Qual imagem sua empresa está deixando na internet?

Editorial aboutCOM

Você já digitou o nome da sua empresa no Google hoje? Caso não, faça isso antes mesmo de seguir lendo esse post e veja se o conteúdo que encontra lhe satisfaz. Esteja ele nos seus próprios canais, nas redes sociais ou nas notícias que saem na imprensa. Feito isso (e, principalmente, se você não ficou feliz com o que viu), reflita sobre a imagem que sua companhia anda deixando na internet. A primeira coisa que você precisa saber é que o que você viu é diferente do resultado de buscas que outras pessoas terão em seus computadores. Isso torna a situação ainda mais complexa e delicada (dependendo das histórias que andam sendo compartilhadas sobre seu negócio).

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Entenda por que o B2B precisa de uma estratégia de comunicação tão humana quanto o B2C

Editorial aboutCOM

A expressão Human to Human (ou H2H) têm se popularizado no Brasil com o objetivo de (re)lembrar o mercado de que quem toma decisões de compra, consumo e negócios são pessoas, mesmo que representando uma instituição – seja ela B2C ou B2B. O que isso significa? Que o acontece hoje é que boa parte da população não se vê identificada por campanhas ou comunicações com as quais são impactadas e isso interfere na sua decisão de compra, uma vez que a mensagem ou o formato que chega até elas não condiz com seus valores ou visão de mundo. Em outras palavras: não dialoga com o seu jeito de ser.

Voltando no tempo, em 1920, Edward Bernays, sobrinho de Freud e pai das relações públicas nos Estados Unidos, tornou-se o mestre da empatia no ambiente corporativo ao entender que a maneira mais eficaz de aproximar um potencial público de uma marca é investigar a fundo suas emoções e desejos. Suas campanhas eram sempre baseadas em harmonizar o propósito de marcas com vontades expressas (ou ainda não) de seus stakeholders por meio de um mergulho em seus modos de ser e agir. Por esse fator histórico, já é possível perceber que o humano sempre foi a matéria-prima de toda estratégia de comunicação e relacionamento.

A segmentação de públicos, targets, mercado e toda a tecnologia envolvida nesse processo é muito importante para as estratégias, mas a proximidade e o conhecimento do comportamento das pessoas e da experiência que buscam precisam ser considerados com o mesmo peso dos dados no momento da definição de campanhas de marketing, comunicação e vendas. A partir desse contexto, desenvolver boas narrativas nunca foi tão importante para gerar valor em uma conversa.

Como uma empresa de tecnologia pode gerar valor e conexão?

O episódio Hang the DJ, da série Black Mirror, mostra os protagonistas com um app que promete calcular, com antecedência, as chances de afinidade e atração por uma pessoa, diminuindo o risco da rejeição. A tecnologia aqui parece como uma aliada para combater um dos maiores medos do ser humano, mas, olhando por outro lado, nesse formato impossibilita as pessoas de experienciar a própria vida, que é o que acontece com os personagens e causa sua revolta. Nesse contexto, a tecnologia diminui consideravelmente o desenvolvimento da sensibilidade humana para a criação de relações e o livre arbítrio de se construir seu próprio caminho e o torna refém de probabilidades.

Em 2017, ganhamos um bom exemplo de como a tecnologia pode influenciar o dia a dia das pessoas. Por meio de inteligência artificial, a gigante da tecnologia IBM resolveu mostrar ao público em geral o potencial de uma de suas soluções ao criar o projeto “A Voz da Arte” e utilizar o Watson para interagir com os visitantes conversando, sobre as obras expostas na Pinacoteca de São Paulo. O sistema cognitivo da IBM foi alimentado com informações sobre autores, curiosidades, histórias, entre outras, para que o público pudesse questioná-lo sobre quadros e esculturas presentes no local, tornando a visita mais interessante e acessível para todos.

