Projetos pontuais X Projetos recorrentes de comunicação: qual caminho seguir?

Editorial aboutCOM

É fato que uma estratégia de disseminação de conteúdo bem-feita amplia a visibilidade de uma empresa junto ao seu público-alvo. Mas, para ter resultados eficientes, tanto na mídia quanto no mercado, é fundamental ter um plano de comunicação recorrente e de longo prazo. Dificilmente, um trabalho de comunicação apenas pontual trará o resultado esperado.

Um projeto recorrente feito em conjunto com uma consultoria de comunicação auxilia na geração de um relacionamento de qualidade da empresa com a mídia, e consequentemente, inserções de notícias espontâneas (em revistas, sites e blogs). Nesse contexto, é possível fazer uma análise aprofundada da companhia para entender quais são os assuntos que podem gerar notícias e como tratá-los nos diferentes veículos de comunicação e suas editorias.

Muita gente não entende muito bem como os projetos de comunicação funcionam e acredita que uma ação de divulgação pontual pode ser suficiente para engajar a audiência. “Num job ou num projeto pontual é impossível construir um relacionamento com o público de interesse e, o mais importante, esse modelo não estabelece uma estratégia de divulgação dos conteúdos”, comenta Flávia Sobral, CEO da agência de comunicação aboutCOM.

Para encontrar a forma correta de divulgar as notícias de uma empresa é preciso definir os melhores canais de comunicação com o público-alvo e desenvolver um relacionamento de fidelização a longo prazo. Nesse contexto, entram em cena trabalhos de pesquisa de mercado para oferecer conteúdos direcionados e atrair um maior número de interessados – toda a estratégia deve ser desenvolvida de acordo com as necessidades de cada canal de comunicação, tanto para o mercado, quanto para a imprensa. É preciso mapear os temas que estão em destaque e montar um perfil direcionado para cada mídia ou mercado, com uma linguagem impactante e atrativa.

Numa estratégia de comunicação recorrente é possível ainda reconhecer boas oportunidades para divulgar a empresa – em projetos pontuais, isso fica em segundo plano.

Enfim, projetos de comunicação recorrentes permitem estabelecer uma imagem de longo prazo de uma companhia com o seu mercado. Esse tipo de trabalho também é bem mais interessante do ponto de vista financeiro, já que as mensalidades são mais atrativas. “Uma divulgação pontual tem um custo maior do que um fee recorrente. Isso porque cada vez que uma empresa quer divulgar algum conteúdo é preciso envolver uma equipe maior e gastar muito mais tempo para entender o seu negócio, o contexto da notícia, entre outras ações”, finaliza Flavia.

O passo a passo para um folow up estratégico

 

Foto: Pixabay

por Natália Diogo

Os jornalistas hoje recebem uma quantidade quase infinita de e-mails por dia. Faça o teste: quando estiver em contato com um colega de redação, pergunte a ele a média de press releases que entra em sua caixa diariamente – provavelmente ele responderá que a quantidade ultrapassa 200 ou 300 títulos.

Ainda devemos considerar que caixas de e-mail lotam quando o profissional passa alguns dias ausente, remetentes vão para o lixo eletrônico. E, entre tantas informações, simplesmente alguns textos não geram aqu

ele interesse esperado. Por isso tudo, o contato telefônico é fundamental.

 

Abaixo, separamos alguns conselhos para um follow up estratégico, que ajudará a construir um relacionamento efetivo com as redações.

 

Ofereça o conteúdo certo

 

Follow up bem feito é valorizado pelo jornalista, e a hora certa de fazer esse contato é quando temos entrevistas exclusivas, dados em primeira mão, artigos enviados apenas para aquela publicação ou mesmo press releases gerais, mas que caem como uma luva para aquele determinado veículo. Jornalistas percebem quando um conteúdo fraco foi enviado massivamente para um extenso mailing e não recebem bem follow ups sobre estes temas.

 

Entenda do assunto

 

Durante um follow up, o mais importante é ser direto, informar dados consistentes e que façam o jornalista antever o resultado daquele material quando publicado. O contato por telefone é uma forma de selecionar os dados mais importantes de uma pauta e direcionar a atenção do jornalista para eles.

Estar seguro das informações que está passando e saber explicar o negócio do cliente de forma plena, são maneiras de impressionar e prender a atenção do jornalista naqueles poucos minutos que ele tem à disposição. Não vale só perguntar se recebeu o texto.

