2B precisa de uma estratégia de comunicação tão humana quanto o B2C

Editorial aboutCOM

A expressão Human to Human (ou H2H) têm se popularizado no Brasil com o objetivo de (re)lembrar o mercado de que quem toma decisões de compra, consumo e negócios são pessoas, mesmo que representando uma instituição – seja ela B2C ou B2B. O que isso significa? Que o acontece hoje é que boa parte da população não se vê identificada por campanhas ou comunicações com as quais são impactadas e isso interfere na sua decisão de compra, uma vez que a mensagem ou o formato que chega até elas não condiz com seus valores ou visão de mundo. Em outras palavras: não dialoga com o seu jeito de ser.

Voltando no tempo, em 1920, Edward Bernays, sobrinho de Freud e pai das relações públicas nos Estados Unidos, tornou-se o mestre da empatia no ambiente corporativo ao entender que a maneira mais eficaz de aproximar um potencial público de uma marca é investigar a fundo suas emoções e desejos. Suas campanhas eram sempre baseadas em harmonizar o propósito de marcas com vontades expressas (ou ainda não) de seus stakeholders por meio de um mergulho em seus modos de ser e agir. Por esse fator histórico, já é possível perceber que o humano sempre foi a matéria-prima de toda estratégia de comunicação e relacionamento.

A segmentação de públicos, targets, mercado e toda a tecnologia envolvida nesse processo é muito importante para as estratégias, mas a proximidade e o conhecimento do comportamento das pessoas e da experiência que buscam precisam ser considerados com o mesmo peso dos dados no momento da definição de campanhas de marketing, comunicação e vendas. A partir desse contexto, desenvolver boas narrativas nunca foi tão importante para gerar valor em uma conversa.

Como uma empresa de tecnologia pode gerar valor e conexão?

O episódio Hang the DJ, da série Black Mirror, mostra os protagonistas com um app que promete calcular, com antecedência, as chances de afinidade e atração por uma pessoa, diminuindo o risco da rejeição. A tecnologia aqui parece como uma aliada para combater um dos maiores medos do ser humano, mas, olhando por outro lado, nesse formato impossibilita as pessoas de experienciar a própria vida, que é o que acontece com os personagens e causa sua revolta. Nesse contexto, a tecnologia diminui consideravelmente o desenvolvimento da sensibilidade humana para a criação de relações e o livre arbítrio de se construir seu próprio caminho e o torna refém de probabilidades.

Em 2017, ganhamos um bom exemplo de como a tecnologia pode influenciar o dia a dia das pessoas. Por meio de inteligência artificial, a gigante da tecnologia IBM resolveu mostrar ao público em geral o potencial de uma de suas soluções ao criar o projeto “A Voz da Arte” e utilizar o Watson para interagir com os visitantes conversando, sobre as obras expostas na Pinacoteca de São Paulo. O sistema cognitivo da IBM foi alimentado com informações sobre autores, curiosidades, histórias, entre outras, para que o público pudesse questioná-lo sobre quadros e esculturas presentes no local, tornando a visita mais interessante e acessível para todos.

Repare como essa ação da IBM conciliou seu propósito com o interesse das pessoas. Tornou seu negócio mais tangível para milhares de visitantes que estiveram ali e que esse ativo responde às estratégias de comunicação, marketing e negócios porque traduz seu modo de pensar e agir de forma acessível para todos. Diretamente, aproxima mais gente do seu negócio e, para o mercado B2B, ganha mais visibilidade e conexão com seu decisor de compra, que vê em projetos como esse seus valores pessoais representados. Seu jeito de enxergar o mundo, indo além de dados, conectando com seus interesses como ser humano.

Outro case interessante é o da Orange Business Services, que possui uma plataforma de comunicação integrada para navios. Ela conecta frotas no mar aos escritórios em solo. Além de todo o apoio dado ao negócio, como aumento da eficiência da frota e redução de custos, melhora a experiência das equipes embarcadas, pois possibilita que tenham banda larga e consigam manter a comunicação com seus familiares e amigos, mesmo passando dias (para alguns, meses) no mar. Num mundo em que não existe mais comunicação interna ou externa e colaboradores são o espelho da sua marca para o mercado (como está a avaliação da sua empresa na Love Mondays?), se preocupar com as relações que constrói com ele, significa entender suas necessidades também quando está sem o crachá.

Lawrence Chung Koo, Professor Doutor e Pesquisador em Inteligência Artificial na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, disse uma vez que “toda robótica é baseada no que o homem fazia”, mas se tem uma coisa que talvez ela não consiga fazer é construir essa tal relação H2H da qual tanto se fala hoje.

Hitachi Vantara gera leads de negócios com o serviço de monitoramento de mídia inteligente da aboutCOM

Editorial aboutCOM

Já está mais do que provado que o monitoramento de mídia de uma empresa e de seus concorrentes é fundamental para direcionar os negócios e adequar a comunicação com o público-alvo. Mas como ir além dos serviços de clipping tradicionais para gerar mais leads de negócios?

