Estratégias, planos e ferramentas: a comunicação se constrói em etapas

Por Flavia Sobral

Nunca vou me esquecer do dia em que parei para fazer o conteúdo conceitual da aboutCOM. Era uma tarde de sábado e, com dois amigos RPs, definimos nossa missão, valores, visão, forma de ver a comunicação da agência e tantas outras ideias e textos que precisávamos para montar o site e o estatuto da empresa. Umas das discussões mais relevantes que tivemos foi como não somente o uso das ferramentas de comunicação, mas elas próprias, mudam constantemente: muitas surgem, outras caem em desuso. Por isso, definimos que a aboutCOM usa as ‘mais atuais’, de acordo com a necessidade de cada cliente. Vejam, estamos falando especificamente de ferramentas: press releases, notas, entrevistas, treinamentos, sugestões de pautas, posts para redes sociais e tantas outras.

Talvez por isso eu ainda fique perplexa com empresas que estão no mercado oferecendo press releases com garantia de resultado – é muita falta de coerência. O press release, ou  comunicado de imprensa, é uma FERRAMENTA de comunicação, e não uma estratégia. E, aliás, seu uso e eficácia são muito discutidos nos últimos anos (veja mais em O press release não morreu; o que morreu foi a falsa estratégia). Uma estratégia efetiva de comunicação ultrapassa os limites das ferramentas e até mesmo dos planos de ação. Desenhando: elas existem apenas como meio de viabilizar – de uma forma ou outra – um plano de ação, previamente baseado em uma estratégia de comunicação com a imprensa, que atinja os objetivos de negócios dos clientes.

A comunicação se constrói em etapas: primeiro entendemos o negócio do cliente e como ele está posicionado no mercado; depois, definimos aonde ele pode chegar usando a comunicação; em seguida, definimos os temas-chave e as discussões de mercado das quais ele quer participar. Antes de efetivamente traçar o plano, ainda obtemos o máximo de informações sobre como é a percepção dele com as mídias do mercado e do setor em que atua; daí sim passamos para o planejamento de como tratar cada tema com a mídia; fazemos o plano de comunicação e, por último, definimos qual ferramenta vamos usar em cada situação – aliás, essa é uma avaliação constante e muito difícil de prever.

Isso porque, mesmo para quem já conhece as diferenças entre um release, uma sugestão de pauta, uma nota e uma entrevista, nem sempre é tão claro saber como e quando utilizar cada um deles dentro de um contexto maior da estratégia de comunicação. É por isso que muitas vezes (idealmente, sempre), atuamos como consultores diários de nossos clientes e apontamos  o que é melhor fazer com cada informação e material que chega até nós.

Mas, para dar aquela ajuda, este mês o aboutCOM Blog traz uma série de matérias que busca diferenciar as principais ferramentas usadas em um plano de comunicação, seus prós, contras e até mesmo quando, normalmente, aconselhamos o uso de cada uma.

Fique ligado, acompanhe e nos mande suas dúvidas!

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Checar se o perfil da agência encaixa com o da empresa e verificar as necessidades de comunicação são pontos essenciais para o sucesso do projeto

Contratar uma assessoria de imprensa pode parecer uma tarefa simples, mas não basta assinar contrato com uma agência e pronto: todas as questões sobre comunicação de sua empresa estarão resolvidas. O cliente também tem sua parte para que um projeto tenha sucesso. Antes de tudo, ele precisa se questionar: “assessoria de imprensa é a ferramenta certa para a minha empresa?” Isso porque, investir em comunicação interna ou em um site novo pode valer mais a pena para o seu nicho de mercado. Cada caso é um caso.

O primeiro passo é saber se o negócio está pronto (ou não) para o processo. Por exemplo, as marcas  novas – que desejam divulgar a chegada ao mercado – precisam, antes de tudo, ter um posicionamento firme, identificar o público-alvo e saber que tipo de conteúdo querem fornecer aos seus clientes. Já as mais antigas – que tem como objetivo manter o nome na mídia e reforçar sua presença para o público de seus serviços  –  precisam definir metas e entender suas necessidades internamente. Além disso, para que o trabalho alcance os resultados desejados, é essencial ter um business plan estruturado.