 

Entenda do veículo

 

Conhecer bem a mídia antes de ligar é uma boa maneira emplacar uma pauta. Dessa forma, o assessor pode direcionar o conteúdo para a editoria correta e fazer com que o material esteja com a pessoa adequada.

A pauta deve ser de real importância para o veículo, não adianta tentar forçar um tema que não se adequa, o jornalista pode até sugerir ao editor, mas não passará por seu crivo e desgastará o nome do assessor internamente.

 

Informe-se

 

Se não souber se a pauta é exatamente o foco do veículo, antes de enviar pesquise, peça a opinião dos colegas mais experientes na assessoria, em último caso, vale até perguntar ao jornalista. Eles são bastante receptivos à pergunta “o que te interessa mais receber?”

 

Horário para ligar

 

Não se deve ter medo de falar com a redação, mas também deve-se ter bom senso. Não adianta, por exemplo, ligar em um jornal diário de grande circulação às 5h da tarde, pois os jornalistas não estarão disponíveis ou atenderão acreditando que você está com a pauta mais quente do mundo em mãos, o que pode não ser o caso. Isso decepcionará o seu contato e ele provavelmente estará menos apto a te ouvir nas próximas vezes.

Uma dica é perguntar ao jornalista se ele está ocupado no início da ligação e qual o melhor horário para te atender. Alguns geradores de mailing também possuem uma coluna nas planilhas de Excel com “período de fechamento”, ajudando a saber quando não telefonar.

 

Crie um relacionamento

 

Seja simpático, não pareça um robô ou um funcionário de telemarketing ao ligar. As pessoas apreciam educação. Ao mesmo tempo, não demonstre uma intimidade falsa ou inexistente com um jornalista que acabou de conhecer. O ideal é sentir como o profissional age e tentar ser condizente com o comportamento dele.

 

Não desista

 

E o mais importante, insista! Muitos profissionais recebem tantos e-mails e ligações que não lembrarão de você no primeiro momento, vale tentar uma segunda ou até terceira ligação. No entanto, também é importante não vencer o profissional pelo cansaço, pois pode gerar entrevistas e reportagens mal aproveitadas. Caso tenha percebido que o jornalista não te deu a real atenção numa segunda ligação, às vezes é hora de mudar de contato.

 

Sem contar o fato de que a assessoria de imprensa e o profissional se tornarão conhecidos e bem vistos nas principais redações, o follow up efetivo é, principalmente, um importante canal de comunicação das assessorias de imprensa com os jornalistas.

Se o contato for bem feito as chances de uma pauta ter sucesso são muito maiores. Além disso, o contato constante e a construção do relacionamento ajudam a tornar o jornalista fiel a seu cliente, o que irá fazê-lo te procurar sempre que necessário – gerando uma parceria duradoura e de qualidade e, claro, frutos.

Em tempos de compartilhamento exacerbado e rápido, a estratégia de comunicação é a arma mais poderosa

Responder a uma reclamação sem critério e participar de moda da internet podem ser tiros no pé

por Editorial aboutCOM

Nada de tiros, bombas ou tratados. A guerra de hoje é sobre informação, compartilhamento e rapidez. Ganha quem postar mais rápido, independentemente da qualidade do conteúdo. Se está em um show, filma; se viajou, bombardeia seus seguidores com fotos; se terminou um projeto importante, faz um post dizendo que está orgulhoso do seu trabalho; se leu um título interessante de matéria, compartilha com os amigos. Não existe mais a máxima do “dois pesos, duas medidas” em um tempo quem que fatos e factoides se misturam. Compartilha-se pelo simples fato de dividir todas opiniões e acontecimentos, sem avaliar as fontes e a veracidade, tornando-se apenas replicadores de assuntos falsos ou verdadeiros.

Fica evidente a falta de interesse pela qualidade da informação. Passa a ser suficiente informar o mais rápido possível, mesmo que seja um conteúdo raso ou falso, sem o bom senso de questionar sua veracidade. Esse “mal moderno” não assombra somente a sociedade, mas atinge também o mundo corporativo. E é nesse cenário que algumas empresas podem arruinar um trabalho de anos ao compartilhar mensagens falsas, preconceituosas ou vazias, somente para fazer parte de uma onda descolada da internet, de algo que se tornou um assunto comentado nas redes sociais.