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aboutCOM entre as três agências que mais cresceram em 2017

por Flavia Sobral

Que os números estavam bons, nós já sabíamos. 2017 foi um ano importante na história da aboutCOM – conseguimos nos firmar como uma consultoria de comunicação especializada no universo da tecnologia e, mais do que isso, crescemos dentro dos nossos clientes, oferecendo a eles soluções (digital, conteúdo, redes sociais, treinamentos) para um alinhamento completo de suas estratégias de comunicação. Mas a surpresa de olhar o Ranking das Agências de Comunicação e chegar à conclusão de que a aboutCOM está entre as três empresas que mais cresceram em 2017*, é muito gratificante.

Em um momento em que o H2H (Human to Human) aparece como uma grande tendência do mercado (acompanhe nosso Blog e saiba mais sobre isso em Junho), vejo que nós sempre fizemos assim. A aboutCOM só é o que é hoje pelas relações de confiança que criei ao longo de minha carreira e que continuamos criando como empresa com uma equipe eficiente, dedicada, apaixonada pelo que faz e, claro, totalmente focada em trazer os melhores resultados para os nossos clientes.

Obrigada por estar conosco nessa jornada! Para o alto, e além! 🙂

*Ranking por faturamento – pequenas e micro: Faturamento Bruto entre 500 mil e 3,6 milhões de Reais. Pesquisa Mega Brasil Comunicação e Instituto Corda.

Projetos pontuais X Projetos recorrentes de comunicação: qual caminho seguir?

Editorial aboutCOM

É fato que uma estratégia de disseminação de conteúdo bem-feita amplia a visibilidade de uma empresa junto ao seu público-alvo. Mas, para ter resultados eficientes, tanto na mídia quanto no mercado, é fundamental ter um plano de comunicação recorrente e de longo prazo. Dificilmente, um trabalho de comunicação apenas pontual trará o resultado esperado.

Um projeto recorrente feito em conjunto com uma consultoria de comunicação auxilia na geração de um relacionamento de qualidade da empresa com a mídia, e consequentemente, inserções de notícias espontâneas (em revistas, sites e blogs). Nesse contexto, é possível fazer uma análise aprofundada da companhia para entender quais são os assuntos que podem gerar notícias e como tratá-los nos diferentes veículos de comunicação e suas editorias.

Muita gente não entende muito bem como os projetos de comunicação funcionam e acredita que uma ação de divulgação pontual pode ser suficiente para engajar a audiência. “Num job ou num projeto pontual é impossível construir um relacionamento com o público de interesse e, o mais importante, esse modelo não estabelece uma estratégia de divulgação dos conteúdos”, comenta Flávia Sobral, CEO da agência de comunicação aboutCOM.

Para encontrar a forma correta de divulgar as notícias de uma empresa é preciso definir os melhores canais de comunicação com o público-alvo e desenvolver um relacionamento de fidelização a longo prazo. Nesse contexto, entram em cena trabalhos de pesquisa de mercado para oferecer conteúdos direcionados e atrair um maior número de interessados – toda a estratégia deve ser desenvolvida de acordo com as necessidades de cada canal de comunicação, tanto para o mercado, quanto para a imprensa. É preciso mapear os temas que estão em destaque e montar um perfil direcionado para cada mídia ou mercado, com uma linguagem impactante e atrativa.

Numa estratégia de comunicação recorrente é possível ainda reconhecer boas oportunidades para divulgar a empresa – em projetos pontuais, isso fica em segundo plano.

Enfim, projetos de comunicação recorrentes permitem estabelecer uma imagem de longo prazo de uma companhia com o seu mercado. Esse tipo de trabalho também é bem mais interessante do ponto de vista financeiro, já que as mensalidades são mais atrativas. “Uma divulgação pontual tem um custo maior do que um fee recorrente. Isso porque cada vez que uma empresa quer divulgar algum conteúdo é preciso envolver uma equipe maior e gastar muito mais tempo para entender o seu negócio, o contexto da notícia, entre outras ações”, finaliza Flavia.

O passo a passo para um folow up estratégico

por Natália Diogo

Os jornalistas hoje recebem uma quantidade quase infinita de e-mails por dia. Faça o teste: quando estiver em contato com um colega de redação, pergunte a ele a média de press releases que entra em sua caixa diariamente – provavelmente ele responderá que a quantidade ultrapassa 200 ou 300 títulos.

Ainda devemos considerar que caixas de e-mail lotam quando o profissional passa alguns dias ausente, remetentes vão para o lixo eletrônico. E, entre tantas informações, simplesmente alguns textos não geram aquele interesse esperado. Por isso tudo, o contato telefônico é fundamental.

Abaixo, separamos alguns conselhos para um follow up estratégico, que ajudará a construir um relacionamento efetivo com as redações.

Ofereça o conteúdo certo

Follow up bem feito é valorizado pelo jornalista, e a hora certa de fazer esse contato é quando temos entrevistas exclusivas, dados em primeira mão, artigos enviados apenas para aquela publicação ou mesmo press releases gerais, mas que caem como uma luva para aquele determinado veículo. Jornalistas percebem quando um conteúdo fraco foi enviado massivamente para um extenso mailing e não recebem bem follow ups sobre estes temas.

