3 razões para que empresas de tecnologia B2B invistam em posicionamento executivo

No mundo da tecnologia, em que os executivos seniores estão sempre muito ocupados, sua função como porta-voz para o mercado, importante para seu networking e desenvolvimento, acaba negligenciada com frequência. O posicionamento executivo, ou o CEO Positioning, como também é reconhecida a atividade, é deve ser parte integrante do plano de mídia e relações públicas estratégicas de empresas que desejam ter seu lugar diante da avalanche de informação que este mercado produz.

Continuar lendo

O que a interface em comunicação para tecnologia precisa saber sobre a mídia especializada

Editorial aboutCOM

A mídia especializada de tecnologia não é uma opção para fugir do enxugamento das redações na grande imprensa ou da agenda concorrida que a política e a economia causam no País. Sua função é falar diretamente com o público-alvo das empresas em um espaço de qualidade e direcionado para ele.

Continuar lendo

Afinal, vou perder ou não meu emprego de RP para uma máquina?

Por Maria Eugênia Lucci

Uma das maiores vantagens de ser jornalista e trabalhar com assessoria de imprensa na área de tecnologia é poder acompanhar a evolução e as discussões sobre esse universo tão vasto e que está se expandindo como nunca antes. É particularmente prazeroso poder dedicar alguns momentos do meu dia para ler notícias e artigos sobre IoT, Big Data, Blockchain, Transformação Digital, Cidades Inteligentes, entre outros assuntos que, pouco a pouco, passam a fazer parte da nossa vida. Há um deles que tenho acompanhado com mais atenção, por se tratar de uma tecnologia que pode transformar para sempre a forma como trabalhamos: a Inteligência Artificial.

Continuar lendo

Como a inteligência artificial e a tecnologia estão mudando o mercado de jornalismo e comunicação

Editorial aboutCOM

O curta-metragem The Last Ice Merchant, mostra como a exploração de gelo nas montanhas faz parte da cultura popular do Equador e é um ofício passado de geração a geração, que está com os dias contados. Pode parecer uma visão apocalíptica, mas fazendo um  paralelo com a realidade do mercado de comunicação, vemos o quanto a área evoluiu até os dias de hoje e, com a entrada de tecnologias como IA e Big Data nesse universo, quantos paradigmas mais estão mudando e devem seguir se modernizando. Imaginando, então, um dia olhar para trás, observando um ‘comerciante de gelo’ (do mercado de comunicação),  te convidamos a refletir sobre o quanto o setor se desenvolveu e agora é dominado pela presença de dados para a tomada de decisão. Entenda como a tecnologia está conversando com o campo da comunicação, que sempre foi mais intuitivo e menos racional, e qual a opinião de especialistas sobre de como unir o melhor de cada um.

Continuar lendo

Qual imagem sua empresa está deixando na internet?

Editorial aboutCOM

Você já digitou o nome da sua empresa no Google hoje? Caso não, faça isso antes mesmo de seguir lendo esse post e veja se o conteúdo que encontra lhe satisfaz. Esteja ele nos seus próprios canais, nas redes sociais ou nas notícias que saem na imprensa. Feito isso (e, principalmente, se você não ficou feliz com o que viu), reflita sobre a imagem que sua companhia anda deixando na internet. A primeira coisa que você precisa saber é que o que você viu é diferente do resultado de buscas que outras pessoas terão em seus computadores. Isso torna a situação ainda mais complexa e delicada (dependendo das histórias que andam sendo compartilhadas sobre seu negócio).

Continuar lendo

Entenda por que o B2B precisa de uma estratégia de comunicação tão humana quanto o B2C

Editorial aboutCOM

A expressão Human to Human (ou H2H) têm se popularizado no Brasil com o objetivo de (re)lembrar o mercado de que quem toma decisões de compra, consumo e negócios são pessoas, mesmo que representando uma instituição – seja ela B2C ou B2B. O que isso significa? Que o acontece hoje é que boa parte da população não se vê identificada por campanhas ou comunicações com as quais são impactadas e isso interfere na sua decisão de compra, uma vez que a mensagem ou o formato que chega até elas não condiz com seus valores ou visão de mundo. Em outras palavras: não dialoga com o seu jeito de ser.