É importante entender que a estratégia de comunicação de uma companhia é semelhante ao de um jogo de xadrez, no qual cada movimento deve ser estudado e calculado, pois um erro pode colocar tudo a perder. E, lembre-se: dentro do mundo corporativo derrotas podem ser bem dolorosas.

Nesse contexto é necessário apostar em uma boa estratégia de comunicação, que consiste em saber responder on time questões que valem a pena ser respondidas e compartilhadas e ignorar as que não são, mesmo que sejam fenômeno nas redes sociais. Afinal de contas, se preocupar mais em compartilhar do que na consequência do compartilhamento pode ser uma armadilha, principalmente entre os executivos que trabalham com a imagem e a reputação de empresas.

Entender o tom de voz que a companhia quer adotar, de que forma quer se comunicar, e com quem,  é determinante para definir quais serão as mensagens que poderão ser passadas para os clientes e colaboradores. E tudo isso deve ser planejado com antecedência, independentemente das modas que surgem no mundo digital. Com esse entendimento, fica claro qual onda a empresa pode surfar e quais ela deve evitar, o que minimizará possíveis problemas de comunicação no futuro.

A comunicação requer calma

Quando a  estratégia de comunicação conta com as ferramentas certas e uma boa base, fica muito mais simples saber o que vale comentar e o que deve ser ignorado nas redes sociais. A comunicação de uma empresa não pode ser feita por impulso. É importante ter equilíbrio e saber quando reagir e se é preciso responder de imediato a uma acusação ou reclamação.

Postagens de funcionários ou colaboradores em seus perfis particulares podem comprometer a imagem da empresa também. Incluir advertências e orientações dentro da estratégia de negócio pode ser o melhor caminho para evitar a ruína de uma marca e de um colaborador, que pode ser demitido por justa causa por uma postagem errada.

O mundo corporativo sofre do mesmo mal das pessoas físicas quando o assunto é compartilhamento na rede, portanto, determinar uma estratégia de comunicação eficaz pode determinar se uma empresa se tornará vencedora nessa guerra ou se acabará com uma bomba nas mãos.

 

1, 2, feijão com arroz – e uma pitadinha de temperos exóticos

Sempre falamos que ‘fazer o básico’ direito é fundamental na estratégia de um cliente. Mas, em tempos de espaços tão disputados, também é necessário ir além

Editoral aboutCOM

A escolha de uma agência de comunicação pode ser um processo complexo para muitas empresas – é preciso olhar com cuidado para a experiência das agências e suas respectivas equipes, para o contato com a mídia e com o setor em que atuam e para as ideias que são apresentadas como o diferencial de cada uma. Sempre dizemos por aqui que ‘cada panela tem sua tampa’ e existe sim a melhor agência para atender cada tipo de conta.

O básico, o feijão com arroz, tem que ser levado em consideração. Seu atendimento tem que saber divulgar um release (selecionar o melhor veículo, escrever da melhor forma), ‘vender’ uma pauta, fazer um follow up inteligente. Mas o ‘ir além’ também é imprescindível. Fazer reuniões para troca de ideias, dar tempo para a criatividade aflorar, fazer brainstorming. Esses dois lados, quando bem executados, levam ao sucesso uma parceria de comunicação e fazem dela algo realmente eficaz.

Vale lembrar que o equilíbrio é muito importante – é fundamental fazer o básico direito e emplacar ideias inovadoras. Ninguém sobrevive só de inovação e soluções mirabolantes e o trabalho do dia a dia ajuda bastante a melhorar o relacionamento da sua empresa com a mídia.

TecnoMultimedia InfoComm Brasil escolhe a aboutCOM como consultoria de comunicação para o evento de 2017

Pelo segundo ano consecutivo, a aboutCOM é a agencia de comunicação da TacnoMultimedia InfoComm Brasil, uma das mais conceituadas feiras da indústria de Sistemas Audiovisuais, Automação Residencial, Digital Signage e Comunicações Unificadas do mundo, que desembarca para sua quarta edição brasileira em São Paulo, entre os dias 23 e 25 de maio de 2017, no São Paulo Expo.

O evento, que é realizado pela Latin Press em parceria com a InfoComm International, reúne os principais fabricantes mundiais, bem como os distribuidores regionais, nacionais e empresas integradoras, todos apresentando novidades que vão agitar o setor nos próximos anos. É uma excelente oportunidade para que os profissionais de AV do Brasil aprendam novas técnicas e façam networking com empresas e profissionais vindos de diversas partes do Brasil e do exterior, já que, paralelamente à exposição, serão realizados fóruns de discussão, painéis e congressos sobre temas de interesse.

