about being aboutCOM #6: O cliente não precisa de tudo em comunicação

Por editorial aboutCOM

No sexto e último vídeo da série #aboutbeingaboutCOM, Flavia Sobral Faccioni aborda a necessidade de ter um plano estratégico de comunicação antes de atuar ativamente nas redes sociais.

Antes de se aventurar pela web a empresa deve, sobretudo, ter definidas suas missões e valores, seu público-alvo e a importância do uso das redes sociais na hora de se comunicar com seus clientes. Tal estratégia também deve ser levada em conta por empresas estrangeiras que pretendem montar uma estratégia de comunicação voltada para o Brasil.

Com todo esse processo bem definido, o próximo passo da empresa é estabelecer qual linguagem usar de acordo com o público que pretende atingir, assim como quais redes sociais vale a pena trabalhar ou não. “Estar nas redes sociais é importante? Sim, mas em quais estar?”, questiona Flavia.

Contar com uma equipe capacitada para pôr em prática um planejamento de comunicação eficaz e trabalhar nessa estratégia é o que faz a marca ganhar espaço onde realmente interessa e fazer a empresa crescer.

Reveja os outros vídeos da série #aboutbeingaboutCOM no nosso site.

Saiba mais:
about being aboutCOM #1: como tudo começou
about being aboutCOM #2: informação não é diferencial
about being aboutCOM #3: os tão esperados KPIs
about being aboutCOM #4: Alinhado com a estratégia, sempre. Engessado, nunca
about being aboutCOM #5: América Latina: um jeito diferente de fazer comunicação

Em tempos de compartilhamento exacerbado e rápido, a estratégia de comunicação é a arma mais poderosa

Responder a uma reclamação sem critério e participar de moda da internet podem ser tiros no pé

por Editorial aboutCOM

Nada de tiros, bombas ou tratados. A guerra de hoje é sobre informação, compartilhamento e rapidez. Ganha quem postar mais rápido, independentemente da qualidade do conteúdo. Se está em um show, filma; se viajou, bombardeia seus seguidores com fotos; se terminou um projeto importante, faz um post dizendo que está orgulhoso do seu trabalho; se leu um título interessante de matéria, compartilha com os amigos. Não existe mais a máxima do “dois pesos, duas medidas” em um tempo quem que fatos e factoides se misturam. Compartilha-se pelo simples fato de dividir todas opiniões e acontecimentos, sem avaliar as fontes e a veracidade, tornando-se apenas replicadores de assuntos falsos ou verdadeiros.

Fica evidente a falta de interesse pela qualidade da informação. Passa a ser suficiente informar o mais rápido possível, mesmo que seja um conteúdo raso ou falso, sem o bom senso de questionar sua veracidade. Esse “mal moderno” não assombra somente a sociedade, mas atinge também o mundo corporativo. E é nesse cenário que algumas empresas podem arruinar um trabalho de anos ao compartilhar mensagens falsas, preconceituosas ou vazias, somente para fazer parte de uma onda descolada da internet, de algo que se tornou um assunto comentado nas redes sociais.

É importante entender que a estratégia de comunicação de uma companhia é semelhante ao de um jogo de xadrez, no qual cada movimento deve ser estudado e calculado, pois um erro pode colocar tudo a perder. E, lembre-se: dentro do mundo corporativo derrotas podem ser bem dolorosas.

Nesse contexto é necessário apostar em uma boa estratégia de comunicação, que consiste em saber responder on time questões que valem a pena ser respondidas e compartilhadas e ignorar as que não são, mesmo que sejam fenômeno nas redes sociais. Afinal de contas, se preocupar mais em compartilhar do que na consequência do compartilhamento pode ser uma armadilha, principalmente entre os executivos que trabalham com a imagem e a reputação de empresas.

Entender o tom de voz que a companhia quer adotar, de que forma quer se comunicar, e com quem,  é determinante para definir quais serão as mensagens que poderão ser passadas para os clientes e colaboradores. E tudo isso deve ser planejado com antecedência, independentemente das modas que surgem no mundo digital. Com esse entendimento, fica claro qual onda a empresa pode surfar e quais ela deve evitar, o que minimizará possíveis problemas de comunicação no futuro.

A comunicação requer calma

Quando a  estratégia de comunicação conta com as ferramentas certas e uma boa base, fica muito mais simples saber o que vale comentar e o que deve ser ignorado nas redes sociais. A comunicação de uma empresa não pode ser feita por impulso. É importante ter equilíbrio e saber quando reagir e se é preciso responder de imediato a uma acusação ou reclamação.

Postagens de funcionários ou colaboradores em seus perfis particulares podem comprometer a imagem da empresa também. Incluir advertências e orientações dentro da estratégia de negócio pode ser o melhor caminho para evitar a ruína de uma marca e de um colaborador, que pode ser demitido por justa causa por uma postagem errada.