Analisou os objetivos e viu que realmente precisa de uma assessoria? Agora, sim, é hora de buscar a agência certa para a sua empresa. Não deixe de checar se a proposta de valor da assessoria se encaixa com os valores de seus negócios e com a forma de comunicação em que acredita. Uma agência mais informal, por exemplo, dificilmente seria a ideal para um projeto de um escritório de advocacia.

Depois de assinar o contrato, o primeiro mês, normalmente, é de imersão. Isso significa que serão horas e horas de trabalho e dedicação mútua, tanto da agência quanto da empresa. É nesse período que a assessoria descobre detalhes do cliente para definir a melhor estratégia de comunicação. Daí por diante, é essencial que os porta-vozes estejam disponíveis para entrevistas e preparados para encaixar as demandas da imprensa na rotina de trabalho.

Já a preparação da equipe de marketing e comunicação interna da empresa – que estará sempre em contato com a assessoria – também é essencial para o sucesso de estratégia. Por isso é importante determinar atribuições de cada equipe, definindo quais ações serão desenvolvidas pela assessoria e o que o cliente precisa fornecer para o andamento das atividades. Lembre-se: o trabalho é conjunto. É preciso se doar, e não apenas esperar pelos resultados.

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Agência especializada em tecnologia será responsável pela comunicação da subsidiária do grupo japonês

A aboutCOM, agência especializada em diagnósticos de comunicação, com sólida experiência na área de tecnologia, é a nova responsável pela comunicação com a imprensa da Hitachi Data Systems (HDS). O atendimento da conta ficará a cargo de Danilo Fernandez, com apoio de Isabella Câmara, supervisão de Maria Eugênia Lucci e direção de Flavia Sobral Faccioni.

A Hitachi Data Systems é uma subsidiária do grupo japonês Hitachi e oferece um portfólio integrado de serviços e soluções que permitem a transformação digital por meio da gestão avançada de dados, governança, mobilidade e análises. “É motivo de muita satisfação contar com a Hitachi Data Systems no nosso portfólio. Estamos nos consolidando, cada vez mais, como especialistas no mercado de tecnologia B2B e temos a certeza que essa parceria com a HDS reforça os resultados de visibilidade e repercussão que conquistamos para os nossos clientes”, comemora Flavia.

Os contatos podem ser feitos pelo e-mail hitachi@aboutcom.com.br ou pelo telefone (11) 5096-5401.

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Fabiano Chagas, da ZTE:comunicação requer dedicação e paciência

Formado em engenharia, o gerente de produtos aceitou o desafio de trabalhar junto a uma assessoria de imprensa

Uma estratégia de comunicação eficaz exige um bom planejamento e relacionamento entre a assessoria e a empresa. Fabiano Chagas, gerente de produto da ZTE, sabe bem disso. O engenheiro, que trabalha na área de vendas da empresa desde 2016, teve seu primeiro contato com a comunicação há pouco tempo, quando aceitou o desafio de liderar um projeto junto à aboutCOM. Em entrevista ao blog, o executivo conta como sua visão sobre comunicação evoluiu durante o processo.

Veja, a seguir, mais detalhes da entrevista:

Como alguém que não tinha histórico com a área acabou por liderar um projeto de comunicação?

Fabiano Chagas: Trabalho na ZTE desde 2016, na área vendas. A minha diretora, que lidera além das vendas, a parte de marketing, estava prestes a sair de licença maternidade e me convidou para tocar com ela o projeto de comunicação da empresa. Depois de alguns meses trabalhando juntos, ela me ofereceu a oportunidade de continuar o processo nesse período em que ela estivesse fora. Eu aceitei o desafio e desde então aprendi muito com ele.

Qual era a sua visão sobre marketing, comunicação e assessoria de imprensa antes do trabalho com a aboutCOM?

Fabiano Chagas: Sou engenheiro e sempre trabalhei na área de vendas e pré-vendas, nunca com marketing e comunicação. Mas, desde o começo da minha carreira, ouvi falar em marketing pessoal. Então, minha visão sempre foi muito voltada a isso, sobre a forma como uma pessoa se posiciona – falando e escrevendo corretamente. De forma geral, esse era o meu entendimento sobre o assunto.