Os organizadores esperam atingir empresas de áudio, vídeo e iluminação; gerentes e proprietários de grandes instalações; organizadores de eventos de empresas; comunicações e relações públicas; engenheiros elétricos e de som; e designer de áudio e vídeo.

O atendimento da conta na aboutCOM é do Douglas Cruz (douglascruz@aboutcom.com.br), (11) 5096-5401 ramal 203.

Será que você ouviu, de fato, o que o outro disse?

Pode parecer simples, mas comunicar-se é uma das grandes dificuldades da vida.

Por Flavia Sobral

Quando alguém diz algo que – na sua avaliação – é uma ofensa, o que você faz? E quando alguém ‘cisma’ – sob seu ponto de vista – em não entender o que você já disse “mil vezes”, qual a sensação?  Essas questões têm  a ver com os significados que construímos COM nossa comunicação.

Parece complexo, e é. Comunicar-se não é simples. Por mais que a gente o faça até mesmo quando não está literalmente falando, por meio de gestos e expressões faciais, trazemos para os diálogos parte de quem somos e de como vivemos até aqui. O que acontece em nossa vida antes de uma reunião, por exemplo, tem tudo a ver com a forma como vamos agir durante a conversa e como perceberemos a comunicação do nosso interlocutor.

Isso é só uma pequena parcela de um estudo de comunicação que se chama CMM (Cordinated Management of Meaning, ou, em português, gestão coordenada de significados). Há pouco mais de duas  semanas, assisti a um workshop da Linda Blong, uma das maiores especialistas nessa teoria e me apaixonei completamente.

Veja um vídeo da Linda sobre esse tema:

E tem mais conteúdo aqui – desta vez, do papa do CMM, Barnett Pearce:

Por agora, quero apenas deixar uma reflexão: se qualquer fato da vida, como bater o carro, pode influenciar o seu humor de um dia – e às vezes até de uma semana – será que este mesmo fato não influencia na forma como você constrói os significados nos seus diálogos durante esse tempo?

Jornalismo de negócios: os sete segredos de uma boa fonte de TI

Por Editorial aboutCOM

Assessoria de imprensa é construção de relacionamento. Para que esse contato com o jornalista seja realmente efetivo, é essencial seguir alguns passos

Não é preciso ser especialista em comunicação para saber que o jornalismo passa por uma forte transformação: as notícias sobre o fim de veículos e demissões em massa dão o tom. As redações estão mais enxutas, as equipes são formadas por profissionais mais jovens e dificilmente há divisão de repórteres por editorias e especialização. Como resultado, é árduo o trabalho de emplacar notícias sobre empresas de todos os setores, com destaque para TI, cujo conteúdo é extremamente específico; e de gerar relacionamento entre fonte e jornalista, que tem cada vez menos tempo para apurar devido ao tamanho reduzido das equipes.

O número de assessorias de imprensa é muito maior hoje do que no passado, o que faz com que os jornalistas sejam bombardeados diariamente com sugestões de pauta e de entrevistas. Tornar-se uma fonte diferenciada, parceira do repórter, é tarefa tão difícil quanto fundamental. E, apesar de não haver receita de bolo para isso, há alguns aspectos que o bom senso e a experiência já comprovaram. Conheça, então, sete dicas para empresas e líderes de TI se tornarem boas fontes.