O mundo corporativo sofre do mesmo mal das pessoas físicas quando o assunto é compartilhamento na rede, portanto, determinar uma estratégia de comunicação eficaz pode determinar se uma empresa se tornará vencedora nessa guerra ou se acabará com uma bomba nas mãos.

 

Top 10: os erros de português mais comuns no mundo corporativo

Por Editorial aboutCOM

Profissionais ainda deslizam quando o assunto é o nosso idioma e correm o risco de manchar a imagem de uma empresa ou atrapalhar o andamento dos negócios

Comunicação corporativa vai além de posicionar a marca ou ter uma notícia emplacada na mídia: apesar de não ser vista assim pela maioria das empresas e líderes, ela está em tudo: nos trejeitos do executivo em uma entrevista ou em um e-mail interno que ele redige, pedindo que uma tarefa seja executada. Uma pesquisa feita pelo Project Management Institute Brasil (PMI) com 300 companhias nacionais e multinacionais mostrou que em 76% delas os projetos não dão certo porque os profissionais não sabem escrever nem falar bem.

Erros de português podem manchar a imagem de uma empresa e atrapalhar o andamento de parcerias por demonstrarem amadorismo e falta de preparo. Especializar-se em uma área ou ingressar em um curso de inglês ou espanhol são ações relevantes que ajudam na construção de um formador de opinião, mas, antes disso, é essencial dominar as regras do português e saber se expressar com clareza, sem precisar recorrer a jargões como “agregar valor ao negócio”, “sinergia” ou “proatividade” – termos batidos que, em vez de transmitir conhecimento, mostram que o executivo tem um repertório pobre.

Veja, a seguir, os dez erros mais comuns de português no mundo corporativo que vemos por aqui:

  1. A/há
    Erro: Atuo no setor de controladoria a 15 anos.
    Forma correta: Atuo no setor de controladoria há 15 anos.
  1. A longo prazo/ em longo prazo
    Erro: A longo prazo, serão necessárias mudanças.
    Forma correta: Em longo prazo, serão necessárias mudanças.
  1. A nível de/ em nível de
    Erro: A nível de reconhecimento de nossos clientes, atingimos nosso objetivo.
    Forma correta: Em relação ao reconhecimento de nossos clientes atingimos nosso objetivo.
  1. À partir de/ a partir de
    Erro: À partir de novembro, estarei de férias
    Forma correta: A partir de novembro, estarei de férias.
  1. A pouco/ há pouco
    Erro: O diretor chegará daqui há pouco.
    Forma correta: O diretor chegará daqui a pouco.
  1. Anexo/ anexa/ em anexo
    Erro: Segue anexo a carta de apresentação.
    Formas corretas: Segue anexa a carta de apresentação. Segue em anexo a carta de apresentação (sempre concordado com plural ou singular)
  1. Aonde/onde
    Erro: Não sei aonde fica a sala do diretor
    Forma correta: Não sei onde fica a sala do diretor
  1. Houveram/houve
    Erro: Houveram rumores sobre um anúncio de demissão em massa.
    Forma correta: Houve rumores sobre um anúncio de demissão em massa.
  1. Através/ por
    Erro: Fui avisada através de um e-mail de que a reunião está cancelada.
    Forma correta: Fui avisada por e-mail de que a reunião está cancelada.
  1. Seja/seje
    Erro: Tomara que eu seje a primeira pessoa a chegar o escritório.
    Forma correta: Tomara que eu seja a primeira pessoa a chegar o escritório.

Saiba mais:
Ninguém gosta de admitir que se comunica mal – mas precisa
No que apostar – e o que evitar – na hora de se comunicar

Imagem: divulgação

Quanto vale uma estratégia de comunicação?

por Flavia Sobral

Pense comigo. Você entra em uma lanchonete, não daquelas do tipo fast food, aquelas de bairro, gostosas que tem aquele x-tudo animal. Pede um lanche, um refrigerante, batata frita e aquele sundae de chocolate para arrematar. No fim, como sempre, pede a conta. Mas você resolve, mesmo sem conhecer a cozinha, sem saber a quantidade de funcionários, os gastos com aluguel, gás, eletricidade, impostos, e tudo mais que precisou ser pago para que você comesse o seu lanche quentinho e gostoso, que, desta vez, você vai pagar só a metade do preço. Posso apostar que quando o dono do restaurante souber da sua ideia, no mínimo, a polícia será chamada.

Pois bem. Por que você acha que pode fazer isso com a sua agência de comunicação? Por que acredita que pode pedir um escopo maior, mais foco, equipe mais sênior e pagar somente aquilo que você quer?