Como está a sua visão agora?

Fabiano Chagas: Estou aprendendo diariamente sobre esse novo mundo. Acredito que o marketing e o trabalho com uma assessoria de imprensa é muito mais do que eu imaginava, se trata de uma estratégia de comunicação. Ao trabalhar com um release ou uma pauta, por exemplo, além de escrevê-la bem e fazer um bom conteúdo, é fundamental enviá-la para os lugares corretos e no momento certo, ou ela perde o impacto. Para atingir o objetivo da empresa, é essencial se comunicar bem e ter um planejamento por trás disso.

Durante este processo, quais foram as principais dificuldade encontradas? Como você as superou?

Fabiano Chagas: Tive dificuldades para entender como é a dinâmica dos processos. Percebi que em muitos momentos tive ansiedade para ver tudo pronto, e isso teve que ser trabalhado. No início, os releases não saiam em portais muito conhecidos. Mas aprendi que isso requer paciência e dedicação. Depois de sair nesses portais, eles acabavam sendo replicados nos principais veículos da nossa área. Para superar os desafios, me apoiei no conhecimento dos profissionais da aboutCOM, absorvendo cada conversa com eles. Além disso, busquei textos e leituras da área de comunicação para saber mais sobre o assunto. Hoje, já consigo ter mais jogo de cintura e entender algumas coisas sozinho.

Como manter um bom relacionamento entre a agência e empresa?

Fabiano Chagas: O bom relacionamento é essencial para o andamento do projeto. Quando se trata de comunicação, não existe receita pronta. Cada empresa é de um jeito. A ZTE, por exemplo, é uma empresa chinesa, e tem peculiaridades diferentes de uma sueca ou americana. Para manter um bom relacionamento, a agência precisa entender muito bem o que a empresa quer para mostrar o caminho certo. Por outro lado, eu preciso ser claro sobre o nosso objetivo e extrair o máximo dos resultados; para, então, conseguir passar para os outros funcionários as metas traçadas e como estamos trabalhando nelas.

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Por Danilo Fernandez

Quando uma empresa, seja ela de qual segmento for, procura os serviços de uma agência de comunicação, sua intenção primária, invariavelmente, é a de se posicionar dentro do seu mercado de atuação, gerando negócios. Muitas agências são criadas ou acabam se especializando em determinadas áreas, graças à experiência e aos relacionamentos adquiridos por suas equipes ou fundadores. Nós, aqui na aboutCOM, por exemplo, somos conhecidos pela nossa expertise nas indústrias de tecnologia e telecomunicações.

Mas, ampliar a percepção das pessoas sobre uma empresa ou marca pode ser tão positivo quanto gerar negócios. Diversificar os temas trabalhados é um bom caminho para isso. Recentemente tivemos a oportunidade de desenvolver uma pauta sobre a cultura de trabalho em empresas chinesas junto com a revista Você S/A.

Engajamos os porta-vozes do nosso cliente, a ZTE, para que, ao falarem da empresa para um veículo impresso de grande alcance, fosse despertado no público alvo da revista, pessoas interessadas em carreiras, o desejo de eventualmente trabalharam em um lugar como aquele. A matéria também serviu para desmistificar muito do que é dito sobre empresas da China.

Estar no centro das discussões sobre produtos e soluções é primordial, mas não se pode perder de vista oportunidades de fazer o cliente aparecer em um contexto institucionalmente positivo. Não é preciso esperar uma crise aparecer, para então pensar em melhorar a percepção das pessoas sobre o seu cliente.

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Atividade meio x atividade fim: qual a atuação da assessoria de imprensa

por Editorial aboutCOM

O sucesso de uma estratégia de comunicação não depende apenas do bom trabalho de um assessor; reforçar isso aos clientes é essencial para um posicionamento ético

Não é novidade que um dos principais objetivos de uma empresa ao contratar uma assessoria de imprensa é ganhar destaque em grandes veículos de mídia, divulgar suas ideias, produtos e posicionamento para consolidar e fortalecer a sua marca. Diante desse objetivo claro, a agência de assessoria de imprensa tem o dever de garantir aos seus clientes esses resultados? Não.

