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O que a interface em comunicação para tecnologia precisa saber sobre a mídia especializada

Editorial aboutCOM

A mídia especializada de tecnologia não é uma opção para fugir do enxugamento das redações na grande imprensa ou da agenda concorrida que a política e a economia causam no País. Sua função é falar diretamente com o público-alvo das empresas em um espaço de qualidade e direcionado para ele.

Há alguns anos, estar na grande imprensa, em muitos casos, gerava expectativas exageradas nos executivos de comunicação das empresas que imaginavam que participar de uma reportagem no jornal da noite poderia alavancar as vendas. Hoje, com as mudanças no cenário da imprensa no Brasil, entendendo o excesso de informação e a segmentação que o público faz, a mídia especializada de tecnologia ganhou ainda mais força quando o objetivo de uma empresa é estabelecer diálogo direto com quem acompanha e se interessa pelo setor.

O momento pede que a interface da empresa com a agência mergulhe no atual panorama de mídia e entenda melhor os caminhos propostos pelo fornecedor. Com isso, poderá discutir com propriedade as estratégias apresentadas e fazer parte das decisões.

Veja algumas dicas importantes para se preparar para isso:

Relacionamento e conteúdo qualificado

A mídia de tecnologia, principalmente a focada no mercado b2b, busca sempre tendências e materiais exclusivos. É um espaço qualificado e que conta bastante com o apoio das agências de comunicação no fornecimento desses dados. Ainda no b2b, é possível encontrar mídias que publiquem artigos assinados e cases, que são assuntos que sempre rendem bons espaços.

Já as editorias de tecnologia em publicações da grande imprensa, costumam consumir informações mais palatáveis, conectadas ao universo do consumidor final. Nesses casos, é preciso que o negócio da empresa tenha afinidade com esse público ou não é interessante para a empresa (e para a imprensa). É preciso que seja interessante para o público geral, menos técnico.

Apesar da agência se manter à frente de todo esse processo, é interessante que a interface invista tempo também lendo os veículos e, claro, participando sempre que possível do relacionamento com estes jornalistas.

Além de relacionamento, a confiança do jornalista também é conquistada por meio da oferta de conteúdos relevantes. Muitas vezes, o jornalista que cobre o setor não tem tempo de se aprofundar mais do que lhe é apresentado na pauta e a equipe de comunicação produz o material com clareza e riqueza de informações. Por isso, é importante o apoio da interface para valorizar esse ativo que favorece sua empresa. Este é o seu papel no processo de comunicação com a imprensa.

Mas, nem só de mídia de tecnologia vive uma estratégia em uma agência especializada no setor. Entender do assunto passa por também saber levá-lo para veículos que não possuem sua essência no mundo tech, mas que abrem espaço para conectar o tema aos seus leitores. A agência contempla estes espaços em seu plano de ação, principalmente, para atingir veículos de verticais que interessem ao cliente e que fazem parte de sua estratégia de negócios. Por exemplo, para uma empresa que trabalha telecomunicações (WAN, LAN e Satélite), os veículos de offshore, logística e oil&gas podem ser interessantes e estratégicos.

Mas qual é o papel da agência nesse caminho?

Vale lembrar: recomendar os melhores locais de divulgação de uma pauta é um desafio das agências, que analisam os veículos que possuem sinergia com o assunto, os argumentos necessários e, também, a concorrência do tema diante da agenda daquela publicação. A interface não precisa entender no detalhe o funcionamento da imprensa, mas deve conhecer a mídia e suas nuances. Já para a agência, é fundamental se posicionar frente aos jornalistas com foco e qualidade – e não quantidade – pois precisa transmitir à ele a mesma credibilidade que compartilha no veículo, com seus leitores.

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