A precificação em comunicação é um dos principais motivos de perdas de clientes por aí. Aliás, muitas empresas escolhem suas agências pelo preço da proposta, e não pelos entregáveis. E o preço pode sim ser um diferencial – sempre digo que cada panela tem sua tampa, que cada empresa tem o fornecedor ideal (em termos de equipe, custos e necessidades). Mas vira e mexe ouço propostas indecorosas – quero pagar metade do que paguei da última vez e ampliar o escopo em três vezes. Ou mesmo – tenho X para gastar e isso para fazer, você consegue me atender?

É importante deixar claro: nós, donos ou administradores de agência de comunicação, não definimos uma precificação com base em sonhos e imaginação. Se estivéssemos sonhando com números, jogaríamos na Mega-Sena.

O preço de uma proposta de comunicação é construído com base na hora-homem que o seu trabalho vai demandar para alcançar os resultados que almeja. É feito com base na estrutura da agência, na qualificação dos profissionais que vão te atender, na complexidade do seu projeto. Tudo isso é precificado, contabilizado, para que você pague uma quantia justa pelo trabalho.

Pense nisso quando for procurar a sua próxima agência de comunicação. Pense se você gostaria que alguém chegasse na sua lanchonete e pagasse metade da conta, ou na sua empresa e oferecesse uma pequena parte do que vale o seu produto ou serviço. E não se engane, você ser quem é, ter os contatos que tem ou mesmo responder por uma marca conhecida, não vai fazer com que meus custos diminuam, ou que eu pague menos impostos – portanto, nada de jogar a carta do ‘prestígio’ por aqui.

Imagem: Pixabay

O que a mídia considera – e não considera – notícia

Já faz tempo que jornalistas não veem o lançamento de um produto por si só como algo interessante. É preciso uma nova abordagem

Você já pensou no que chama a sua atenção para ler uma matéria inteira? É isso que deve ser considerado quando se oferece uma notícia para uma publicação, seja revista, jornal ou site. Certamente, o leitor não vai querer dedicar alguns minutos de seu dia – já tão corrido e cheio de afazeres – para dar atenção a algo que está em todos os lugares ou, apenas, conhecer a versão 4 de um determinado produto.

É muito comum que as pessoas que cuidam da comunicação de uma empresa prestem mais atenção no que elas têm para dizer (e o que acham importante) do que naquilo que o outro gostaria de ouvir. Mas, na mídia atual, perceber o que o outro deseja é uma estratégia valiosa e pode resultar em uma publicação ou não na imprensa.

A mídia mudou. Com redações enxutas e dezenas de empresas em busca de divulgação, aparece quem fornecer informação diferenciada que fuja das chamadas óbvias de lançamento de produtos, da chegada de um executivo ao Brasil ou de uma pesquisa já divulgada em outros lugares. É preciso pensar no que está por trás, no conceito do produto lançado, na experiência profissional do executivo que visita o  País: o que ele pode contar que muda a realidade de uma empresa? Como essa ferramenta transforma os negócios? A pesquisa mostra uma tendência?

Os jornalistas recebem, hoje, muitos releases por dia e já não conseguem dar conta de tanta informação – se ela não for relevante, certamente passará batida.

Por exemplo, em vez de um título que foque na nova versão de um produto ou solução, uma abordagem mais assertiva traria um desafio corporativo para, depois, informar sobre uma solução que atende essa demanda.

Nesse sentido, manter um bom relacionamento com o jornalista é essencial – tanto por parte da fonte, quanto da assessoria de imprensa. Com uma relação de confiança, o jornalista dará mais atenção aos seus e-mails e, com certeza, vai procurá-lo quando precisar de uma entrevista ou ajuda em uma matéria.

Sem toda essa avaliação, não há notícia nem comunicação que se sustente.

Imagem: Pixabay

O storytelling morreu de velho, mas não é em todo lugar!

Recentemente fui convidada a dar uma aula especial sobre “Comunicação e Marketing na América Latina” na cadeira de Marketing Internacional, do curso de International Business da St. Francis College, em Nova Iorque. Ao preparar minha apresentação, fiquei com o maior receio do mundo de ser repetitiva, mas, como abordar o tema sem falar de storytelling, assunto tão em pauta e na moda por aqui? Contar histórias é a base da nossa comunicação e a arte é fundamental para tornar empresas e produtos mais interessantes.

Qual foi minha surpresa ao ver a expressão da turma quando comecei a contar sobre o apelo emocional das propagandas e estratégias de comunicação no Brasil e na América Latina! Por causa da minha carreira, tenho o costume de viajar para os Estados Unidos a trabalho há alguns anos e as propagandas na TV, nos metrôs e outdoors sempre me chamaram a atenção. São tantas regras, leis e exigências, que elas acabam ficando quadradas e com pouquíssimo enredo. Não à toa, os comerciais do Super Bowl são os mais esperados do ano – já que são diferentes dos demais ou ao menos, com mais história.