Voltando no tempo, em 1920, Edward Bernays, sobrinho de Freud e pai das relações públicas nos Estados Unidos, tornou-se o mestre da empatia no ambiente corporativo ao entender que a maneira mais eficaz de aproximar um potencial público de uma marca é investigar a fundo suas emoções e desejos. Suas campanhas eram sempre baseadas em harmonizar o propósito de marcas com vontades expressas (ou ainda não) de seus stakeholders por meio de um mergulho em seus modos de ser e agir. Por esse fator histórico, já é possível perceber que o humano sempre foi a matéria-prima de toda estratégia de comunicação e relacionamento.

A segmentação de públicos, targets, mercado e toda a tecnologia envolvida nesse processo é muito importante para as estratégias, mas a proximidade e o conhecimento do comportamento das pessoas e da experiência que buscam precisam ser considerados com o mesmo peso dos dados no momento da definição de campanhas de marketing, comunicação e vendas. A partir desse contexto, desenvolver boas narrativas nunca foi tão importante para gerar valor em uma conversa.

Como uma empresa de tecnologia pode gerar valor e conexão?

O episódio Hang the DJ, da série Black Mirror, mostra os protagonistas com um app que promete calcular, com antecedência, as chances de afinidade e atração por uma pessoa, diminuindo o risco da rejeição. A tecnologia aqui parece como uma aliada para combater um dos maiores medos do ser humano, mas, olhando por outro lado, nesse formato impossibilita as pessoas de experienciar a própria vida, que é o que acontece com os personagens e causa sua revolta. Nesse contexto, a tecnologia diminui consideravelmente o desenvolvimento da sensibilidade humana para a criação de relações e o livre arbítrio de se construir seu próprio caminho e o torna refém de probabilidades.

Em 2017, ganhamos um bom exemplo de como a tecnologia pode influenciar o dia a dia das pessoas. Por meio de inteligência artificial, a gigante da tecnologia IBM resolveu mostrar ao público em geral o potencial de uma de suas soluções ao criar o projeto “A Voz da Arte” e utilizar o Watson para interagir com os visitantes conversando, sobre as obras expostas na Pinacoteca de São Paulo. O sistema cognitivo da IBM foi alimentado com informações sobre autores, curiosidades, histórias, entre outras, para que o público pudesse questioná-lo sobre quadros e esculturas presentes no local, tornando a visita mais interessante e acessível para todos.

Repare como essa ação da IBM conciliou seu propósito com o interesse das pessoas. Tornou seu negócio mais tangível para milhares de visitantes que estiveram ali e que esse ativo responde às estratégias de comunicação, marketing e negócios porque traduz seu modo de pensar e agir de forma acessível para todos. Diretamente, aproxima mais gente do seu negócio e, para o mercado B2B, ganha mais visibilidade e conexão com seu decisor de compra, que vê em projetos como esse seus valores pessoais representados. Seu jeito de enxergar o mundo, indo além de dados, conectando com seus interesses como ser humano.

Outro case interessante é o da Orange Business Services, que possui uma plataforma de comunicação integrada para navios. Ela conecta frotas no mar aos escritórios em solo. Além de todo o apoio dado ao negócio, como aumento da eficiência da frota e redução de custos, melhora a experiência das equipes embarcadas, pois possibilita que tenham banda larga e consigam manter a comunicação com seus familiares e amigos, mesmo passando dias (para alguns, meses) no mar. Num mundo em que não existe mais comunicação interna ou externa e colaboradores são o espelho da sua marca para o mercado (como está a avaliação da sua empresa na Love Mondays?), se preocupar com as relações que constrói com ele, significa entender suas necessidades também quando está sem o crachá.

Lawrence Chung Koo, Professor Doutor e Pesquisador em Inteligência Artificial na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, disse uma vez que “toda robótica é baseada no que o homem fazia”, mas se tem uma coisa que talvez ela não consiga fazer é construir essa tal relação H2H da qual tanto se fala hoje.