Ao contrário de uma farmácia ou de uma loja de roupas, que apenas vende um produto e satisfaz o consumidor – o que chamamos de atividade fim – a assessoria de imprensa não pode garantir os resultados esperados, já que faz um trabalho de estratégia de comunicação mas não tem o poder de decisão sobre o que é ou não publicado nos veículos – ou seja, uma atividade meio.

O sucesso de uma estratégia independe do querer e intenção do assessor de imprensa – já que o resultado final só pode ser atingido por meio a de uma “terceira pessoa” (no caso, os jornalistas e veículos de comunicação). Reforçar essa mensagem aos clientes – e ser transparente em relação à não existência da garantia dos resultados – nada mais é do que um posicionamento ético de mercado.

De qualquer forma, é possível ver promessas de  “resultados garantidos” na comunicação, como forma de atrair clientes pelo número de aparições em vez de qualidade. Aqui vale um cuidado: essas publicações garantidas podem ser frutos de parcerias pagas com veículos. Funciona assim: o conteúdo do cliente só aparece se pesquisarem palavras-chave no Google que, de alguma forma, levem à matéria (que está publicada no espaço pago). Caso busque a notícia nas pesquisas internas do veículo – mesmo que pelo título idêntico ao que foi postado – não consegue encontrar. Essa é uma tática, que não pode ser classificada como sendo uma ferramenta de assessoria de imprensa, usada para engordar clippings de notícias e fazer o cliente feliz, sem que haja resultados efetivos.

Para que o trabalho de divulgação seja bom, é preciso mais: passar pelas imprescindíveis etapas de entender o público-alvo, direcionar conteúdos para os veículos certos e trazer resultados efetivos para o negócio.

Diante disso, é um dever da assessoria de imprensa se esforçar ao máximo para trazer resultados de mídia; mas é um direito dela esclarecer que realiza uma atividade meio, e não uma atividade fim. Em contrapartida, o cliente tem o direito de esperar bons resultados de um trabalho de comunicação, mas tem o dever de entender o posicionamento ético da assessoria e compartilhar informações relevantes que ajudem o assessor na busca pelos resultados.

Mesmo assim, é comum que as expectativas dos clientes estejam ligadas a números – e à quantidade de matérias que de fato serão publicadas. Diante disso, é preciso gerenciar expectativas e explicar a importância da qualidade da estratégia – já que uma publicação no veículo certo vale mais do que dez delas em veículos errados – e trabalhar assuntos quentes,  que diminuam as chances de uma pauta cair.  

Por fim, para ter referências e saber os resultados do trabalho de uma assessoria, é muito simples: basta conversar com os outros clientes da agência, tirar as dúvidas e conferir se a qualidade está, de fato, superando a quantidade.

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O Beabá da assessoria de imprensa: ou as perguntas que sempre ouço sobre o que fazemos

Por Flavia Sobral

Explicar para um leigo o que faz um assessor de imprensa é uma das coisas mais difíceis que você vai fazer se escolheu essa profissão. E, acreditem, não é só em casa, dentre sua família e amigos que isso é complicado. Me arriscaria a dizer que faz parte do job description de um assessor, de vez ‘em sempre’ ter que ensinar um pouco sobre como funciona a mídia no Brasil (e lá fora), como as empresas viram fontes de informação e, até mesmo, o que faz uma notícia ser ou não publicada.

Por isso, no artigo de hoje, resolvi responder as principais e frequentes perguntas que ouço quando estou falando sobre o nosso trabalho:

  • Quando fulano pagou para sair naquela revista? Ou quanto eu preciso pagar para a minha empresa sair na publicação X?

O trabalho de assessoria de imprensa não é pagar para que você saia na mídia, mas fazer com que a sua notícia seja interessante o suficiente para que aquela revista ou aquela publicação se interesse pelo que você tem a dizer. Ou seja, é posicionar a sua empresa como fonte relevante de informações sobre temas que tenham a ver com o mercado no qual você atua. Se a sua assessoria está fazendo um trabalho bem feito e com publicações relevantes, você não vai precisar pagar para sair na mídia – afinal, você já paga o fee da assessoria.