E a pergunta não tardou a vir: “ah, então todas as campanhas de vocês são como comerciais do Super Bowl?”.

Enquanto aqui no Brasil a abertura a novas ideias e a criatividade permitem ações incríveis de marcas nos lugares mais inusitados, a hesitação e a desconfiança dos americanos me fez admirar ainda mais aqueles que conseguem viralizar alguma ação por lá.

Ao ver uma campanha da Dove Baby, “mamãe, cheguei!”, aquela da cegonha entregando os presentes no Rio de Janeiro, a primeira pergunta que surgiu foi: “mas as pessoas pegaram o que a cegonhas traziam assim, tão fácil, sem saber o que era?”. Sim! Nós somos o povo que curte os brindes das campanhas, que compartilha o que gosta e que chora em comerciais e campanhas na internet

Enquanto eles compram seguro, pizza e contratam advogados pela TV, eu prefiro ficar aqui aguardando a próxima supercampanha do horário mais caro da nossa televisão!

Fico com o nosso bom e velho, mas tão na moda, storytelling!

Imagem: Pixabay

Ninguém gosta de admitir que se comunica mal – mas precisa

Do estagiário ao CEO, o entendimento sobre os princípios básicos da comunicação deve permear toda a organização

O tempo da voz única acabou. No passado, as marcas podiam comunicar sua mensagem, de forma quase monolítica, na figura do porta-voz. Hoje, as companhias estão mais próximas de seus consumidores e parceiros comerciais – elas ouvem, se expressam e se expõem, diretamente, por meio de diversos canais, por exemplo, pelas redes sociais.

E, muitas vezes, quem aperta o botão ‘publicar’ no Facebook são aqueles que nasceram com a tecnologia: jovens estudantes ou recém-saídos da universidade. Uma geração acostumada a absorver pílulas de informação e que nem sempre entende, ao entrar no ambiente corporativo, que se expressar (bem) é difícil. Requer o domínio do uso correto do idioma, leitura frequente, coerência na construção de uma linha de pensamento, adaptação do discurso de acordo com o público, consciência corporal, entre outras habilidades.

Mas, que a justiça seja feita: não são apenas as novas gerações que trombam com os princípios básicos da comunicação. Pelo contrário, há algo que elas compartilham com executivos de vendas e até com CEOs da velha guarda: não é fácil para ninguém, independentemente do nível hierárquico, admitir que tem problemas para transmitir sua mensagem. Em bom português, educar fala, escrita e gesto é chato e fere o orgulho. Porém, é um processo necessário.

É aí que entra a assessoria de comunicação. Muitas pessoas pensam, que as agências só ‘servem’ para fazer relacionamento com a imprensa. Esse serviço é oferecido, sim, mas trata-se apenas de um dos canais de distribuição de mensagens. Por isso, se a agência observa que o cliente, seja por qualquer interface, está escrevendo ou falando de forma inadequada, tem o papel de orientá-lo para que a mensagem alcance os destinos desejados, sem ruídos. Esse treinamento sempre envolve o cuidado de perguntar: qual é a mensagem? Ela está chegando no remetente da forma desejada? O canal escolhido é o ideal? Qual linguagem devemos usar?

Uma companhia com colaboradores que se fazem essas perguntas e conhecem as diretrizes para respondê-las caminha em direção à comunicação ideal de seus produtos e valores. Mais ainda se, além de atualizados tecnologicamente, estiverem na ‘velha guarda’ da escrita, com o cuidado de usar palavras inteiras – ao invés de siglas – e um português correto. A voz não precisa ser única – os consumidores nem esperam isso mais -, mas precisa ser clara, correta e coesa.

Imagem: Pixabay

Bem-vindo ao aboutCOM Blog!

Aqui, você vai encontrar um pouco mais sobre a visão aboutCOM e de sua fundadora, Flavia Sobral Faccioni. Nós acreditamos que a comunicação é a base de qualquer negócio – é a ferramenta essencial para que a troca de informações com o mercado, funcionários, clientes, fornecedores e demais públicos da empresa seja efetiva.

Somos completamente apaixonados por comunicação e, por isso, ela está em todas as nossas situações de vida, no trabalho, no lazer, nas famílias.

Nesse contexto, convidamos você a conhecer um pouco mais sobre a aboutCOM, nossa equipe, mas, principalmente, nossa visão sobre comunicação e deixamos este espaço aberto para enriquecermos ainda mais nosso diálogo com todos que permeiam nosso trabalho!

Vem com a gente?

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