Saiba identificar bons resultados de imprensa

Entenda os principais aspectos para uma mensuração efetiva dos resultados trazidos por sua assessoria de imprensa

Por Natália Diogo

Lembro muito do meu primeiro estágio em uma assessoria de imprensa. No momento de fazer os relatórios mensais, coletávamos as reportagens nos jornais e revistas, pegávamos uma régua, e medíamos o tamanho de suas colunas. Em seguida, com o mídia kit daquele veículo em mãos, verificávamos a quanto dinheiro equivalia, em termos publicitários, o espaço conquistado com uma reportagem por meio das estratégias de relações públicas. Era a famosa centimetragem. Foi-se o tempo em que esse tipo de mensuração de resultados era a principal maneira de estabelecer se a assessoria de imprensa estava sendo realizada de maneira efetiva.

Atualmente, há formas muito mais eficientes de se comprovar que o investimento em comunicação empresarial valeu a pena. A questão não é apenas focar na quantidade de resultados ou o retorno puramente financeiro daquele espaço conseguido de forma orgânica, mas sim, de saber a qualidade do resultado. Apesar de ser algo complexo, a mensuração de resultados só pode ser feita com a utilização de uma estratégia de relações públicas apoiada em conteúdos cuidadosamente pensados para trazer o melhor retorno da imprensa nos veículos adequados. Continuar lendo

O que as mudanças no mercado de jornalismo têm para nos dizer sobre o futuro da comunicação?

Editorial aboutCOM

Notícias recentes sobre o futuro de uma das maiores editoras do Brasil, a Editora Abril, geraram uma nova onda de preocupações com relação ao mercado de jornalismo no País. As grandes mudanças servem para refletirmos sobre o que vem depois delas: o que está acontecendo? O que vai ser do jornalismo? O que são novas mídias? Para onde está indo a relação das pessoas com a informação? O que será da comunicação corporativa nesse novo cenário?

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Como a inteligência artificial e a tecnologia estão mudando o mercado de jornalismo e comunicação

Editorial aboutCOM

O curta-metragem The Last Ice Merchant, mostra como a exploração de gelo nas montanhas faz parte da cultura popular do Equador e é um ofício passado de geração a geração, que está com os dias contados. Pode parecer uma visão apocalíptica, mas fazendo um  paralelo com a realidade do mercado de comunicação, vemos o quanto a área evoluiu até os dias de hoje e, com a entrada de tecnologias como IA e Big Data nesse universo, quantos paradigmas mais estão mudando e devem seguir se modernizando. Imaginando, então, um dia olhar para trás, observando um ‘comerciante de gelo’ (do mercado de comunicação),  te convidamos a refletir sobre o quanto o setor se desenvolveu e agora é dominado pela presença de dados para a tomada de decisão. Entenda como a tecnologia está conversando com o campo da comunicação, que sempre foi mais intuitivo e menos racional, e qual a opinião de especialistas sobre de como unir o melhor de cada um.

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Qual imagem sua empresa está deixando na internet?

Editorial aboutCOM

Você já digitou o nome da sua empresa no Google hoje? Caso não, faça isso antes mesmo de seguir lendo esse post e veja se o conteúdo que encontra lhe satisfaz. Esteja ele nos seus próprios canais, nas redes sociais ou nas notícias que saem na imprensa. Feito isso (e, principalmente, se você não ficou feliz com o que viu), reflita sobre a imagem que sua companhia anda deixando na internet. A primeira coisa que você precisa saber é que o que você viu é diferente do resultado de buscas que outras pessoas terão em seus computadores. Isso torna a situação ainda mais complexa e delicada (dependendo das histórias que andam sendo compartilhadas sobre seu negócio).

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Entenda por que o B2B precisa de uma estratégia de comunicação tão humana quanto o B2C

Editorial aboutCOM

A expressão Human to Human (ou H2H) têm se popularizado no Brasil com o objetivo de (re)lembrar o mercado de que quem toma decisões de compra, consumo e negócios são pessoas, mesmo que representando uma instituição – seja ela B2C ou B2B. O que isso significa? Que o acontece hoje é que boa parte da população não se vê identificada por campanhas ou comunicações com as quais são impactadas e isso interfere na sua decisão de compra, uma vez que a mensagem ou o formato que chega até elas não condiz com seus valores ou visão de mundo. Em outras palavras: não dialoga com o seu jeito de ser.