Entenda do assunto

Durante um follow up, o mais importante é ser direto, informar dados consistentes e que façam o jornalista antever o resultado daquele material quando publicado. O contato por telefone é uma forma de selecionar os dados mais importantes de uma pauta e direcionar a atenção do jornalista para eles.

Estar seguro das informações que está passando e saber explicar o negócio do cliente de forma plena, são maneiras de impressionar e prender a atenção do jornalista naqueles poucos minutos que ele tem à disposição. Não vale só perguntar se recebeu o texto.

Entenda do veículo

Conhecer bem a mídia antes de ligar é uma boa maneira emplacar uma pauta. Dessa forma, o assessor pode direcionar o conteúdo para a editoria correta e fazer com que o material esteja com a pessoa adequada.

A pauta deve ser de real importância para o veículo, não adianta tentar forçar um tema que não se adequa, o jornalista pode até sugerir ao editor, mas não passará por seu crivo e desgastará o nome do assessor internamente.

Informe-se

Se não souber se a pauta é exatamente o foco do veículo, antes de enviar pesquise, peça a opinião dos colegas mais experientes na assessoria, em último caso, vale até perguntar ao jornalista. Eles são bastante receptivos à pergunta “o que te interessa mais receber?”

Horário para ligar

Não se deve ter medo de falar com a redação, mas também deve-se ter bom senso. Não adianta, por exemplo, ligar em um jornal diário de grande circulação às 5h da tarde, pois os jornalistas não estarão disponíveis ou atenderão acreditando que você está com a pauta mais quente do mundo em mãos, o que pode não ser o caso. Isso decepcionará o seu contato e ele provavelmente estará menos apto a te ouvir nas próximas vezes.

Uma dica é perguntar ao jornalista se ele está ocupado no início da ligação e qual o melhor horário para te atender. Alguns geradores de mailing também possuem uma coluna nas planilhas de Excel com “período de fechamento”, ajudando a saber quando não telefonar.

Crie um relacionamento

Seja simpático, não pareça um robô ou um funcionário de telemarketing ao ligar. As pessoas apreciam educação. Ao mesmo tempo, não demonstre uma intimidade falsa ou inexistente com um jornalista que acabou de conhecer. O ideal é sentir como o profissional age e tentar ser condizente com o comportamento dele.

Não desista

E o mais importante, insista! Muitos profissionais recebem tantos e-mails e ligações que não lembrarão de você no primeiro momento, vale tentar uma segunda ou até terceira ligação. No entanto, também é importante não vencer o profissional pelo cansaço, pois pode gerar entrevistas e reportagens mal aproveitadas. Caso tenha percebido que o jornalista não te deu a real atenção numa segunda ligação, às vezes é hora de mudar de contato.

Sem contar o fato de que a assessoria de imprensa e o profissional se tornarão conhecidos e bem vistos nas principais redações, o follow up efetivo é, principalmente, um importante canal de comunicação das assessorias de imprensa com os jornalistas.

Se o contato for bem feito as chances de uma pauta ter sucesso são muito maiores. Além disso, o contato constante e a construção do relacionamento ajudam a tornar o jornalista fiel a seu cliente, o que irá fazê-lo te procurar sempre que necessário – gerando uma parceria duradoura e de qualidade e, claro, frutos.

O ônus da ‘comunicação interrompida’ (ou…quando santo de casa não faz milagre)

por Flavia Sobral

Parece que foi ontem que disparamos a última newsletter da aboutCOM… mas, infelizmente, não foi. Nós, que vivemos dizendo para os nossos clientes que é importante manter um contato constante com seus públicos, por meio de ações de comunicação recorrentes, paramos agora para fazer um ‘mea culpa’. Nós sumimos.

A bem da verdade, tenho em nossa defesa que dizer que, para quem acompanha nossas redes sociais, nós não estamos lá tão sumidos. Mas, nossa newsletter mensal, que trazia os últimos conteúdos desse blog para vocês, essa deixou de chegar às suas caixas de entrada. Exatamente por isso, esse mês vocês viram por aqui um texto especial sobre projetos de comunicação recorrentes – ou porque os pontuais são menos efetivos e mais custosos.

Mas, como disse lá em cima, ainda que nossa newsletter não tenha saído, ficamos bem ocupados. Foram meses de novos projetos dentro de clientes que já são da casa – vamos contá-los para vocês nos próximos posts  – ou mesmo cruciais para os eventos que atendemos.

Também aproveitamos esse ‘tempo off’ para repensar os conteúdos que vocês encontram aqui. Agora, além de ouvir nossos clientes, nas entrevistas ping-pong, e conhecer um pouco mais as ferramentas de comunicação, vamos apresentar a vocês nossos casos de sucesso e também aprofundar as discussões em temas que tem sido discutidos tanto no mercado de comunicação (causas, H2H, Inbound, Conteúdo) como no de tecnologia (Big Data, Analytics, Inteligência Artificial) e como eles se cruzam, claro.

Enfim, we’re back! E esperamos seguir contando não só com a sua leitura, mas com sua participação nas discussões que vamos levantar por aqui.