Repare como essa ação da IBM conciliou seu propósito com o interesse das pessoas. Tornou seu negócio mais tangível para milhares de visitantes que estiveram ali e que esse ativo responde às estratégias de comunicação, marketing e negócios porque traduz seu modo de pensar e agir de forma acessível para todos. Diretamente, aproxima mais gente do seu negócio e, para o mercado B2B, ganha mais visibilidade e conexão com seu decisor de compra, que vê em projetos como esse seus valores pessoais representados. Seu jeito de enxergar o mundo, indo além de dados, conectando com seus interesses como ser humano.

Outro case interessante é o da Orange Business Services, que possui uma plataforma de comunicação integrada para navios. Ela conecta frotas no mar aos escritórios em solo. Além de todo o apoio dado ao negócio, como aumento da eficiência da frota e redução de custos, melhora a experiência das equipes embarcadas, pois possibilita que tenham banda larga e consigam manter a comunicação com seus familiares e amigos, mesmo passando dias (para alguns, meses) no mar. Num mundo em que não existe mais comunicação interna ou externa e colaboradores são o espelho da sua marca para o mercado (como está a avaliação da sua empresa na Love Mondays?), se preocupar com as relações que constrói com ele, significa entender suas necessidades também quando está sem o crachá.

Lawrence Chung Koo, Professor Doutor e Pesquisador em Inteligência Artificial na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, disse uma vez que “toda robótica é baseada no que o homem fazia”, mas se tem uma coisa que talvez ela não consiga fazer é construir essa tal relação H2H da qual tanto se fala hoje.

Como lidar com clientes que falam demais durante uma entrevista para a imprensa

Para ter equilíbrio, é fundamental que assessores e executivos trabalhem juntos; preparar o briefing e treinar o discurso são essenciais para uma boa conversa

por Editorial aboutCOM

Criada para unir empresas à mídia, a função da assessoria inclui papéis básicos: conhecer o seu cliente, montar uma estratégia eficaz de comunicação, envolver os veículos certos nas ações` e promover entrevistas e encontros interessantes para os dois lados. Para isso, precisa preparar o seu cliente. Isso inclui dar dicas sobre como se comportar diante da imprensa, preparar os briefings de entrevistas e  destacar os pontos que devem ser abordados em cada uma delas.

Na prática, dificuldades aparecem. Mesmo oferecendo um media training completo, os assessores ficam passíveis de executivos que falam demais durante a entrevista. Sejam aqueles que se estendem no assunto, se perdem no conteúdo e acabam saturando os jornalistas – conhecidos pela mídia como maus porta-vozes – sejam aqueles que se empolgam com novos contratos da empresa e acabam revelando dados e informações confidenciais – que seriam as ótimas fontes para jornalistas, mas péssimas para a própria empresa. O resultado, muitas vezes, são entrevistas não publicadas ou uma quebra da estratégia de comunicação – já que ficamos “refém” da publicação ou da informação vazada.

O equilíbrio, portanto, funciona como uma via de mão dupla. Os assessores, por um lado, dão feedbacks e dicas básicas como, por exemplo, usar frases curtas, claras e que respondam à pergunta principal feita pelo jornalista. Além disso enviam, com antecedência, tudo o que o cliente precisa saber: dados do jornalista, do veículo para qual escreve, assunto principal da entrevista e como se posicionar para ser um bom porta-voz. Por outro lado, é fundamental que o executivo estude o material que recebe. Isso inclui ler o briefing, praticar o discurso com antecedência, ser o mais direto possível e treinar o jogo de cintura, caso não possa responder a alguma pergunta.

Mas, nem sempre isso acontece. Se não for possível reverter o que foi falado, a entrevista pode prejudicar toda a estratégia de comunicação. Com dados e informações confidenciais publicadas, a empresa toda é prejudicada e perde a chance de ganhar a visibilidade esperada – já que o foco passa a ser outro.

São nessas situações que um bom relacionamento entre assessores e jornalistas pode fazer a diferença. Com uma boa conversa, é possível entrar em acordo e minimizar os danos. Além disso,  é fundamental que o assessor esteja atento durante a entrevista – interferindo se for necessário ou dando toques ao cliente, direcionando a conversa para o que realmente importa (nessas horas, ferramentas como o Whatsapp ou mensagens no Skype ajudam). Em um mundo onde o tempo está cada vez mais valioso, é preciso aproveitar cada segundo.

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