  1. Entenda o interlocutor: saiba exatamente qual o nível de entendimento do jornalista sobre tecnologia para, assim, definir a melhor forma de sugerir um tema. Lembre-se de que a equipe, na maior parte das redações, é composta por profissionais jovens, com menos vivência;
  2. Comente o praticável: foque no mercado de TI do Brasil. Não adianta inovar e falar de uma terminologia em voga nos Estados Unidos se, por aqui, ninguém nunca ouviu falar: tudo chega a seu tempo e mais vale uma temática consistente do que uma novidade ainda impraticável;
  3. Conheça o perfil da mídia: além de se inteirar sobre o jornalista, é essencial entender bem o veículo do qual sua empresa pretende se aproximar. Para isso, é importante responder algumas perguntas: qual o foco de abordagem? Quais os últimos temas debatidos? Qual o perfil do leitor? Só dessa forma, é possível elaborar um material relevante, que tenha mais chance de virar matéria;
  4. Fale o mesmo idioma do jornalista: siglas e nomenclaturas devem ser usadas com cuidado: sempre explique o que elas significam. Também é importante verificar como a mídia se refere a elas, como, por exemplo, se são traduzidas, caso sejam originais de outro idioma, como o inglês. Certifique-se de entender o contexto no qual são utilizadas;
  5. Torne-se referência: seja uma fonte de mercado, e não apenas da empresa na qual trabalha. Obviamente, a mídia pode querer conversar, eventualmente, sobre a companhia na qual atua, mas isso não ocorrerá sempre. Entendimento sobre o mercado posiciona o executivo como alguém que ajuda na construção global da pauta e na descoberta de outros temas para serem abordados em reportagens futuras;
  6. Além do genérico:  tenha sempre um exemplo prático daquilo que está falando, de preferência com um caso real de uso de produto. Conceitos abstratos não ajudam e podem confundir o jornalista;
  7. Seja parceiro: esteja disponível para tirar dúvidas. Pensar apenas em falar com um jornalista para sair em uma matéria não é uma boa estratégia. Fonte confiável é aquela para quem o repórter pode ligar ou mandar um e-mail apenas para tirar uma dúvida de mercado, por exemplo, sem precisar citar na matéria. Isso é construção de relacionamento, o grande objetivo de um trabalho de assessoria de imprensa. Claro que é importante seguir as regras do assessor, mas, às vezes, é preciso quebrá-las. Com muito bom senso, sempre.

Saiba mais:
Em quais redes sociais sua empresa tem que estar?
Quanto vale uma estratégia de comunicação?

Imagem: Divulgação

No que apostar – e o que evitar – na hora de se comunicar

As dicas valem para todos os profissionais, e não somente para estratégias de comunicação

Pode até parecer um processo simples, mas a comunicação exige cuidados. Uma palavra mal colocada em uma reunião com o chefe ou um erro de português em um e-mail para um cliente pode comprometer o andamento dos relacionamentos profissionais e, às vezes, até pessoais. Comunicar-se com eficiência está além de ter um vocabulário refinado. É saber transmitir ideias claramente e, quando preciso, argumentar com clientes e gestores para manter ou estruturar um novo projeto.

Não importa quem é seu interlocutor, o importante é sempre ter em mente que a conversa deve ser clara – sem tropeços no idioma – e calma, sem alterações na voz ou discussões. O recomendado é seguir os quatro pilares da comunicação eficaz: clareza, controle, confiança e consistência. Veja, a seguir, algumas dicas selecionadas pela aboutCOM que podem ajudar nesse processo:

  1. Aposte!

– Relaxe;
– Diga a verdade;
– Esclareça pontos e opiniões;
– Seja conciso e fale o essencial;
– Em uma conversa sobre a empresa que trabalha, fale em nome dela, não como “nós” ou “eu”;
– Projete autoridade – afinal, você sabe o que está fazendo ali;
– Seja amigável.

  1. Evite!

– Tentar adivinhar o que o outro vai dizer;
– Ser evasivo;
– Dar opiniões pessoais;
– Comentar sobre rumores;
– Falar mal da concorrência;
– Falar em voz baixa;
– Perder a paciência.

Pode parecer simples, mas este é o princípio de qualquer conversa, reunião ou mesmo encontro produtivo. E lembre-se, seja você mesmo e coloque-se sempre no lugar de quem está sentado do outro lado da mesa – isso pode fazer toda a diferença na hora de passar a sua mensagem.

E então? Você já segue alguma dessas dicas?

Imagem: Pixabay

Em quais redes sociais sua empresa tem que estar?

Não é preciso estar em todas as redes sociais e, sim, naquela que atenda o objetivo da empresa – melhor estar apenas em uma, do que em várias sem contar com uma estratégia consolidada

Que a presença das empresas nas redes sociais é importante no cenário atual não se discute mais. Porém, isso não significa estar em todas elas e encher o público de imagens e informações a todo instante – isso não é estratégia e, sim, falta de foco. Não é porque o Snapchat está em voga, que você tem de criar uma conta para sua companhia. O importante é construir reputação naquelas que são positivas para o seu negócio, pois cada mídia possui características próprias e ajudam, de maneira diferente, a alcançar objetivos.

