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Relacionamento não se constrói com cara-crachá

por Flavia Sobral Faccioni

Maior evento de telecomunicações da América Latina rolando. Sala de imprensa lotada. Uma divisória separa a área comum do espaço e as bancadas para trabalho dos jornalistas. Uma porta, um único ponto de contato entre os assessores sedentos e os jornalistas – que, às vezes, só querem mesmo é tomar um cafezinho ou comer alguma coisa. Mas eles sabem o que vão enfrentar se colocarem uma unha que seja para fora daquela portinha. Respira fundo, abre a porta, e que comece a batalha.

Pode parecer uma versão um tanto cinematográfica de uma coisa que faz parte da rotina de assessores e jornalistas. Mas, a realidade não é tão diferente. Basta entrar na sala de imprensa da Futurecom esta semana para perceber. São 10 assessores tentando ‘laçar’ três jornalistas – e o pior, muitas vezes sem ao menos saber quem eles são.

Me lembro de uma vez que identifiquei uma jornalista com quem falava sempre, e não, eu não tinha nenhuma pauta interessante. Só queria dizer a ela: “oi, tudo bem? A gente se fala sempre pelo telefone, só queria me apresentar”. Foi o que fiz. E, para minha surpresa, tomamos um café, e ela me agradeceu por não oferecer nenhuma pauta para ela. Por quê? Simples! Relacionamento não se constrói com cara-crachá. Não basta ver a cor diferente do crachá e atacar.

Uma boa estratégia de comunicação durante um evento é planejada com antecedência. É muito importante sempre saber com quem você está falando, sobre o que aquele jornalista costuma escrever e que informação do seu cliente pode interessá-lo. Ficar plantado na sala de imprensa, ‘caçando jornalista’ é tão eficaz quanto ligar numa redação para perguntar se fulano recebeu seu release. Mas isso é papo para um próximo post.

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