Voltando no tempo, em 1920, Edward Bernays, sobrinho de Freud e pai das relações públicas nos Estados Unidos, tornou-se o mestre da empatia no ambiente corporativo ao entender que a maneira mais eficaz de aproximar um potencial público de uma marca é investigar a fundo suas emoções e desejos. Suas campanhas eram sempre baseadas em harmonizar o propósito de marcas com vontades expressas (ou ainda não) de seus stakeholders por meio de um mergulho em seus modos de ser e agir. Por esse fator histórico, já é possível perceber que o humano sempre foi a matéria-prima de toda estratégia de comunicação e relacionamento.

A segmentação de públicos, targets, mercado e toda a tecnologia envolvida nesse processo é muito importante para as estratégias, mas a proximidade e o conhecimento do comportamento das pessoas e da experiência que buscam precisam ser considerados com o mesmo peso dos dados no momento da definição de campanhas de marketing, comunicação e vendas. A partir desse contexto, desenvolver boas narrativas nunca foi tão importante para gerar valor em uma conversa.

Como uma empresa de tecnologia pode gerar valor e conexão?

O episódio Hang the DJ, da série Black Mirror, mostra os protagonistas com um app que promete calcular, com antecedência, as chances de afinidade e atração por uma pessoa, diminuindo o risco da rejeição. A tecnologia aqui parece como uma aliada para combater um dos maiores medos do ser humano, mas, olhando por outro lado, nesse formato impossibilita as pessoas de experienciar a própria vida, que é o que acontece com os personagens e causa sua revolta. Nesse contexto, a tecnologia diminui consideravelmente o desenvolvimento da sensibilidade humana para a criação de relações e o livre arbítrio de se construir seu próprio caminho e o torna refém de probabilidades.

Em 2017, ganhamos um bom exemplo de como a tecnologia pode influenciar o dia a dia das pessoas. Por meio de inteligência artificial, a gigante da tecnologia IBM resolveu mostrar ao público em geral o potencial de uma de suas soluções ao criar o projeto “A Voz da Arte” e utilizar o Watson para interagir com os visitantes conversando, sobre as obras expostas na Pinacoteca de São Paulo. O sistema cognitivo da IBM foi alimentado com informações sobre autores, curiosidades, histórias, entre outras, para que o público pudesse questioná-lo sobre quadros e esculturas presentes no local, tornando a visita mais interessante e acessível para todos.

Repare como essa ação da IBM conciliou seu propósito com o interesse das pessoas. Tornou seu negócio mais tangível para milhares de visitantes que estiveram ali e que esse ativo responde às estratégias de comunicação, marketing e negócios porque traduz seu modo de pensar e agir de forma acessível para todos. Diretamente, aproxima mais gente do seu negócio e, para o mercado B2B, ganha mais visibilidade e conexão com seu decisor de compra, que vê em projetos como esse seus valores pessoais representados. Seu jeito de enxergar o mundo, indo além de dados, conectando com seus interesses como ser humano.

Outro case interessante é o da Orange Business Services, que possui uma plataforma de comunicação integrada para navios. Ela conecta frotas no mar aos escritórios em solo. Além de todo o apoio dado ao negócio, como aumento da eficiência da frota e redução de custos, melhora a experiência das equipes embarcadas, pois possibilita que tenham banda larga e consigam manter a comunicação com seus familiares e amigos, mesmo passando dias (para alguns, meses) no mar. Num mundo em que não existe mais comunicação interna ou externa e colaboradores são o espelho da sua marca para o mercado (como está a avaliação da sua empresa na Love Mondays?), se preocupar com as relações que constrói com ele, significa entender suas necessidades também quando está sem o crachá.

Lawrence Chung Koo, Professor Doutor e Pesquisador em Inteligência Artificial na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, disse uma vez que “toda robótica é baseada no que o homem fazia”, mas se tem uma coisa que talvez ela não consiga fazer é construir essa tal relação H2H da qual tanto se fala hoje.

O ônus da ‘comunicação interrompida’ (ou…quando santo de casa não faz milagre)

por Flavia Sobral

Parece que foi ontem que disparamos a última newsletter da aboutCOM… mas, infelizmente, não foi. Nós, que vivemos dizendo para os nossos clientes que é importante manter um contato constante com seus públicos, por meio de ações de comunicação recorrentes, paramos agora para fazer um ‘mea culpa’. Nós sumimos.

A bem da verdade, tenho em nossa defesa que dizer que, para quem acompanha nossas redes sociais, nós não estamos lá tão sumidos. Mas, nossa newsletter mensal, que trazia os últimos conteúdos desse blog para vocês, essa deixou de chegar às suas caixas de entrada. Exatamente por isso, esse mês vocês viram por aqui um texto especial sobre projetos de comunicação recorrentes – ou porque os pontuais são menos efetivos e mais custosos.