  • Temos que fazer uma publicidade para poder sair na revista?

Pode parecer que estamos falando da mesma pergunta acima e talvez elas se relacionem. Mas veículos que oferecem matérias em troca de publicidade não podem (e na minha opinião, não devem) ser levados à sério. Não estou dizendo que os veículos de imprensa não precisam de anúncios para sobreviver – eles precisam, e muito! Mas, normalmente, as áreas comerciais e de redação dentro das publicações são independentes – até para não gerar problemas de credibilidade do tipo “só sai nas matérias quem paga anúncio”. Os jornalistas buscam informações no mercado, de fontes relevantes para cada assunto que vão abordar. Ou seja, pode ser que você anuncie e nunca saia na parte editorial.

  • Quantas matérias eu vou conseguir se fechar com vocês? Ou quantas publicações por mês vocês garantem?

A assessoria de imprensa é uma atividade meio e não uma atividade fim. O que isso quer dizer? Que nós, assessores, não respondemos pelo que vai ou não ser publicado, mas sim por trabalhar com ética e empenho para alcançar o nosso objetivo, que é ver a nossa empresa cliente na mídia. Por isso, não há como quantificar quantos veículos vamos impactar com um press release ou uma notícia. Até porque, o importante para nós é alcançar o público-alvo da sua empresa e não nos concentrarmos em quantidade de clippings. E aqui vale um ponto de atenção: se alguém está prometendo quantidade e garantindo clippings, fique bem de olho se eles são ‘reais’ e estratégicos para a sua empresa. (Ficou na dúvida? Acesse esse post: http://aboutcom.com.br/a-tecnologia-pode-substituir-o-trabalho-do-assessor-de-imprensa/)

  • Mas assessor de imprensa não é só para famosos e jogadores de futebol?

Qualquer pessoa ou empresa que queira ou precise se posicionar frente a um determinado setor pode ter uma assessoria de imprensa. A análise natural que fazemos é se aquele setor é impactado por mídias gerais ou específicas e, a partir daí, traçamos a melhor maneira de dar à empresa visibilidade neles.

Para resumir, o assessor de imprensa é o profissional que intermedeia a relação entre uma empresa ou pessoa e os veículos de imprensa. Ou seja, quando você lê o nome de uma empresa em uma matéria no jornal, provavelmente ela tem uma assessoria de imprensa; quando um especialista de uma empresa é chamado para dar uma entrevista, é bem possível que isso seja fruto do trabalho de um assessor (não só conseguir a entrevista, mas apenas posicionar o especialista como tal, para que, quando necessário, ele seja lembrado). Existem várias situações em que o assessor de imprensa está envolvido, várias funções que ele exerce. Mas a principal delas, ainda é explicar para as pessoas o que fazemos.

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Para ter equilíbrio, é fundamental que assessores e executivos trabalhem juntos; preparar o briefing e treinar o discurso são essenciais para uma boa conversa

por Editorial aboutCOM

Criada para unir empresas à mídia, a função da assessoria inclui papéis básicos: conhecer o seu cliente, montar uma estratégia eficaz de comunicação, envolver os veículos certos nas ações` e promover entrevistas e encontros interessantes para os dois lados. Para isso, precisa preparar o seu cliente. Isso inclui dar dicas sobre como se comportar diante da imprensa, preparar os briefings de entrevistas e  destacar os pontos que devem ser abordados em cada uma delas.

Na prática, dificuldades aparecem. Mesmo oferecendo um media training completo, os assessores ficam passíveis de executivos que falam demais durante a entrevista. Sejam aqueles que se estendem no assunto, se perdem no conteúdo e acabam saturando os jornalistas – conhecidos pela mídia como maus porta-vozes – sejam aqueles que se empolgam com novos contratos da empresa e acabam revelando dados e informações confidenciais – que seriam as ótimas fontes para jornalistas, mas péssimas para a própria empresa. O resultado, muitas vezes, são entrevistas não publicadas ou uma quebra da estratégia de comunicação – já que ficamos “refém” da publicação ou da informação vazada.