Em 2012, quando o Twitter chegou ao Brasil, por exemplo, todas as empresas queriam estar na rede social. Parecia algo prioritário. Hoje, a ferramenta funciona mais como um meio de comentar programas de televisão ou reclamar, do que para gerar negócios e posicionar uma marca.

Por isso, antes de criar uma conta, análise o perfil de cada rede, pesquise em quais estão seus concorrentes, saiba exatamente o público que deseja atingir e defina qual retorno espera da iniciativa: posicionamento de marca, geração de negócio ou grupo de discussão?

Para o mercado B2B, as mais indicadas ainda são Facebook e LinkedIn. Veja as características principais das duas e como se posicionar:

Facebook
Com mais de um bilhão de usuários em todo o mundo, a rede tem um perfil mais leve e é usada pela maioria das pessoas tanto para interagir com amigos, quanto para acompanhar notícias ou empresas. Muitos a utilizam como fonte de informação. A rede permite uma linguagem mais informal e a utilização de imagens é quase obrigatória. É interessante para criar um relacionamento mais próximo com o cliente, graças às páginas corporativas e grupos. No Facebook, o ideal é mesclar os posts entre conteúdo relevante para seu público e a divulgação de produtos e serviços.

LinkedIn
Focado em carreira, novos negócios e parcerias. Aqui, diferentemente do Facebook, o contato é só profissional, o que o torna muito interessante para o mercado B2B. Uma das vantagens da rede é a possibilidade de criar grupos de discussão segmentados. Por meio do dele, é possível fechar negócios e parcerias, encontrar profissionais e especialistas de todo o mundo e posicionar a marca como referência em um mercado. Aqui, o conteúdo é mais denso.

Mas, lembre-se: seja qual for sua escolha, o mais importante é que a página seja ativa. Poste com frequência, interaja com seu público e participe de grupos de discussão. Sem isso, não há estratégia que se sustente.

Imagem: Pixabay

Quanto vale uma estratégia de comunicação?

por Flavia Sobral

Pense comigo. Você entra em uma lanchonete, não daquelas do tipo fast food, aquelas de bairro, gostosas que tem aquele x-tudo animal. Pede um lanche, um refrigerante, batata frita e aquele sundae de chocolate para arrematar. No fim, como sempre, pede a conta. Mas você resolve, mesmo sem conhecer a cozinha, sem saber a quantidade de funcionários, os gastos com aluguel, gás, eletricidade, impostos, e tudo mais que precisou ser pago para que você comesse o seu lanche quentinho e gostoso, que, desta vez, você vai pagar só a metade do preço. Posso apostar que quando o dono do restaurante souber da sua ideia, no mínimo, a polícia será chamada.

Pois bem. Por que você acha que pode fazer isso com a sua agência de comunicação? Por que acredita que pode pedir um escopo maior, mais foco, equipe mais sênior e pagar somente aquilo que você quer?

A precificação em comunicação é um dos principais motivos de perdas de clientes por aí. Aliás, muitas empresas escolhem suas agências pelo preço da proposta, e não pelos entregáveis. E o preço pode sim ser um diferencial – sempre digo que cada panela tem sua tampa, que cada empresa tem o fornecedor ideal (em termos de equipe, custos e necessidades). Mas vira e mexe ouço propostas indecorosas – quero pagar metade do que paguei da última vez e ampliar o escopo em três vezes. Ou mesmo – tenho X para gastar e isso para fazer, você consegue me atender?

É importante deixar claro: nós, donos ou administradores de agência de comunicação, não definimos uma precificação com base em sonhos e imaginação. Se estivéssemos sonhando com números, jogaríamos na Mega-Sena.

O preço de uma proposta de comunicação é construído com base na hora-homem que o seu trabalho vai demandar para alcançar os resultados que almeja. É feito com base na estrutura da agência, na qualificação dos profissionais que vão te atender, na complexidade do seu projeto. Tudo isso é precificado, contabilizado, para que você pague uma quantia justa pelo trabalho.

Pense nisso quando for procurar a sua próxima agência de comunicação. Pense se você gostaria que alguém chegasse na sua lanchonete e pagasse metade da conta, ou na sua empresa e oferecesse uma pequena parte do que vale o seu produto ou serviço. E não se engane, você ser quem é, ter os contatos que tem ou mesmo responder por uma marca conhecida, não vai fazer com que meus custos diminuam, ou que eu pague menos impostos – portanto, nada de jogar a carta do ‘prestígio’ por aqui.

Imagem: Pixabay