O tal H2H no universo B2B

por Flavia Sobral (publicado originalmente no AdNews)

A H2H ou Human to Human é a nova expressão da vez do universo da comunicação. Prova disso, é que vemos cada vez mais empresas dando mais foco em divulgar suas causas, do que efetivamente, sua marca. Um exemplo disso é o movimento que vimos em Junho, mês da diversidade sexual, e a enxurrada de novos produtos no mercado, e anúncios, coloridos. Uma pesquisa feita pela Hornet/Nielsen, mostrou que as propagandas feitas para o público LGBT+ são até mais efetivas que as demais, já que as pessoas passam a ver aquela determinada marca como ‘inclusiva’.

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Lyda Durango, da TecnoMultimídia InfoComm: escolher canais certos é ideal para comunicação assertiva

Gerente de marketing e comunicação da empresa, Lyda fala sobre o que os países da América Latina podem aprender uns com os outros  

por Editorial abouCOM

Uma boa estratégia de comunicação é essencial para posicionar uma marca e mantê-la próxima de seu público. Lyda Durango, gerente de marketing e relações de mídia do TecnoMultimídia InfoComm – um dos principais eventos voltados ao mercado de audiovisual profissional do mundo – sabe bem disso. A feira, realizada anualmente no Brasil, Colômbia, Panamá e México, teve sua quarta edição brasileira realizada no fim de maio. Em entrevista ao blog da aboutCOM, Lyda fala sobre como realizar uma estratégia de comunicação eficiente – que envolve entender o público e escolher os canais certos – e o que os países da América Latina podem aprender uns com os outros.

Veja, a seguir, mais detalhes da entrevista:

Quais são as lições que a estratégia de comunicação adotada no Brasil leva ao resto da América Latina?

Lyda Durango – O Brasil é um mercado muito especial e desafiador para nós, já que se trata de um “outro mundo” quando falamos sobre comunicação na América Latina. E isso não está relacionado à linguagem. Tem a ver com a forma com que os brasileiros lidam e gerenciam as situações políticas, econômicas e sociais do país. Nossas últimas edições – desde que entrei na empresa, há um ano e meio -, coincidiram com crises políticas no Brasil (em 2016, com Dilma Rousseff; e em 2017, com Michel Temer), e foi muito difícil  chamar a atenção da mídia geral antes do evento – já que o público estava voltado para essas questões. Nosso evento é novo no mercado (apenas quatro edições), e tivemos que entender essas questões e aprender com isso. Nossa tática foi mostrar o crescimento positivo de nossa indústria no exterior e no Brasil, transmitindo a mensagem às pessoas de que o otimismo estava no ar, e que a tecnologia e inovação vieram para melhorar a vida das pessoas.

O que o Brasil pode aprender dos outros países da América Latina, do mesmo ponto de vista?

Lyda Durango – Trabalhamos com vários países da América Latina e notamos diferenças entre eles. Mas no final, há uma lição que não só o Brasil, mas todos nós podemos aprender: para adotar uma estratégia de comunicação eficiente, produzir um conteúdo de qualidade e personalizado para um mercado especializado é preciso, antes de tudo, conhecer bem o local, o público e os canais certos para se comunicar. Cada país tem as suas preferências e individualidades. Por exemplo: entre o Brasil e Colômbia, o mercado principal é diferente. No Brasil, o mercado de comunicação corporativa é o mais importante para o evento; já na Colômbia, é a indústria de entretenimento. Isso faz uma grande diferença no momento de construir uma estratégia de comunicação.

Como formatar uma estratégia de comunicação para que o público (participantes e jornadas) não esqueça a marca após a feira TecnoMultimídia InfoComm?

Lyda Durango – Para que o público tenha sempre em mente a marca, é essencial continuar recordando nosso evento durante todo o ano, com conteúdos especializados e exercendo nossa influência e liderança na comunicação.

Você está avaliando a possibilidade de manter uma comunicação recorrente com o público brasileiro por meio de redes sociais ao longo do ano para não perder o toque local? Por que isso é importante?

Lyda Durango – Claro! Esse é um trabalho contínuo. Vamos continuar transmitindo nossa mensagem mesmo após o fim do evento (e considerando que não estamos nem perto da nossa próxima edição). É importante nos posicionar como líderes da indústria – para acompanhar o crescimento e sucesso do evento –  e as mídias sociais possuem um bom custo – benefício.

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Jornalistas e assessores de imprensa: acompanhar entrevistas ou não?

por Editorial aboutCOM

As atribuições de trabalho são muito bem definidas, mas há limites de atuação

Recentemente, o mercado de comunicação foi palco de uma acalorada discussão entre jornalistas e assessores de imprensa sobre quais atribuições competem a cada função. De um lado, alguns repórteres eram contrários a ter representantes da agência de comunicação acompanhando entrevistas; a outra parte se defendia, afirmando que esse era seu papel.

Apesar de ter havido uma inequívoca evolução na relação jornalista-assessor de imprensa –  situação comprovada exatamente pela existência desses grupos de discussão no Facebook e em outras redes sociais – ainda há uma linha tênue que separa o que é, ou não, invasivo nessa relação.

A assessoria de imprensa nasceu para unir empresas e marcas à mídia. Assessorar significa ajudar, facilitar o trânsito de informações e a comunicação entre esses dois pólos. Sob o ponto de vista estratégico, é imprescindível que o assessor conheça profundamente seu cliente e entenda como uma estratégia de comunicação pode facilitar seus objetivos de negócio. A segunda etapa passa pela necessidade de entender, também com riqueza de detalhes, o perfil dos veículos de comunicação, para que sejam sugeridos releases, entrevistas e encontros somente a redações que tenham interesse no assunto do cliente. A falta de atenção a esse ponto é um dos motivadores do ranço entre os dois lados do balcão: jornalistas se cansam de receber sugestões que nada têm a ver com o que cobrem ou são abordados em momentos cruciais e extremamente atarefados do seu dia, e assessores de imprensa se sentem menosprezados pela postura como são tratados pelos colegas.

No campo operacional, cabe ao assessor de imprensa fazer media training com os porta-vozes de seus clientes; pautas, entrevistas e encontros; agir de forma receptiva, respondendo a dúvidas e solicitações dos jornalistas, fazer follow-up em casos que fizerem sentido, não de forma mecânica; checar as publicações relacionadas a seus clientes e a concorrentes, por exemplo. E, por mais que haja uma visão contrária sobre isso, deve acompanhar as entrevistas de seus clientes, sejam elas presenciais ou não. Isso não significa interferir na conversa, fazer perguntas ou cercear a atuação do jornalista, mas se certificar de que as informações passadas pelo executivo estão corretas. O assessor de imprensa é o guardião da comunicação. Nesse momento, ele está lá pelo seu cliente, para garantir que o porta-voz atenda às políticas de comunicação, e não para verificar ou gerir o entrevistador. O papel dele aqui também é importante para garantir que informações que ficam pendentes sejam enviadas ao jornalista após a conversa. São posturas bem diferentes.

Se a ação comprometer, de alguma forma, a entrevista – como é o caso de problemas com sistema de conference call – o assessor deve entender como proceder: o tema permite que o porta-voz esteja sozinho? Se sim, que a conversa siga sem interrupção. Se não, é preciso encontrar uma alternativa que não comprometa o bom funcionamento da transferência de informação.

No final das contas, jornalista precisa do assessor e o assessor precisa do jornalista. Se o trabalho continuará conjunto, que seja em paz.

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Imagem: Depositphotos