O equilíbrio, portanto, funciona como uma via de mão dupla. Os assessores, por um lado, dão feedbacks e dicas básicas como, por exemplo, usar frases curtas, claras e que respondam à pergunta principal feita pelo jornalista. Além disso enviam, com antecedência, tudo o que o cliente precisa saber: dados do jornalista, do veículo para qual escreve, assunto principal da entrevista e como se posicionar para ser um bom porta-voz. Por outro lado, é fundamental que o executivo estude o material que recebe. Isso inclui ler o briefing, praticar o discurso com antecedência, ser o mais direto possível e treinar o jogo de cintura, caso não possa responder a alguma pergunta.

Mas, nem sempre isso acontece. Se não for possível reverter o que foi falado, a entrevista pode prejudicar toda a estratégia de comunicação. Com dados e informações confidenciais publicadas, a empresa toda é prejudicada e perde a chance de ganhar a visibilidade esperada – já que o foco passa a ser outro.

São nessas situações que um bom relacionamento entre assessores e jornalistas pode fazer a diferença. Com uma boa conversa, é possível entrar em acordo e minimizar os danos. Além disso,  é fundamental que o assessor esteja atento durante a entrevista – interferindo se for necessário ou dando toques ao cliente, direcionando a conversa para o que realmente importa (nessas horas, ferramentas como o Whatsapp ou mensagens no Skype ajudam). Em um mundo onde o tempo está cada vez mais valioso, é preciso aproveitar cada segundo.

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Gerente de marketing e comunicação da empresa, Lyda fala sobre o que os países da América Latina podem aprender uns com os outros  

por Editorial abouCOM

Uma boa estratégia de comunicação é essencial para posicionar uma marca e mantê-la próxima de seu público. Lyda Durango, gerente de marketing e relações de mídia do TecnoMultimídia InfoComm – um dos principais eventos voltados ao mercado de audiovisual profissional do mundo – sabe bem disso. A feira, realizada anualmente no Brasil, Colômbia, Panamá e México, teve sua quarta edição brasileira realizada no fim de maio. Em entrevista ao blog da aboutCOM, Lyda fala sobre como realizar uma estratégia de comunicação eficiente – que envolve entender o público e escolher os canais certos – e o que os países da América Latina podem aprender uns com os outros.

Veja, a seguir, mais detalhes da entrevista:

Quais são as lições que a estratégia de comunicação adotada no Brasil leva ao resto da América Latina?

Lyda Durango – O Brasil é um mercado muito especial e desafiador para nós, já que se trata de um “outro mundo” quando falamos sobre comunicação na América Latina. E isso não está relacionado à linguagem. Tem a ver com a forma com que os brasileiros lidam e gerenciam as situações políticas, econômicas e sociais do país. Nossas últimas edições – desde que entrei na empresa, há um ano e meio -, coincidiram com crises políticas no Brasil (em 2016, com Dilma Rousseff; e em 2017, com Michel Temer), e foi muito difícil  chamar a atenção da mídia geral antes do evento – já que o público estava voltado para essas questões. Nosso evento é novo no mercado (apenas quatro edições), e tivemos que entender essas questões e aprender com isso. Nossa tática foi mostrar o crescimento positivo de nossa indústria no exterior e no Brasil, transmitindo a mensagem às pessoas de que o otimismo estava no ar, e que a tecnologia e inovação vieram para melhorar a vida das pessoas.

O que o Brasil pode aprender dos outros países da América Latina, do mesmo ponto de vista?

Lyda Durango – Trabalhamos com vários países da América Latina e notamos diferenças entre eles. Mas no final, há uma lição que não só o Brasil, mas todos nós podemos aprender: para adotar uma estratégia de comunicação eficiente, produzir um conteúdo de qualidade e personalizado para um mercado especializado é preciso, antes de tudo, conhecer bem o local, o público e os canais certos para se comunicar. Cada país tem as suas preferências e individualidades. Por exemplo: entre o Brasil e Colômbia, o mercado principal é diferente. No Brasil, o mercado de comunicação corporativa é o mais importante para o evento; já na Colômbia, é a indústria de entretenimento. Isso faz uma grande diferença no momento de construir uma estratégia de comunicação.