Mas, como disse lá em cima, ainda que nossa newsletter não tenha saído, ficamos bem ocupados. Foram meses de novos projetos dentro de clientes que já são da casa – vamos contá-los para vocês nos próximos posts  – ou mesmo cruciais para os eventos que atendemos.

Também aproveitamos esse ‘tempo off’ para repensar os conteúdos que vocês encontram aqui. Agora, além de ouvir nossos clientes, nas entrevistas ping-pong, e conhecer um pouco mais as ferramentas de comunicação, vamos apresentar a vocês nossos casos de sucesso e também aprofundar as discussões em temas que tem sido discutidos tanto no mercado de comunicação (causas, H2H, Inbound, Conteúdo) como no de tecnologia (Big Data, Analytics, Inteligência Artificial) e como eles se cruzam, claro.

Enfim, we’re back! E esperamos seguir contando não só com a sua leitura, mas com sua participação nas discussões que vamos levantar por aqui.

Fabiano Chagas, da ZTE:comunicação requer dedicação e paciência

Formado em engenharia, o gerente de produtos aceitou o desafio de trabalhar junto a uma assessoria de imprensa

Uma estratégia de comunicação eficaz exige um bom planejamento e relacionamento entre a assessoria e a empresa. Fabiano Chagas, gerente de produto da ZTE, sabe bem disso. O engenheiro, que trabalha na área de vendas da empresa desde 2016, teve seu primeiro contato com a comunicação há pouco tempo, quando aceitou o desafio de liderar um projeto junto à aboutCOM. Em entrevista ao blog, o executivo conta como sua visão sobre comunicação evoluiu durante o processo.

Veja, a seguir, mais detalhes da entrevista:

Como alguém que não tinha histórico com a área acabou por liderar um projeto de comunicação?

Fabiano Chagas: Trabalho na ZTE desde 2016, na área vendas. A minha diretora, que lidera além das vendas, a parte de marketing, estava prestes a sair de licença maternidade e me convidou para tocar com ela o projeto de comunicação da empresa. Depois de alguns meses trabalhando juntos, ela me ofereceu a oportunidade de continuar o processo nesse período em que ela estivesse fora. Eu aceitei o desafio e desde então aprendi muito com ele.

Qual era a sua visão sobre marketing, comunicação e assessoria de imprensa antes do trabalho com a aboutCOM?

Fabiano Chagas: Sou engenheiro e sempre trabalhei na área de vendas e pré-vendas, nunca com marketing e comunicação. Mas, desde o começo da minha carreira, ouvi falar em marketing pessoal. Então, minha visão sempre foi muito voltada a isso, sobre a forma como uma pessoa se posiciona – falando e escrevendo corretamente. De forma geral, esse era o meu entendimento sobre o assunto.

Como está a sua visão agora?

Fabiano Chagas: Estou aprendendo diariamente sobre esse novo mundo. Acredito que o marketing e o trabalho com uma assessoria de imprensa é muito mais do que eu imaginava, se trata de uma estratégia de comunicação. Ao trabalhar com um release ou uma pauta, por exemplo, além de escrevê-la bem e fazer um bom conteúdo, é fundamental enviá-la para os lugares corretos e no momento certo, ou ela perde o impacto. Para atingir o objetivo da empresa, é essencial se comunicar bem e ter um planejamento por trás disso.

Durante este processo, quais foram as principais dificuldade encontradas? Como você as superou?

Fabiano Chagas: Tive dificuldades para entender como é a dinâmica dos processos. Percebi que em muitos momentos tive ansiedade para ver tudo pronto, e isso teve que ser trabalhado. No início, os releases não saiam em portais muito conhecidos. Mas aprendi que isso requer paciência e dedicação. Depois de sair nesses portais, eles acabavam sendo replicados nos principais veículos da nossa área. Para superar os desafios, me apoiei no conhecimento dos profissionais da aboutCOM, absorvendo cada conversa com eles. Além disso, busquei textos e leituras da área de comunicação para saber mais sobre o assunto. Hoje, já consigo ter mais jogo de cintura e entender algumas coisas sozinho.

Como manter um bom relacionamento entre a agência e empresa?

Fabiano Chagas: O bom relacionamento é essencial para o andamento do projeto. Quando se trata de comunicação, não existe receita pronta. Cada empresa é de um jeito. A ZTE, por exemplo, é uma empresa chinesa, e tem peculiaridades diferentes de uma sueca ou americana. Para manter um bom relacionamento, a agência precisa entender muito bem o que a empresa quer para mostrar o caminho certo. Por outro lado, eu preciso ser claro sobre o nosso objetivo e extrair o máximo dos resultados; para, então, conseguir passar para os outros funcionários as metas traçadas e como estamos trabalhando nelas.

Imagem: Depositphotos

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