Como formatar uma estratégia de comunicação para que o público (participantes e jornadas) não esqueça a marca após a feira TecnoMultimídia InfoComm?

Lyda Durango – Para que o público tenha sempre em mente a marca, é essencial continuar recordando nosso evento durante todo o ano, com conteúdos especializados e exercendo nossa influência e liderança na comunicação.

Você está avaliando a possibilidade de manter uma comunicação recorrente com o público brasileiro por meio de redes sociais ao longo do ano para não perder o toque local? Por que isso é importante?

Lyda Durango – Claro! Esse é um trabalho contínuo. Vamos continuar transmitindo nossa mensagem mesmo após o fim do evento (e considerando que não estamos nem perto da nossa próxima edição). É importante nos posicionar como líderes da indústria – para acompanhar o crescimento e sucesso do evento –  e as mídias sociais possuem um bom custo – benefício.

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Uma estratégia bem-sucedida envolve a escolha dos veículos de mídia certos e o uso de uma linguagem adequada ao público-alvo

Ao contratar uma assessoria de imprensa, as empresas desejam, principalmente, aparecer na mídia, consolidar sua marca e se tornar referência em um determinado assunto, com o objetivo, claro, de gerar mais negócios. No caso de relações B2B – Business to Business, ou empresas que vendem para outras empresas -, a estratégia de comunicação é totalmente diferente à de companhias que focam o consumidor final – B2C, ou Business to Consumer.

No setor de tecnologia – assunto de conhecimento geral e que hoje faz parte do dia a dia de muitas pessoas – há uma percepção de que tudo relacionado a esse universo interessa a todos os veículos. E é justamente aí que começa o erro: se a ideia é estimular os negócios, é preciso impactar o público o adequado. Veja, a seguir, alguns sinais de que sua comunicação B2B está mais para B2C do que deveria:

  1. Emplacar pautas em veículos voltados para o consumidor final

Não adianta nada fazer uma estratégia B2B se a exposição ocorrer em veículos voltados para o consumidor final. É fundamental, portanto, entender as particularidades da marca, analisar o público-alvo, entendendo quais mídias ele acessa e a melhor forma de alcançá-lo.

  1. Se restringir ao mailing de tecnologia

Se estamos falando de uma empresa B2B que oferece soluções de tecnologia, devo focar apenas em veículos dessa área? Não. Uma estratégia completa de comunicação B2B deve alcançar todas as verticais e setores que possam usar a solução vendida pelo cliente. Para isso, existe uma gama de veículos que podem ser atingidos, que nem sempre cobrem apenas tecnologia mas que podem falar de uma tendência para um determinado setor. Um exemplo: revistas setoriais, como de óleo e gás podem ser uma importante mídia para falar sobre uma nova solução voltada para navios em alto mar.

  1. Dar mais atenção ao produto

Em uma comunicação B2C, os executivos da empresa não precisam ser mais conhecidos do que as características do produto. Já para uma estratégia B2B, existe uma preocupação maior em compartilhar conhecimento e promover os porta-vozes da empresa. Para isso, é preciso fazer um trabalho junto ao diretor de vendas, especialista técnico e demais executivos, mostrando que a marca vai muito além de uma simples solução ou produto.

  1. Estar presente em redes sociais de massa

Construir uma estratégia em uma rede social voltada ao consumidor final – e que muitas vezes é destinada a um momento de distração e lazer – nem sempre é uma boa alternativa para uma comunicação B2B, mesmo que lá esteja a maior audiência. Por isso, é importante estar presente e trabalhar a imagem dos porta-vozes em uma rede como Linkedin – mais voltada ao negócio e relações profissionais.

  1. Adotar uma linguagem inadequada

Esse é um trabalho entre o marketing e o assessor. Quando falamos de empresas B2C, há uma linguagem mais informal e focada no produto.  No caso da comunicação B2B, a voz deve ser mais formal e focada nos resultados trazidos pela solução, experiência de retorno sobre investimento, economia e demais vantagens. Por isso, apenas “vender” um produto não é suficiente, mas sim mostrar o real valor agregado.

E então, sua comunicação B2B está muito B2C?

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